A Atualidade dos Profetas Menores

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 – Lição 1 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

   Atenção Professor!
    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Descrever o panorama geral dos Profetas Menores.
    >    Analisar a procedência da mensagem dos Profetas Menores.
    >    Compreender que os escritos dos Profetas Menores são divinamente inspirados.

Os doze Profetas Menores – assim
como todos os demais – nada mais
fizeram do que ser a boca de Deus
na terra

Texto Áureo

    Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas[1], segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé (Rm 16:26);
Verdade Prática
    Por ser revelação de Deus, a mensagem dos profetas é perfeitamente válida para os nossos dias.
Palavra-chave
    Atualidade: Qualidade ou estado do que é atual; momento ou época presente.
Leitura Bíblica em Classe

    2ª Pedro 1:16-21 – Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas[2] artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. 17Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. 18E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; 19E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. 20Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia[3] da Escritura é de particular interpretação. 21Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
Ser um profeta, nos tempos da Lei,
não era uma tarefa tão fácil, pois
eles não eram muito admirados
pela grande maioria do povo,
porque tinham que desagradá-lo
falando as duras verdades
mandadas por Deus; mesmo assim,
os verdadeiros escolhidos jamais
desistiram dessa espinhosa, mas
gloriosa missão

Introdução

  •          Não somente os chamados Profetas Menores, como todos os profetas, receberam mensagens diretamente de Deus que tiveram validade tanto no passado, quanto no presente e como também no futuro.
  •          Eles sempre trataram dos mais diversos assuntos, os quais envolvem a família, a sociedade, a política e a espiritualidade.
  •          As mensagens divinas entregues através desses homens – embora fosse na época da Lei – tem total relevância no que se refere ao nascimento do Messias[4], seu ministério[5], sua crucificação e a salvação da Igreja.
  •          Os profetas sempre foram um canal de comunicação entre Deus e os israelitas desde o princípio da história dos judeus; a partir da crucificação, com a instituição da graça, o antigo ministério profético foi extinto e, de lá até os dias atuais, ele fala com sua Igreja através de Jesus Cristo por meio do seu Espírito Santo [Hb 1:1 – Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,].
Homens como Jerônimo, e muitos
outros que se desdobraram em
traduzir as Escrituras para diversas
línguas, independente de sua religião
ou crença, foram grandes
instrumentos muito usados nas mãos
de Deus para que hoje tivéssemos
acesso à sua Palavra e oportunidade
de salvação

I – Sobre os profetas menores
1. Autoridade
  •          Os doze livros que compõem essa categoria bíblica chamada de Profetas Menores são os seguintes: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias; Ageu, Zacarias, Malaquias.
  •          Essa divisão é proveniente da Bíblia Hebraica, a qual foi seguida pela Vulgata Latina[6];
  •          Já a Septuaginta[7] apresenta uma sequência diferente nos seis primeiros livros: Oséias, Amós, Miquéias, Joel, Obadias e Jonas; e o restante segue-se normalmente.
  •          Não existe nenhuma diferença na importância ou na credibilidade das mensagens entre os Profetas Menores e os Profetas Maiores; o que os difere é o tamanho dos livros, ou seja: a quantidade – e não a qualidade -­­ do conteúdo.
  •          Todos esses livros juntos – Profetas Menores e Maiores – formam uma grande sequência dos acontecimentos e das mensagens de Deus para Israel e para o mundo.
  •          A autoridade dos livros proféticos – como de todos os profetas da lei – é comprovada nos Evangelhos pelo próprio Senhor Jesus [Mt 7:12 – Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.].

A Bíblia é, sem dúvida alguma,
a verdadeira fonte que leva o
conhecimento de Deus ao
homem; porém, não podemos
ignorar a importância de várias
outras literaturas que possuem
grande valor e que nos ajudam a
compreender pontos bíblicos em
seu contexto histórico e cultural

2. Origem do termo

  •          Conforme explicou o teólogo Agostinho de Hipona[8], o termo Profetas Menores foi originado devido a comparação do volume de texto em relação aos Profetas Maiores;
  •          Isso significa que eles escreveram bem menos – provavelmente por terem recebido menos mensagem de grande relevância nacional ou mundial – do que Isaías, Jeremias – incluindo o livro das Lamentações – Ezequiel e Daniel.
  •          Esse nome foi dado pelos cristãos; na literatura judaica, eles são simplesmente chamados de Os doze ou Os Doze Profetas.
  •          Desde o ano 132dC, que essa informação pode ser comprovada num livro apócrifo[9]Eclesiático 49:10 – e ainda pelo Talmude[10], como também pelo historiador judeu Flávio Josefo[11] no livro contra Apion.
  •          Os apóstolos, em suas pregações, confirmaram sua fé nas palavras deixadas escritas pelos profetas [At 3:18 – Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado; que o Cristo havia de padecer.].

