Joel, o Derramamento do Espírito Santo

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 – Lição 3 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Atenção Professor!
    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Joel;
    >    Compreender que o Espírito Santo é uma pessoa divina;
    >    Saber que o livro de Joel é escatológico.

O livro de Joel, além de prever os
acontecimentos relativos aos
últimos dias, enfatiza de forma
especial o derramamento do Espírito
Santo sobre a Igreja de Cristo 

Texto Áureo
    E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos (At 2:17);

Verdade Prática
    O Espírito Santo não veio ao mundo cumprir uma missão temporária, mas guiar a Igreja até a vinda do Senhor.

Palavra-chave
    Derramamento: Ato ou efeito de derramar; derramação.

Leitura Bíblica em Classe
    Jl 1:1; 2:28-32 – Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Joel[1], filho de Petuel[2]. 2:28E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos
filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. 2:29E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. 2:30E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. 2:31O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. 2:32E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião[3] e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar. 

Algumas profecias de Joel estão
se cumprindo desde a Igreja
Primitiva e outras se cumprirão
após o arrebatamento

Introdução
·         Sendo autor de um livro relativamente pequeno – apenas 3 capítulos e 73 versículos -, o profeta Joel recebeu de Deus algumas das mais importantes revelações para os dias atuais e futuros: seu livro trata especificamente do derramamento do Espírito Santo e de acontecimentos escatológicos[4].
·         O atual Movimento Pentecostal[5], o qual se expandiu fortemente desde o início do século XX, deu ênfase aos escritos de Joel e o definiu como o “profeta pentecostal”.
·         As referências bíblicas de cumprimento dessas profecias – tanto as já cumpridas como as que ainda estão por acontecer – estão em Atos dos Apóstolos e Apocalipse.
·         A manifestação que mais representa o derramamento no dia de Pentecostes é, sem dúvida alguma, o batismo com o Espírito Santo; essa promessa, antes de se cumprir, foi confirmada por João Batista[6] [Mt 3:11 – E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.].

Os perigos da soberba religiosa: nos
dias de Joel, a prosperidade do
reino de Judá levou o povo, e os
próprios sacerdotes, à um grande
comodismo espiritual; por essa
razão, Deus usou o profeta para
alertá-los sobre seu julgamento que
viria sobre a terra

I – O livro de Joel no cânon sagrado
1. Contexto histórico
·         O livro traz pouquíssimas informações a respeito de Joel e da situação do reino de Judá[7] na sua época, e não há muitos dados históricos que falem sobre ele.
·         O único relato sobre sua vida pessoal é o nome de seu pai: Petuel.
·         A maior dificuldade para a sua identificação histórica e até mesmo de sua data, é o fato de que ele não cita o nome de nenhum rei.
·         Baseados em suas constantes menções sobre o templo e os sacerdotes, os historiadores concluíram que ele é o mais antigo entre todos os profetas que escreveram os livros que hoje estão na Bíblia e que, sendo assim, o período de seu ministério foi entre 835 e 805aC: uma época em que Judá era governada por Joiada[8] durante a infância do rei Joás[9].
·         A situação na época não era muito favorável para o povo de Judá; demonstrando seu amor e compaixão, Deus, através de seu profeta, convidava-os a uma reconciliação começando pelos próprios sacerdotes [Jl 2:16,17 – Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara[10], e a noiva do seu aposento. 17Chorem os sacerdotes, ministros do SENHOR, entre o alpendre[11] e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó SENHOR, e não entregues a tua herança ao opróbrio[12], para que os gentios o dominem; porque diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?].

