Oseias, a Fidelidade no Relacionamento com Deus

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 – Lição 2 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

   Atenção Professor!
    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Conhecer a estrutura do livro de Oseias;
    >    Compreender a linguagem simbólica usada no livro;

 >    Conscientizar-se de que Deus está pronto a nos reconciliar e acolher.
A fidelidade divina não se corrompe
pela infidelidade humana; porém, é
necessário reatar o compromisso
com o Noivo enquanto Ele ainda
está concedendo oportunidade para
uma reconciliação


Texto Áureo
    Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo (2ª Co 11:2).

Verdade Prática
    O casamento de Oseias[1] ilustra a infidelidade de Israel e mostra a sublimidade do amor de Deus.

Palavra-chave
    Matrimônio: União voluntária entre um homem e uma mulher.

Leitura Bíblica em Classe

    Oseias 1:1,2; 2:14-17,19,20 – Palavra do Senhor, que foi dirigida a Oseias, filho de Beeri[2], nos dias de Uzias[3]Jotão[4]Acaz[5]Ezequias[6], reis de Judá, e nos dias de Jeroboão[7], filho de Joás[8], rei de Israel. 2O princípio da palavra do Senhor por meio de Oseias. Disse, pois, o Senhor a Oseias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do Senhor. 2:14Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. 2:15E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor[9], por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito. 2:16E naquele dia, diz o Senhor, tu me chamarás: Meu marido; e não mais me chamarás: Meu senhor. 2:17E da sua boca tirarei os nomes dos Baalins[10], e não mais se lembrará desses nomes.2:19 E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias. 2:20E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor.

Introdução

A dor de uma união desfeita pode
causar danos inimagináveis; e pior
do que a separação humana é a
separação espiritual, pois essa
pode levar o infiel à morte eterna

·         Meditando nos 197 versículos que estão divididos entre os 14 capítulos do 28º livro da Bíblia, vemos que o profeta Oseias não somente entregou profecias, mas que teve também sua vida pessoal fortemente envolvida com seu ministério, pois Deus o fez casar-se com Gomer[11], uma prostituta, usando-o como figura – ou exemplo – para mostrar como era o seu relacionamento com o povo de Israel;

·         Essa estranha união conjugal é o fator predominante na narrativa dos três primeiros capítulos desse primeiro livro da categoria Profetas Menores.
·         Ao enfatizar a atitude dos israelitas em se prostituirem – ou adulterarem[12] – com os falsos deuses, Jeová mostrou o quanto estava se sentindo traído por aquele povo.
·         adultério[13] – ou a prostituição – espiritual é um pecado tão grave que Deus abomina mais um falso crente do que um incrédulo; Ele nos aconselha a evitá-los [1ª Co 5:9-11 – Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; 10Isto não quer dizer absolutamente com os devassos[14] deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. 11Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.].

Nessa época, Israel vivia
alegres momentos de
prosperidade material, e foi
preciso passar por grandes
apertos para seu povo
reconhecer que sua
verdadeira alegria vinha de
Deus e não dos ídolos

I – O livro de Oseias
1. Contexto histórico
·         Oseias exerceu seu ministério por volta dos anos 793 a 753aC: mais ou menos quarenta anos a serviço de Deus;
·         Seu campo de ação foi Samaria[15], capital do Reino do Norte, numa época de domínio assírio, em que em Israel reinava Jeroboão, filho de Joás, e em Judá reinaram Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias.
·         Nesse período houve uma grande prosperidade econômica, mas ao mesmo tempo em que as coisas iam bem, o povo se entregou à idolatria.
·         O povo do tempo de Oseias não era muito diferente daqueles que se aproximavam de Jesus e também dos que frequentam as igrejas de hoje: muitos apenas buscam ao Senhor em momentos de aflição, mas, quando tudo está bem, o esquecem e preferem seguir os seus próprios caminhos [Lc 17:17 – E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?].