A busca pelo conhecimento nos
torna mais sábios e nos leva a
entender de maneira mais clara
o que o Senhor requer de nós

3. Cânon e cenário dos doze

  •          O cânon[12] judaico divide os profetas do Antigo Testamento entre anteriores e posteriores, classificando-os da seguinte forma:

a)      Anteriores: Josué, Juízes, 1º e 2º Samuel, e 1º e 2º Reis;
b)      Posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Os Doze.
  •          Todos os profetas – de Isaías à Malaquias – viveram entre os séculos 8 a 5aC; e, por esse período de aproximadamente 400 anos, alguns deles foram contemporâneos;
  •          Durante esse tempo, reinaram três grandes potências mundiais: Assíria, Babilônia e Pérsia, os quais também chegaram a dominar sobre o povo de Israel.
  •          A autenticidade dos profetas é tão inquestionável que Cristo não mudou aquilo que eles haviam falado em tempos passados, Ele simplesmente cumpriu os mandamentos divinos entregues através deles [Mt 5:17 – Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.].

Fábulas sem procedência
bíblica não são um problema
apenas do passado, pois até
nos dias atuais muitas delas
ainda fazem parte da vida de
alguns “cristãos” que as
ensinam para os seus filhos,
substituindo a Palavra da
Verdade por fantasias terríveis
e diabólicas

II – A mensagem dos profetas menores

1. Procedência (2ª Pe 1:16-18)
  •          Em 2ª Pedro 1:16-18, o apóstolo afirma que a volta de Jesus Cristo, que era revelada à Igreja, não se baseava em mitos[13] ou contos de fábulas, mas sim em tudo o que havia sido revelado aos servos de Deus; isso incluía tanto os antigos profetas como também os apóstolos.
  •          Nenhum profeta profetizou por si próprio – como muitos “profetas” fazem hoje em dia -, mas todos falaram apenas o que o Senhor lhes ordenara.
  •          O envolvimento daqueles homens de Deus com as mensagens era tão grande que muitos tiveram sua vida alterada para servir ao povo como ilustração sobre o que Jeová queria lhes falar; um bom exemplo disso foi o casamento de Oséias com uma prostituta.
  •          Os profetas simplesmente disseram o que Deus lhes mostrara acerca da Lei – tanto mensagens coletivas como individuais – e predisseram o que continuaria na época da Graça; os mandamentos não mudaram, apenas foram simplificados pelo amor de Cristo [Mt 22:40 – Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.].

As palavras dos profetas foram
confirmadas a cada etapa da
história humana até os dias de
hoje, e continuarão se cumprindo
até que Cristo volte para buscar
a sua Igreja

2. “A palavra dos profetas” (2ª Pe 1:19a)

  •          Não podemos nos esquecer que o termo profetas citado em 2ª Pedro 1:19a, não se refere apenas aos Profetas Menores e nem também somente aos que têm livros escritos, mas a todos os que exerceram o ministério profético desde o princípio.
  •          Como vemos em Atos 26:27, o termo “Os Profetas” era normalmente usado para se referir aos escritos do Antigo Testamento.
  •          As mensagens reveladas através deles são de grande relevância e abrangem desde as épocas em que foram enviadas até um tempo futuro que ainda há de ser cumprido.
  •          Havia um tão grande crédito e respeito pelos profetas por parte dos judeus que muitos deles, ingenuamente, acreditavam que Jesus fosse a reencarnação de um profeta [Mc 8:27c,28 – Quem dizem os homens que eu sou? 28E eles responderam: João o Batista; e outros: Elias; mas outros: Um dos profetas.].