Os livros dos profetas menores
– assim como em toda a Bíblia –
embora não tenham sido divididos
em ordem cronológica, foram
colocados da forma mais
conveniente para nossa
compreensão de acordo com seus
temas ou seus autores

2. Posição de Joel no Cânon Sagrado
·         Nas versões bíblicas que utilizamos, os Profetas Menores são apresentados na mesma posição em que se encontram no Cânon Judaico[13] e na Vulgata Latina[14];
·         Essas versões não seguem uma ordem cronológica, e nelas Joel é o segundo livro estando entre Oseias e Amós.
·         Já na Septuaginta[15], os seis primeiros livros seguem uma sequência diferente: Oseias, Amós, Miquéias, Joel, Obadias, Jonas e o restante segue exatamente igual as que utilizamos hoje.
·         A ordem dos livros na bíblia é mais temática do que cronológica; sendo assim, o contexto de Joel segue de acordo com a mensagem de Oseias seguida também por Amós: arrependimento e reconciliação [Jl 2:32 – E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar.].

As profecias bíblicas – tanto de
Joel como de outros profetas –
de um modo geral, tinham a ver
com a situação do povo na época
em que foram entregues e também
significado futuro em relação a
Israel, a Igreja ou ao mundo

3. Estrutura e mensagem
·         Conforme vemos já no início de seu livro, Joel recebia as profecias diretamente do Senhor por meio de palavras: essa informação já é suficiente para comprovar que ele era realmente um profeta e não um simples escriba narrador dos fatos contidos nesse livro;
·         Além do mais, ele é citado por Lucas em Atos 2:16, em sua narrativa sobre o derramamento do Espírito Santo ocorrido no dia de Pentecostes.
·         Na Bíblia hebraica, o livro de Joel possui quatro capítulos, mas o seu conteúdo é exatamente o mesmo existente em nossa Bíblia: a explicação para isso apenas cinco versículos – 2:28-32 – formam o terceiro e o restante completa o quarto capítulo.
·         O esboço do livro pode ser resumido em dois temas principais: a praga da locusta[16] e os eventos dos fins dos tempos:
        1º) A praga dos gafanhotos e a comunidade:
a)      A praga dos gafanhotos (1:1-4);
b)      Chamado à lamentação (1:5:20);
c)       Grande alarme (2:1-11);
d)      Chamado ao arrependimento (2:12-17).
 
      2º) A resposta do Senhor a Israel e às nações:
a)      Compaixão pela comunidade (2:18-27);
b)      Bênçãos para a comunidade (2:28-32);
c)       Julgamento das nações (3:1-17);
d)      Presença de Deus em Jerusalém (3:18-21).

·         O tema central do livro é a aproximação do dia da justiça divina: o tempo de condenar os pecadores e salvar os fiéis [Jl 1:15 – Ai do dia! Porque o dia do SENHOR está perto, e virá como uma assolação do Todo-Poderoso.].

A personificação do Espírito Santo
não é uma ilusão da mente dos
pentecostais, mas sim um fato
incontestável, o qual é
comprovado em várias
passagens bíblicas

II – A pessoa do Espírito Santo
1. Sua personalidade
·         Algumas seitas consideram o Espírito Santo simplesmente como uma força ativa, mas observando suas ações por toda a Bíblia, podemos perceber que realmente Ele é um ser.
·         Suas características pessoais são absolutamente claras, conforme estão descritas em algumas passagens bíblicas como, por exemplo, em Romanos 8:27, Efésios 4:30, Atos 16:6-11, 1ª Coríntios 12:11, etc.
·         No livro de Joel, sendo citado apenas duas vezes – 2:28,29 – o Espírito é mencionado como aquEle seria derramado sobre toda a carne, proporcionando aos que o recebessem que viessem a ter profecias, sonhos e visões: como bem sabemos, para exercer algum tipo de ação sobre alguém é necessário ter vida e capacidade de agir.
·         Testemunhar e falar são também ações características de uma pessoa: essa também é uma das provas da personalidade do Espírito Santo [At 5:32 – E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.].