A máscara da hipocrisia não
consegue esconder por muito tempo
a face da infidelidade; tanto o
adultério moral quanto o espiritual
há de ser descoberto e castigado se
não houver arrependimento e
mudança de conduta

2. Estrutura
·         Os dois primeiros versículos do livro de Oseias mostram que suas palavras lhe foram entregues diretamente por Deus;
·         E podemos ainda notar que foi também no início de seu ministério que foi Deus que lhe deu ordem para que ele tomasse para si – ou seja: que se casasse – com uma prostituta.
·         Esse livro está dividido em duas partes principais:
a)      Uma biografia profética simbolizada através de seu casamento com uma mulher infiel que representou a infidelidade de Israel em sua aliança com o Senhor;
b)      Profecias relativas a uma série de fatos ocorridos por um grande intervalo de tempo.
·         A fidelidade não consiste de gestos ou ações parciais; ela depende de uma total entrega a qual venha a nos envolver por completo num verdadeiro relacionamento amoroso com Ele [Mt 23:23 – Ai de vós, escribas[16] e fariseus[17], hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro[18] e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.].

A misericórdia divina é tão
eficaz que não permite ao pior
dos pecadores ser destruído
sem uma chance de
arrependimento; o sofrimento
eterno é somente para aqueles
que realmente se recusam a
aceitar o perdão de Deus

3. Mensagem
·         O conteúdo básico desse livro consiste em mostrar o grande amor divino que, mediante à apostasia[19] de Israel, é revelado por meio de avisos sobre a insatisfação de Deus, seguidos de julgamento e promessas de restauração.
·         Por se comparar a um marido traído, podemos considerar que Deus manifestou o seu amor de uma forma surpreendente: isso pelo fato de estar disposto a perdoar Israel por sua traição.
·         Esses oráculos[20] denunciam os pecados das dez tribos do norte, as quais tinham se corrompido de várias maneiras deixando de obedecer os sagrados mandamentos.
·         Algumas passagens de Oseias foram citadas no Novo Testamento (Os 1:10 e 2:23 em Rm 9:25,26; Os 6:6 em Mt 9:13 e 12:7; Os 11:1 em Mt 2:15).
·         O arrependimento é essencial para que haja perdão dos pecados; por isso, o nosso dever, além de nos arrependermos, é pregarmos a todos sobre o arrependimento [Lc 24:46,47 – E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, 47E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.].

A união matrimonial visa a
felicidade e a continuidade da
raça humana; sendo assim, a
separação significa tristeza e
desvalorização do nome da
família. Da mesma forma é o
nosso compromisso com Deus:
só pode haver plena alegria e
prosperidade se formos fiéis em
nosso relacionameto com Ele

II – Matrimônio
1. Etimologia
·         As palavras “casamento” e “matrimônio” são sinônimos e, no grego, são usadas para traduzir o termo gamos que significa “bodas” e “leito conjugal”.
·         O matrimônio  – que popularmente chamamos de casamento – foi instituído por Deus desde a criação do homem, conforme podemos ver em Gênesis 1:27,28 e 2:20-24.
·         Como o próprio Jesus nos ensina em Mateus 19:5,6, a união entre um homem e uma mulher – e não entre um homem e outro homem ou uma mulher e outra mulher – torna o casal em uma só carne, a qual tendo sido juntada por Deus, ninguém tem o direito de separar.
·         Para haver uma perfeita aliança – ou seja: uma verdadeira comunhão – deve existir fidelidade; espiritualmente falando, significa que não pode haver pecado [Rm 11:27 – E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados.].