Muitos servos de Deus – assim
como o apóstolo Paulo e muitos
outros – sofreram e até deram
sua vida para que o mundo
conhecesse a salvação; os
verdadeiros obreiros são como
um farol numa noite de
tempestade: por mais que o
vento ameace, jamais deixam
de iluminar na escuridão com
a sua forte e persistente luz

3. “Como a uma luz que alumia em lugar escuro” (2ª Pe 1:19b)

  •          Os temas de suas mensagens têm como centro o mesmo conteúdo do Evangelho trazido por Jesus: a salvação de almas.
  •          Eles, de certa forma, foram precursores[14] de Cristo: as pregações,  as revelações e as obras espirituais realizadas através deles foram aperfeiçoadas, continuadas e nos ensinadas por nosso Mestre e Salvador.
  •          É um grande erro desconsiderar a validade das mensagens do Antigo Testamento, encarando-as somente como história; pois se elas anunciaram a chegada do Messias e o seu ministério, inquestionavelmente continuam vivas e atuantes em nosso cotidiano, assim como as palavras dEle e de seus apóstolos do Novo Testamento.
  •          Os homens de Deus no Novo Testamento – como o apóstolo Paulo, por exemplo -, apesar de também entregarem as revelações que o Senhor lhes dava, se limitavam a falarem apenas o que os profetas já haviam falado[At 26:22,23 – Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, 23Isto é, que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.]?
A existência dos falsos
profetas – como também
dos falsos Cristos – já
havia sido predita pelo
maior e mais verdadeiro
dos profetas: o próprio
Jesus Cristo; mas é
preciso que tudo isso
aconteça para que as
profecias se cumpram, e
que então sejamos
arrebatados

III – A inspiração divina dos profetas

1. A iniciativa divina
  •          O apóstolo é simples e objetivo ao afirmar em 2ª Pedro 1:20 que “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação, porque ela nunca foi produzida por parte de homem algum, mas dos santos de Deus que falaram inspirados pelo Espírito Santo”;
  •          Se a profecia é inspirada pelo Espírito Santo e não pela vontade de homem, de onde procedem então as frases do modismo neopentecostal que dizem “profetize isso ou aquilo na sua vida ou na vida de seu irmão”?
  •          Várias experiências dos verdadeiros profetas – que são aqueles que falaram, e falam, somente inspirados por Espírito Santo – mostram que Deus sempre teve a intenção e tomou a iniciativa de falar com o povo; seja para consolar ou para corrigir, Ele tem se comunicado, entregando seus oráculos ao homem – o fiel ou o infiel – de várias maneiras.
  •          Qualquer tipo de profecia sem base bíblica – ou seja: sem lógica dentro daquilo que é ensinado na Bíblia – não provém de Deus; o próprio Jesus nos advertiu sobre isso [Mt 7:15 – Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.].

A Palavra profética, hoje, está nas
mãos de cada um de nós; tão
simplesmente basta que tenhamos
interesse e coragem para aprender a
manejá-la e usá-la como espada para
combater o inimigo

2. A inspiração dos profetas

  •          Em 2ª Timóteo 3:16 está escrito que toda a Escritura é inspirada por Deus; obviamente isso inclui o livro dos profetas;
  •          No original desse texto, a palavra grega que define a expressão inspirada por Deus” é “theopneustos”; theos significa “Deus” e pneo significa “respirar” ou “soprar” – termo usado para se referir ao Espírito Santo -; isso nos mostra que os profetas foram realmente inspirados pelo Espírito Santo de Deus.
  •          A Palavra dos profetas tem um caráter único e especial que a torna sui generis[15], pois ela é única em sua autoridade e conteúdo; nenhum outro escrito existente no mundo pode ser comparado a ela.
  •          A fonte de inspiração dos profetas é uma só: Deus [Mt 1:68,70 – Bendito o Senhor Deus de Israel, Porque visitou e remiu o seu povo, 70Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;]!

O mundo atual sofre por
dar ouvidos à várias
“profecias” de procedência
maligna deixando de lado a
voz de Deus revelada através
de seus profetas bíblicos e
pregada por seus servos em
todo o mundo

3. A autoridade dos Profetas Menores

  •          A Igreja tem como sua base de fé o conteúdo encontrado no Novo Testamento: o que foi escrito pelos apóstolos baseados nas Escrituras reveladas através dos profetas;
  •          A prova de que tanto os Evangelhos quanto as epístolas têm o mesmo valor que os livros dos profetas é que eles são comparados um aos outros, como vemos em 2ª Pedro 3:15,16.
  •          Toda a Bíblia é inspirada por Deus, pois o que era pregado na Lei estava voltado para o que iria acontecer no tempo da Graça, da mesma forma que o que foi pregado desde o início da Graça estava baseado no que eles aprenderam com os profetas da época da Lei; portanto, o que aprendemos e ensinamos hoje deve ter fundamento e respaldo nas Sagradas Escrituras como um todo.
  •          Mesmo sofrendo as mais duras consequências por falarem sempre a verdade, os verdadeiros profetas jamais deixaram de falar em nome do Senhor [Tg 5:10 – Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor.].
Nem todos os profetas foram
voluntários e espontâneos em
cumprir a vontade de Jeová, pois
alguns precisaram de um
“empurrãozinho” para obedecê-lo;
mas, de uma forma ou de outra, os
propósitos divinos foram
cumpridos e suas mensagens
sempre foram levadas aos seus
destinatários