O poder do Espírito Santo e suas
características divinas estão
presentes não somente na Bíblia,
mas também na vida de cada um
daqueles que o recebe e lhe dá
liberdade para Ele agir em seu
interior

2. Sua divindade
·         A divindade do Espírito Santo é comprovada desde o Antigo Testamento: em 2ª Samuel 23:2,3, Ele é chamado de Deus de Israel, e em Jó 33:4, Jó declara que o Espírito de Deus o fez;
·         No Novo Testamento Ele aparece em nível de igualdade com Deus e Jesus em Mateus 28:19 e Efésios 4:4-6, provando assim que faz parte da santíssima Trindade[17].
·         Em João 4:24 o próprio Senhor Jesus está afirmando que Deus é Espírito; portanto, qualquer pessoa que duvidar da divindade do Espírito Santo precisa analisar mais cuidadosamente as Escrituras Sagradas.
·         A onisciência[18] é uma característica exclusiva de Deus; portanto, se o Espírito Santo a possui, essa é mais uma prova de sua divindade [At 20:22,23 – E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, 23Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.].

Muitos foram os homens
que se opuseram a Deus,
mas todos acabaram
sendo vítimas de sua própria
arrogância

3. Como uma pessoa pode ser derramada?
·         Os incrédulos questionam a personalidade e a divindade do Espírito Santo dizendo que uma pessoa, como também o próprio Deus, não poderiam ser derramados; porém, esse raciocínio é resultado de uma interpretação literal que os faz ignorar que esse texto está fazendo uso de uma figura de linguagem.
·         A pessoa e a divindade do Espírito Santo – assim como todas as coisas de Deus –, sempre encontraram forte oposição ao longo da história do cristianismo;
·         Um dos maiores inimigos de sua divindade e personalidade foi Eustáquio de Sebaste[19]; esse homem, após o concílio de Nicéia[20], liderou um grupo conhecido como “os pneumatochoi”, ou seja: “os opositores do Espírito”.
·         Derramar, encher e cair – não confundir com” cair no Espírito” – são expressões comuns em relação ao poder do Espírito Santo concedido aos que o recebem [At 10:44 – E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.].

Estar cheio do Espírito Santo
significa ser feliz mesmo em
meio às duras adversidades
da vida

4. Linguagem metafórica
·         A Bíblia está repleta de metáforas[21]; essa maneira de se expressar facilita a compreensão da narrativa para os seus leitores.
·         A expressão “derramamento do Espírito Santo”, relatada em Joel 2:28, é uma metáfora, ou seja: uma comparação ou uma linguagem simbólica.
·         Essa expressão representa a água, a qual, quando derramada, enche e se espalha por completo pelo objeto sobre o qual ela caiu, e serve para lavá-lo, purificá-lo, refrigerá-lo e ainda tem variadas outras utilidades.
·         Espiritualmente, essa expressão significa que a pessoa que recebe o Espírito Santo é completamente envolvida por Ele sendo limpa através do perdão dos pecados, purificada por meio da transformação de sua vida e com uma nova esperança e autoridade espiritual para prosseguir em sua caminhada; esse é o mesmo significado de estar cheio do Espírito Santo [At 13:52 – E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.].

Os cristãos primitivos,
mesmo abatidos com a
morte de Jesus, não
desfaleceram e
permaneceram unidos
em oração até que
receberam a promessa
do derramamento do
Espírito Santo

III – Horizontes da promessa
1. Ponto de partida
·         O cumprimento da profecia do derramamento do Espírito Santo teve seu início cinquenta dias após a crucificação de Cristo, conforme está escrito em Atos 2:16, numa festa de Pentecostes; oficialmente, aquela reunião de cristãos marcou a origem da Igreja.
·         Em Atos 2:17, o apóstolo Pedro, referindo-se ao derramamento do Espírito, usou a expressão “nos últimos dias”; essa afirmação é a prova de que o poder espiritual derramado sobre os crentes prevalecerá sobre a terra até a volta de Cristo.
·         Os dons espirituais concedidos a partir daquele dia a toda a igreja não foram exclusivos para a era apostólica, como ensinam algumas seitas, mas sim também para os cristãos de todos os tempos até os seus últimos dias na terra.
·         A autoridade espiritual que o Espírito Santo nos concede não é para nos exaltar ou simplesmente para usarmos em nosso favor; o poder de Deus nos é dado de acordo com o propósito do Senhor Jesus para a missão que Ele nos deu a cumprir nessa terra [1ª Co 12:4-7 – Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. 5E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. 7Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.].