A Noiva de Cristo não precisa de
maquiagens e belas roupas para
encontrar-se com Ele, pois o que
realmente Ele procura nela é a
beleza de um coração puro e
inteiro aonde somente haja
espaço para o seu verdadeiro
e perfeito amor

2. Simbolismo
·         Esse tipo de simbolismo é usado desde os tempos antigos e continuou sendo muito mencionado no Novo Testamento;
·         O casamento, embora proporcione a procriação e o apoio financeiro, tem objetivos muito maiores que isso: ele é símbolo de comunhão, amizade, intimidade e reciprocidade;
·         Da mesma forma é o casamento da Igreja com Cristo: o crente deve estar em paz com o seu Salvador, ter um relacionamento de amizade com Ele, conhecê-lo intimamente e agradá-lo da mesma forma que é agradado por Ele.
·         Um dos últimos simbolismos citados na Bíblia em relação à Igreja, compara-a a uma noiva pronta pra o casamento e uma esposa preparada para receber o seu marido, o qual representa a Cristo [Ap 19:7 – Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
Ap 21:2 – E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.].

Imagine você se casando com uma
prostituta, você teria coragem de
aceitá-la e ter amor por ela?
Saiba que foi exatamente isso que
Cristo fez por você: mesmo
conhecendo suas prostituições, te
ama, te pediu em casamento e
quer te levar para morar com Ele

3. A origem divina para o casamento de Oseias
·         Embora pareça ser uma união bastante estranha e insólita dentro dos padrões divinos, o casamento do profeta com uma prostituta foi realmente ordenado pelo próprio Deus;
·         Seu objetivo era ilustrar para os israelitas, através da vida de Oseias, o quanto eles o estavam traindo cultuando a Baal[21].
·         O profeta Oseias talvez, a princípio, não tenha entendido o propósito divino, mas não há nenhum relato bíblico que afirme se ele amava a Gomer ou que ele tenha questionado a decisão divina; ele simplesmente obedeceu!
·         O Senhor, muitas vezes, nos dá ordens que não entendemos, as quais também, pela lógica humana, não façam sentido algum; mas quem somos nós para questionar os motivos da sua vontade [At 5:29 – Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.]?

Restauração e reconciliação
dependem de muita oração; um casal
com o coração espiritualmente unido
consegue unir-se a Deus e manter
um íntimo relacionamento com Ele

III – A linguagem da reconciliação
1. O casamento restaurado
·         Baseado na vida sentimental de um marido traído pela esposa, o amor é o tema central do livro de Oseias, referindo-se ao amor não correspondido de Deus pelo seu povo com quem Ele tem uma aliança.
·         Porém, como vemos em Oseias 2:14, o Senhor se colocou à disposição deles para uma reconciliação, dizendo que iria atraí-los, levando-os ao deserto e falando-lhes ao coração;
·         Assim entendemos que Ele é um esposo amoroso e compreensivo que, apesar da traição, não pensou em vingança, mas sim em reconquistar sua amada, chamando-a para uma conversa íntima aonde usaria seus argumentos para sensibilizar seu coração.
·         Jeová é tão amoroso que, além de nos dar oportunidades para o arrependimento, não nos força à reconciliação; Ele simplesmente nos mostra o caminho, mas nos dá o direito de escolher se queremos entrar por sua porta e desfrutar do seu amor ou não [Mt 7:13,14 – Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.].

A recompensa para aquele que
mantém firme a sua esperança no
Senhor e não desiste diante das
dificuldades, é sempre encontrar
diante de si uma porta aberta

2. O vale de Acor e a porta de esperança
·         Em Oseias 2:15, Ele cita o vale de Acor; esse é o mesmo vale aonde Acã[22], conforme está narrado em Josué 7:2-26, por sua desobediência foi executado com toda a sua família.
·         Em Isaías 65:10, há promessas de que esse vale será um lugar de repouso para aqueles que o buscaram;
·         Aquele lugar em que o povo sofria as consequências de seus pecados, teria os frutos de sua terra dados a eles como “porta de esperança”.
·         Assim como o vale de Acor foi transformado de um lugar de castigo em um lugar de descanso, também o homem que se arrepende de seus pecados tem a sua vida restaurada e o seu pesado fardo dá lugar ao alívio e ao descanso [Cl 3:8-10 – Mas agora, despojai-vos[23] também de tudo: da ira, da cólera[24], da malícia[25], da maledicência[26], das palavras torpes[27] da vossa boca. 9Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, 10E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;
Mt 11:28-30 – Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo[28], e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.].

Estar disposto a buscar a
reconciliação é uma atitude típica
daqueles que têm o caráter de
Deus refletido em seu modo de
viver; Deus é amor, e quem ama
perdoa e deseja a restauração

3. A reconciliação
·         Um marido traído tinha direito ao divórcio; mas, nesse caso, o tão amoroso Esposo rasgaria o documento que lhe dava esse direito e reataria o compromisso com sua esposa eternamente.
·         Dessa forma, ele estava tirando sua amada das garras do “amante” que a havia seduzido; somente quem ama de verdade consegue ter uma tão nobre atitude.
·         Como podemos ver em Oseias 2:13, Ele disse que realmente a castigaria pelos momentos de traição, mas, como podemos observar no versículo seguinte, seu desejo é muito maior em tê-la de volta do que em fazê-la sofrer pelas consequências dos seus atos.
·         Quando nos aproximamos do mundo, nos afastamos de Deus; isso o entristece, pois quem ama sente ciúmes e quer a reconciliação [Tg 4:4,5 – Adúlteros[29] e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. 5Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?].

A figura mitológica de
Baal foi considerada
como um deus pelos
povos pagãos durante
muito tempo, e essa
diabólica tradição
influenciou fortemente
a muitos entre o povo de
israel; hoje, a exemplo
disso, vários “deuses”
mundanos têm
influenciado terrivelmente
a vida de muitos cristãos
sem que eles consigam se
dar conta disso

IV – O banimento da idolatria em Israel
1. Meu marido, e não meu Baal
·         Embora aquela profecia fosse, naquele momento, fosse direcionada à Israel, o seu conteúdo tem valor individual para cada crente nos dias atuais e também para os tempos futuros, ou seja: o caráter divino não mudou, e Ele está disposto aceitar de volta todos aqueles que saíram do seu caminho.
·         Os termos “meu marido” e “meu Baal” – traduzidos das palavras hebraicas “ishi” e “baali” – são expressões com significados muito relevantes:
a)      Significados: “ishi” significa “homem” e “marido”; baal e baalim significam “dono” e “marido”. Essas expressões também são usadas na Bíblias para referir-se a Deus; Baal significando “dono” e “proprietário” é mencionado 84 vezes no Antigo Testamento, sendo que em 15 delas define o esposo de uma mulher, ou seja: um marido.
b)      Divindade dos cananeus[30]: Baal era considerado como o “deus” dos fenícios[31]; a Bíblia se refere a ele 58 vezes. Apesar dessa palavra significar “senhor”, Deus não mais quis ser chamado de Baal e preferiu ser chamado de marido.
·         A idolatria fez com que Jeová, naquele tempo, considerasse a palavra senhor como corrompida, pois Ele não queria ser confundido com Baal. Porém, hoje podemos chamá-lo de Senhor porque atualmente não mais existe o ídolo pagão conhecido como Baal, o qual, em nossa língua, seria simplesmente chamado de Senhor.
·         Por onde passavam, os servos de Deus continuaram tendo a preocupação de pregar contra a idolatria; como propagadores do Evangelho, será que temos combatido esse mal ou nos juntado aos que o praticam [2ª Co 6:14,15 – Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? 15E que concórdia há entre Cristo e Belial[32]? Ou que parte tem o fiel com o infiel?]?

Aserá era a “mulher de Baal”, a
“deusa da fertilidade”; muitos de
seus símbolos continuam
influenciando por todo o mundo
em forma de cultura e arte;
devemos ter cuidado com isso, a
que “deus” você realmente serve?