Na Antiga Aliança, Deus
somente falava com o
povo através dos profetas
e apenas recebia
sacrifícios das mãos dos
sacerdotes; hoje, temos
acesso direto a Ele:
honremos esse privilégio

2. Comunicação divina
·         Nos tempos da Antiga Aliança, Deus falava com o seu povo apenas através dos profetas, mas, a partir da efusão do Espírito Santo, Ele concedeu a todos os que o buscassem – e não somente o povo de Israel – a oportunidade de comunicarem-se com Ele pessoalmente.
·         A sua promessa para os seus fiéis é de que, independentemente de quem eles sejam, Ele se manifestaria a cada um por meio de profecias, sonhos e visões; e é realmente dessa forma que Ele tem falado conosco nos dias atuais.
·         Porém, é muitíssimo importante ressaltar que os dons espirituais – incluindo o de profetizar -, embora possam servir para a edificação da Igreja, não podem ser usados como base para criação de regras ou doutrinas, pois qualquer ato de revelação que seja contrário ou que venha a substituir o uso das Sagradas Escrituras consiste em heresia.
·         Deus sempre falou, e continua falando co o homem de várias maneiras; porém, os espíritos malignos também usam seus falsos profetas, por isso devemos ter sabedoria e discernimento espiritual para não sermos enganados [1ª Ts 5:19-21 – Não extingais o Espírito. 20Não desprezeis as profecias. 21Examinai tudo. Retende o bem.].

As tragédias previstas para os
últimos momentos do ser humano
sobre a terra já começam a mostrar
suas evidências através das mudanças
climáticas, do aumento da violência
e do distanciamento do homem com o
seu Criador

IV – O fim dos tempos
1. Sinais
·         As profecias de Joel revelam manifestações conhecidas como teofania[22]: de acordo com os relatos descritos no capítulo 2:30,31 de seu livro, haverá prodígios no céu e na terra com sangue e fogo, e colunas de fumaça, e o sol se converterá em trevas e a lua em sangue antes do Juízo Final;
·         Essas são profecias escatológicas, as quais foram também relatadas pelo apóstolo Pedro e detalhadamente explicadas no livro do Apocalipse.
·         Embora essa narrativa, no livro de Joel, venha na sequência de seu relato sobre o derramamento do Espírito Santo, essas visões não se referem ao que foi presenciado pelos crentes no cenáculo na ocasião do Pentecostes, mas sim aos últimos dias da humanidade sobre a terra.
·         Essas profecias se cumprirão durante o reinado da AntiCristo na terra, na ocasião em que for aberto o sexto selo [Ap 6:12,13 – E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício[23], e a lua tornou-se como sangue; 13E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.]

Durante a Grande Tribulação,
para os que persistirem em
servir a Cristo, será quase
impossível a sobrevivência diante
de tanta perseguição; por isso, o
melhor é estar preparado para
ser arrebatado junto com a Igreja

2. Etapas
·         Analisando o contexto do seu livro podemos concluir que a efusão do Espírito Santo marcam o início dos “últimos dias” antes do arrebatamento.
·         Entre o cumprimento da promessa de revestimento espiritual e os sinais catastróficos ali relatados, não há necessariamente um intervalo, mas sim um determinado tempo preparatório para a sua Igreja antes da volta de seu Filho: esse é o tempo em que vivemos hoje.
·         Esses sinais se referem ao período da Grande Tribulação: o terrível período de manifestação do AntiCristo e de grande perseguição contra aqueles que aqui ficarem e que somente nesses difíceis momentos resolverem se converter.
·         Apesar de essas grandes catástrofes se cumprirem após o arrebatamento, os sinais desses últimos dias estão cada vez mais evidentes em nosso tempo atual pelo endurecimento do coração do ser humano: essa é uma grande prova de que já vivemos os últimos dias e que o Grande Dia do Senhor está muito perto [2ª Tm 3:1-5 – Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. 2Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 3Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes[24], cruéis, sem amor para com os bons, 4Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, 5Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.].