2. O fim do baalismo
·         A promessa divina, em Jeremias 10:11, sobre os “deuses”, inclui também a Baal e a qualquer ídolo ligado a ele;
·         Embora existam ainda diversos tipos de idolatria, oficialmente, os cultos a Baal foram banidos da face da terra e, em Israel, esses ídolos são simplesmente repudiados.
·         O verdadeiro Senhor é único e não divide sua glória com ninguém; todos os que tentam ser adorados e os que se opõem ao seu poder acabam tendo um fim muito trágico.
·         O nosso Pai celestial só está conosco enquanto reconhecemos apenas a Ele como Senhor; não há como andar em dois caminhos [2ª Co 6:16 – E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.].

Ser fiel ao Senhor significa fazer a
diferença e manter limpa a sua
aliança para ser digno de
encontrar-se com Ele naquele
Grande Dia

Conclusão
·         Fazer uso de ilustrações baseadas em fatos cotidianos é um recurso didático muito usado por Deus e também por Jesus através de suas parábolas; em muitas dessas casos, Ele acaba envolvendo literalmente vida de seus servos: foi essa a situação do casamento de Oseias.
·         O casamento é o mais perfeito símbolo de união, pois além de juntar sentimentos, estilos de vida, tradições e pensamentos, ele também é acompanhado pela procriação que, espiritualmente, representa o crescimento do Reino de Deus;
·         Como esposa de Cristo, você tem gerado filhos na fé? Oseias teve três filhos com uma prostituta – Jizreel[33]Lo-Ruama[34] e Lo-Ami[35]; e o nascimento de cada um também teve um significado simbólico, conforme está escrito em Oseias 1:3-11 -; se você não está em adultério espiritual, pode então gerar muito mais do que isso para o seu amado Esposo.
·         Manter-se fiel ao Senhor é algo muito mais sério do que muitos pensam; pois qualquer deslize de nossa parte pode abalar esse tão delicado relacionamento [2ª Co 6:17,18 – Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; 18E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.].


Jonas M. Olímpio


O adultério é tão repugnante que,
pela Lei, os adúlteros deveriam
morrer apedrejados; mas, a
exemplo do Deus que se manifesta
em Oseias, fazendo-o aceitar uma
prostituta, Jesus revelou-se em seu
ministério como perdoador de
pecados e, dessa maneira, espera
pelo arrependimento de cada
pecador para poder escrever seu
nome no livro da vida