Obviamente, conhecer o nome de
Deus é algo de grande importância
sim; mas, o problema é que muitos
religiosos se apegam a esse e a
outros tipos de simbolismo com
tanto fanatismo que se esquecem
do mais importante: fazer a vontade
de Jeová! Deus quer ser adorado e
não idolatrado

3. Resultado
·         Estar cheio do Espírito Santo significa, não somente ter salvação, mas também revestimento e autoridade espiritual através do uso dos seus dons.
·         Em Romanos 10:13, o apóstolo Paulo citou a passagem de Atos 2:21 – todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo –; escrevendo o nome “SENHOR” com letras maiúsculas, o que na Bíblia Hebraica representa o tetragrama[25]YHWH[26]”, que significa Jeová;
·         Como nesse texto Paulo se referia a Cristo, chamando-o de Senhor dessa forma, isso nos deixa claro a sua divindade, ou seja: Jesus é Deus!
·         A volta do Senhor Jesus Cristo está cada vez mais próxima; será que estamos realmente preparados [Ap 22:20,21 – Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus. 21A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.]?

Uma das idéias básicas do livro
de Joel é levar o homem ao
arrependimento para que ele não
sofra as consequências do seu
pecado; adoremos ao Senhor
enquanto ainda é tempo, porque
haverão dias sobre essa terra em
que adorá-lo poderá significar o
sacrifício de sua própria vida

Conclusão
·         A instituição da Igreja foi marcada pelo derramamento do Espírito Santo: a partir daquele dia de Pentecostes, o cristianismo ganhou identidade e força, vindo a ser muito mais do que uma simples religião, mas o único caminho para a salvação conforme está escrito em João 14:4-7.
·         Dia após dia, em cada um de nós, a força interior e o poder de Deus se renova dando-nos condições de enfrentar e vencer as constantes batalhas espirituais contra o inimigo que tenta nos derrubar de todas as formas.
·         A ação do Espírito Santo não se resume apenas em nos fortalecer, mas consiste também em convencer o pecador sobre a necessidade de uma transformação em sua vida.
·         A mensagem do livro de Joel refere-se não somente à salvação, mas também à uma vida plena no relacionamento com Deus, repleta de autoridade espiritual; como crente, qual é o teu maior desejo de conquista aqui na terra [Sl 51:11 – Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.]?

Jonas M. Olímpio


O Pentecostes era uma festa
feita com o objetivo de agradecer
a Deus pelas colheitas dos frutos;
porém,aquela festa, após a
crucificação de Cristo, acabou
significando uma grande colheita de
almas

[1]Joel: Profeta que exerceu seu ministério no reino de Judá, muito provavelmente no período do reinado do rei Joiada, por volta de 835 a 805aC. É conhecido como o profeta pentecostal por ter profetizado a respeito do derramamento do Espírito Santo. É autor do livro que leva o seu nome, o qual está classificado entre os doze profetas menores; seus escritos contém também profecias escatológicas. Há um outro Joel na Bíblia mencionado em 1º Crônicas 6:28: é o filho primogênito de Samuel.
[2]Petuel: [Significa “Deus liberta”]. É mencionado em Joel 1:1 como pai do profeta Joel.
[3]Monte Sião: Sião ou Tzion, em hebraico, significa local ensolarado, ou exposto ao sol; monte ensolarado. O Monte Sião é uma elevação em Jerusalém com 765 metros acima do nível do mar. Fica na parte sudoeste da Cidade antiga. Ao leste está o vale central e, ao sul, o vale de Hinon. Foi no Monte Sião, onde se situa o Cenáculo, que Jesus celebrou a última Páscoa e instituiu a Ceia do Senhor. Este monte foi conquistado pelo exército israelense em 18 de maio de 1948, na guerra de “libertação” ou “Independência” do Estado de Israel.
[4]Escatologia: Doutrina do destino último do homem (morte, ressurreição, juízo final) e do mundo (estado futuro). Estudo sobre as últimas coisas.
[5]Pentecostes: [Grego: Quinquagésimo]. Celebrado 50 dias depois da celebração da Páscoa, Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo. Ele também é denominado como Festa da Colheita e dia das Primícias dos Frutos. Esse dia é mais lembrado pelos cristãos como o dia da descida do Espírito Santo sobre os discípulos e os seguidores de Jesus porque foi num dia de Pentecostes, após a crucificação de Cristo, que se cumpriu a profecia descrita no livro de Joel 2:28,29, conforme está relatado em Atos 2:17,18.
[6]João Batista: O profeta que preparou a vinda de Jesus à terra. Era filho de Zacarias e Isabel (Lc 1:5-25,57-80). Iniciou e desenvolveu o seu ministério na região do rio Jordão (Lc 3:1-3). Pregou o batismo de arrependimento (Lc 3:4-14) e a vinda do Reino dos céus (Mt 3:1-12). João batizou Jesus (Mt 3:13-17) e testemunhou a respeito dele (Jo 1:15-34). Por ordem de Herodes Antipas, foi preso e morto (Mc 6:14-29). Jesus o elogiou (Mt 11:7-14). Seu batismo continuou sendo praticado por algum tempo (At 18:25).
[7]Judá: Foi o quarto filho de Jacó e de Léa, e a raiz hebraica de seu nome, Yah hu Dah, é uma expressão de agradecimento a Deus. A história do homem chamado Judá restringe-se ao relato bíblico e às fontes tradicionais do judaísmo. por volta do século XV aC ocorreu o Êxodo dos hebreus do Egipto para a terra de Canaã. A narração do livro do Êxodo descreve esta época, e posiciona a tribo de Judá como a mais numerosa de todas as tribos de Israel (desconsiderando-se a tribo de José, tradicionalmente dividida entre as meia-tribos de Efraim e Manassés). O Reino de Judá limitava-se ao Norte com o Reino de Israel Setentrional, a Oeste com a inquieta região costeira da Filístia, ao Sul com o deserto de Neguev, e a Leste com o Rio Jordão e o Mar Morto e o Reino de Moabe.
[8]Joiada: Foi um sacerdote em Judá; por volta de 840aC, quando o rei Acazias morreu, Atalia, a rainha-mãe, resolveu matar toda a descendência da família real. A irmã de Acazias, pegou seu sobrinho Joás, que tinha um ano de idade, e o levou ao sacerdote Joás para ser livrado da própria avó, salvando-o da morte. Joiada criou o menino no templo. Sete anos depois, após uma aliança com os centuriões e capitães, ungiu e apresentou Joás como rei. Devido a pouca idade do pequeno rei, o sacerdote Joiada assumiu o poder como uma espécie de orientador por um determinado período (2º Crônicas caps. 22 a 24).
[9]Joás: Oitavo rei de Judá, que reinou 40 anos (835-796 aC). Tornou-se rei por iniciativa do sumo sacerdote Joiada, após ter sido salvo de Atalia pela tia Jeoseba, esposa de Joiada. Sob a orientação de Joiada, Joás restaurou a religião de Javé; mas, depois da morte do sacerdote, Joás se desviou de Javé. Por isso foi derrotado pelos sírios e depois foi morto pelos seus próprios servos (2º Cr 24:17-26).
[10]Recâmara: Câmara interior, depois ou por detrás da câmara, para guarda de roupa, joias, etc.
[11]Alpendre: Teto de uma só água sustentado de um lado por colunas e encostado pelo outro contra uma parede de edifício; copiar. Cobertura suspensa por cima da porta principal de um edifício, para abrigo do sol, da chuva, ou simplesmente para ornato. Teto saliente que cobre a entrada de um edifício. Pátio coberto.