[1]Oseias: (Significa “salvação”). Profeta que anunciou a mensagem de Deus ao povo de Israel no Reino do Norte, no tempo de Jeroboão II (Os 1:1). Isso foi depois de Amós e antes da tomada de Samaria pelos assírios em 721aC. Teve sua vida marcada por ter sido ordenado por Deus a casar-se com uma prostituta, como uma forma de ilustrar o adultério de Israel com falsos deuses. É autor do livro que leva o seu nome.
[2]Beeri: (Significa “meu poço”). Pai do profeta Oseias (Os 1:1).
[3]Uzias: (Significa “minha força é Javé”). Filho do rei Amazias, de Judá, e rei de Judá ele próprio por 52 anos; também chamado de ‘Azarias’
[4]Jotão: Décimo primeiro rei de Judá, que reinou de 740 a 736aC, depois de seu pai Uzias. Os 16 anos de reinado mencionados em 2º Rs 15:33 incluem o tempo em que Jotão foi regente (2º Rs 15.5). Em seu tempo viveram os profetas Isaías (Is 1:1), Oseias (Os 1:1) e Miquéias (Mq 1:1).
[5]Acaz: (Significa “Ele Sustenta”). Décimo segundo rei de Judá, que reinou 4 anos junto com Jotão, seu pai; e depois, sozinho, mais 16 anos (736-716aC). Foi um dos piores reis de Judá.
[6]Ezequias: Em hebraico, seu nome significa “Jeová Fortalece”. Foi o 13º rei de Judá; reinou de 715 a 686aC. Foi fiel a Deus, e quando teve uma enfermidade que o levaria a morte, clamou ao Senhor e recebeu mais quinze anos de vida. Também orou a Deus quando a Assíria cercou Jerusalém e o povo foi salvo. Cometeu um gravíssimo erro ao mostrar aos mensageiros da Babilônia os tesouros e as armas de Judá, facilitando a invasão dos soldados babilônicos futuramente. Viveu na época do profeta Isaías; sua história está registrada em 2º Reis 18:3-6, 2º Crônicas 30:6-9 e Isaías 38:1.
[7]Jeroboão: (Significa “ampliador”). Foi o primeiro rei de Israel após a divisão do reino. Reinou 22 anos (931-910 aC) sobre as dez tribos que constituíram o reino de Israel. Em Dã e em Betel mandou construir altares para a adoração do bezerro de ouro (1º Rs 11:28-14:20). Jeroboão II: foi o décimo terceiro rei de Israel, que reinou 41 anos (783-743 aC) depois de Jeoás, seu pai. No seu tempo houve muito progresso, mas o povo continuou na corrupção e na idolatria. Na guerra Jeroboão II foi feliz (2º Rs 14:23-29).
[8]Joás: Oitavo rei de Judá, que reinou 40 anos (835-796 aC). Tornou-se rei por iniciativa do sumo sacerdote Joiada, após ter sido salvo de Atalia pela tia Jeoseba, esposa de Joiada. Sob a orientação de Joiada, Joás restaurou a religião de Javé; mas, depois da morte do sacerdote, Joás se desviou de Javé. Por isso foi derrotado pelos sírios e depois foi morto pelos seus próprios servos (2º Cr 24:17-26).
[9]Vale de Acor: Significa “inquietação”, “distúrbio”). É o vale onde Acã e sua família foram apedrejados (Js 7:2-26).
[10]Baalins: Plural de Baal.
[11]Gomer: Esposa de OSEIAS (Os 1:2-3): uma mulher adúltera. Nome dado à medida de capacidade para secos, também chamada de issarom, igual a um pouco mais de um litro e meio (1,76 l). É 1/10 do efa. É mencionado em (Êx 16:16-36); para evitar confusão, nessa passagem da 1a. ed. da RA “ômer” deve ser substituído por “gômer”, como está na RC e na segunda edição da RA.
[12]Adulterar: Cometer adultério (quebra da fidelidade conjugal. Adulteração, contrafação, falsificação. Heresia, apostasia).
[13]Adultério: Quebra da fidelidade conjugal. Adulteração, contrafação, falsificação. Heresia, apostasia.
[14]Devasso: Depravado, indecente, pervertido, imoral, degenerado, corrompido, corrupto. Aquele que abusa da liberdade.
[15]Samaria: (Significa “torre de Guarda). Monte situado 12 km a nordeste de Siquém (Am 6:1). Capital do reino do Norte, construída nesse monte por Onri (1º Rs 16:24; Jr 23:13; Os 7:1-7; 8:5-6; Am 4:1). Seu nome atual é Sebastieh. Região central da Terra Santa, abrangendo as tribos de Efraim e Manassés do Oeste. Ao norte ficava a Galiléia; a leste, o Jordão; ao sul, a Judéia; e, a oeste, o Mediterrâneo (2º Rs 17:24-26; At 1:8).