[12]Opróbrio: Desonra; vergonha.
[13]Cânon Judaico: De acordo coma tradição judaica (Midrash Rabbah 12:12) o Cânone Judaico é composto de 24 livros que se agrupam em 3 conjuntos: A Lei ou Instrução, Os Profetas e Os Escritos. Os livros de 1º e 2º Samuel, são reunidos em um só livro, e 1º Reis e 2º Reis, também são considerados um só livro, assim como os 12 profetas “menores” estão em um só livro – “Os 12 profetas”.
[14]Vulgata Latina: Vulgata é a forma latina abreviada de “vulgata editio” ou “vulgata versio” ou “vulgata lectio”, respectivamente “edição, tradução ou leitura de divulgação popular”: é a versão mais difundida (ou mais aceita como autêntica) de um texto. A Vulgata Latina é a tradução para o latim da Bíblia, escrita entre fins do século IV início do século V, por São Jerônimo, a pedido do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja Católica e ainda é muito respeitada.
[15]Septuaginta: É o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego koiné, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século antes de Cristo em Alexandria. A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos (seis de cada uma das doze tribos) trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias. A Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia hebraica para os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções da Bíblia.
[16]Locusta: Gafanhotos de antenas curtas: insetos devoradores de plantações que costumam voar em grande número formando nuvens.
[17]Trindade: A união das três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – formando um só Deus. Deus é ao mesmo tempo uno e trino (Mt 3:13-17; 28:19; 2º Co 13:13).
[18]Onisciência: Atributo pelo qual Deus conhece perfeita e eternamente todas as coisas passadas, presentes e futuras (Sl 147:5; Pr 15:11; Is 46:10).
[19]Eustáquio de Sebaste: Foi um bispo semiariano da cidade de Sebaste no Reino da Armênia. Fez parte da delegação ariana que tratou com o Papa Libério sobre o restabelecimento da unidade entre os cristãos ortodoxos e arianos. Ele chegou até mesmo a aceitar o credo de Niceia, mas logo em seguida rechaçou a divindade do Espírito Santo. deve ter sido contemporâneo de Constantino, o Grande. Morreu por volta do ano 380dC.
[20]Concílio de Nicéia: O Primeiro Concílio de Niceia, o primeiro concílio ecuménico do Cristianismo, reunido em Niceia no ano de 325, e que discutiu questões cristológicas (por exemplo, o Arianismo). O Segundo Concílio de Niceia, o sétimo ecuménico, realizado em 787, que pôs fim à primeira querela iconoclasta, com o reconhecimento da veneração (não adoração) dos ícones religiosos.
[21]Metáfora: Emprego de uma palavra em sentido diferente do próprio por analogia ou semelhança.
[22]Teofania: Aparição ou revelação de divindade; manifestação de Deus.
[23]Cilício: Era uma túnica, cinto ou cordão de crina, que se trazia sobre a pele para mortificação ou penitência. O termo vem do latim cilicinus que quer dizer feito de pêlo de cabra, ou cilicium que quer dizer tecido áspero ou grosseiro de pelo de cabra ou vestido de gente pobre.
[24]Incontinente: Pessoa que não tem moderação para controlar o apetite sexual.
[25]Tetragrama: Que tem quatro letras. Conjunto de quatro letras, que formam palavra, firma ou sinal.
[26]YHWH: O Tetragrama Sagrado YHVH ou YHWH (mais usado), (יהוה, na grafia original, o hebraico), refere-se ao nome do Deus de Israel em forma escrita já transliterada e, pois, latinizada, como de uso corrente na maioria das culturas atuais. A forma da expressão ao declarar o nome de Deus YHVH (ou JHVH na forma latinizada) deixou de ser utilizada há milhares de anos na pronúncia correta do hebraico original (que é declarada como uma língua quase que completamente extinta). As pessoas perderam ao longo das décadas a capacidade de pronunciar de forma satisfatória e correta, pois a língua precisaria se curvar (dobrar) de uma forma em que especialistas no assunto descreveriam hoje em dia como impossível.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 – Lição 3 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

2 thoughts on “Joel, o Derramamento do Espírito Santo

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