[16]Escriba: Homem que copiava e interpretava a lei de Moisés (Ed 7:6). Os escribas criaram aos poucos um sistema complicado de ensinamentos conhecido como “a tradição dos Anciãos” (Mt 15:2-9). Jesus os censurou (Mt 23:23). Os escribas tiveram parte na morte de Cristo (Mt 26.57) e perseguiram a Igreja primitiva (At 4:5; 6:12). Eles eram chamados também de “doutores da lei” (Lc 5:17).
[17]Fariseus: (Em hebraico significa “separados”). Judeus devotos ao Pentateuco. Participavam das reuniões legislativas da sinagoga. Formavam um grupo de fanáticos e hipócritas (o que não era o caso de todos, pois haviam exceções, como era o caso de Gamaliel que defendeu os apóstolos que estavam presos por pregarem a Palavra (At 5:34-38)) que se opuseram duramente contra Jesus Cristo. Segundo a história, nessa época, eles eram aproximadamente 6 mil pessoas.
[18]Endro: Planta cujos ramos, folhas e sementes são usados como tempero.
[19]Apostasia: Abandono consciente de uma doutrina ou opinião e de uma religião.
[20]Oráculo: A mensagem de Deus revelada no Antigo Testamento (Rm 3:2; Hb 5:12; 1ª Pe 4:11). Um “deus” que os pagãos pensavam que respondia a quem o consultava (Ez 21:21-23).
[21]Baal: (Significa “dono, Senhor, marido). O principal “deus” da fertilidade em Canaã. O culto a Baal foi uma das piores tentações dos israelitas, desde os tempos antigos (Jz 2:13; 1º Rs 16:31-32). Havia várias formas de Baal, que eram encontradas em diversas cidades, como se pode ver nos três verbetes seguintes. “Baalins” é o plural de “Baal” (Jz 2:11). Sua companheira era Aserá.
[22]Acã: [Significa Perturbador]. Foi um dos soldados da tribo de Judá. Havia desrespeitado a palavra de Deus durante a batalha de Jericó (Js 6:18,19). Em vez de destruir as coisas proibidas e entregar os metais preciosos para o tesouro de Deus, ele levou algumas coisas para a tenda dele. Escondeu uma capa babilônica, um pouco mais de 2 kg de prata e cerca de 500 gramas de ouro. A consequência foi muito grave: além dos 36 homens mortos na batalha, ele e toda a sua família com todas suas posses foram destruídas.
[23]Despojar: Privar do que adornava ou revestia; despir, desnudar. Privar-se; deixar, largar, desprender.
[24]Cólera: Ódio, raiva, ira. Desejo de vingança.
[25]Malícia: Propensão para o mal. Natural disposição para fazer e proceder mal; maldade. Interpretação maliciosa. Astúcia, esperteza, empregadas com intenção de prejudicar alguém.
[26]Maledicência: Qualidade de maledicente. Ato ou efeito de dizer mal; murmuração.
[27]Torpe: Desonesto, impudico. Indecoroso, infame, vergonhoso. Indecente, obsceno. Ignóbil, sórdido. Asqueroso, nojento, repugnante. Maculado, manchado, sujo.
[28]Jugo: Peça de madeira que se prende com correias ao pescoço de animais de carga, para que assim possam puxar uma carroça ou um arado (Nm 19:2; 1º Sm 6:7). Em sentido figurado: domínio, opressão (Gn 27:40; Jr 28:2; Gl 5:1); sofrimento (Lm 3:27); obediência (Mt 11:29-30); aliança (2ª Co 6:14); trabalho (Fp 4:3).
[29]Adúltero: Quem comete adultério (Quebra da fidelidade conjugal. Adulteração, contrafação, falsificação. Heresia, apostasia).
[30]Cananeu: Descendente ou morador de Canaã (nome antigo da Palestina).
[31]Fenício: Descendente ou morador da Fenícia (País mediterrâneo, situado ao Norte de Israel (At 21:2)).
[32]Belial: Pessoa má, sem valor (Jz 19:22; 1Sm 30:22). Diabo ( 2ª Co 6.15).
[33]Jizreel: (Significa “se livrar de alguma coisa”). Primeiro filho do profeta Oseias (Os 1:4,5).
[34]Lo-Ruama: (Significa “desgraça” ou “sem misericórdia”). Filha do profeta Oseias (Os 1: 6-8).
[35]Lo-Ami: (Significa ”não meu povo”). Primeiro filho do profeta Oseias (Os 1:9).

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 – Lição 2| AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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