Conclusão

  •          É inegável a importância das verdades reveladas pelos Profetas Menores em seus escritos, assim como também a de todas as demais categorias dos livros bíblicos.
  •          A melhor forma de conhecê-los é lendo atentamente cada um deles, você já leu a Bíblia toda ou pelo menos parte dela?
  •          Cada livro bíblico, inclusive os dos Profetas Menores, nos traz uma riqueza muito grande de revelações e conhecimento atualizados e úteis para serem aplicados em nosso dia a dia; e isso é tanto em nossa vida espiritual como também material, moral e sentimental.
  •          Os profetas – homens ou mulheres designados por Deus especificamente para profetizar – não mais existem; porém, o Espírito Santo permite a todos nós alcançarmos o dom da profecia, e é aí que está um grande perigo: muitos – mal-intencionados ou não – têm feito desse dom um meio de escândalo e enganação para aqueles que não têm discernimento espiritual [1ª Jo 4:1 – Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.].

Jonas Martins Olímpio


Profeta – o verdadeiro profeta –
é aquele que fala inspirado pelo
Espírito Santo; as profecias não são
autênticas se forem geradas na
mente ou no coração humano, pois
nossas palavras não têm poder
algum para produzir efeito se não
tiverem sido ordenadas pelo
próprio Deus

[1]Profeta:  Pessoa capaz de predizer acontecimentos futuros; biblicamente é aquele que fala por inspiração divina ou em nome de Deus. Um profeta nunca fala por si próprio.

[2]Fábula: Lenda, conto, fábula. Composição, geralmente em verso, em que se narra um fato cuja verdade moral se oculta sob o véu da ficção. Mitologia. Mentira. Ficção, falsidade.
[3]Profecia: É o ato de  proferir profecias; predizer, prenunciar, vaticinar o futuro. Falar em nome de outra pessoa.
[4]Messias: Ungido. Nome dado ao Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
[5]Ministério: Cargo ou ofício de Ministro (Conselheiro; auxiliar; empregado). Desempenho de um serviço. Exercício de um serviço religioso especial, como o dos levitas, sacerdotes, profetas e apóstolos; Vocação, disposição, tendência predominante numa pessoa, atitude característica; Dom, capacidade que o Espírito Santo concede aos servos de Deus para uso em favor dos outros. Uma habilidade especial de fazer algo. Arte de ministrar.
[6]Vulgata Latina: Vulgata é a forma latina abreviada de “vulgata editio” ou “vulgata versio” ou “vulgata lectio”, respectivamente “edição, tradução ou leitura de divulgação popular”: é a versão mais difundida (ou mais aceita como autêntica) de um texto. A Vulgata Latina é a tradução para o latim da Bíblia, escrita entre fins do século IV início do século V, por São Jerônimo, a pedido do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja Católica e ainda é muito respeitada.
[7]Septuaginta: É o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego koiné, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século antes de Cristo em Alexandria. A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos (seis de cada uma das doze tribos) trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias. A Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia hebraica para os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções da Bíblia.
[8]Agostinho de Hipona: Aurélio Agostinho foi um dos mais importantes cristãos do ocidente. Nasceu e viveu na cidade de Hipona (atual Annaba, na Argélia) de 13 de novembro de 354 a de 28 de agosto de 430 (morreu com 75 anos de idade). Segundo a história, foi um padre católico e um grande teólogo da época. É mais lembrado como o “santo Agostinho”. É autor de várias obras literárias, as quais têm grande valor histórico para todos os cristãos de forma geral.
[9]Apócrifo: Que não foi reconhecido como devidamente inspirado. Que não é do autor a que se atribui. Teologicamente, refere-se aos também conhecidos como Livros Pseudo-canônicos: são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico. esse termo foi criado por Jerônimo, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo (um período de 400 anos). São livros que, segundo a religião em questão, não foram inspirados por Deus e que não fazem parte de nenhum cânon. São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte do cânon da religião que se professa. Alguns deles são aceitos pela Igreja Católica (Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque e também as adições em Ester e Daniel).
[10]Talmude: Livro sagrado dos judeus que registra discussões rabínicas referentes à lei, a ética, os costumes e a história do judaísmo. Ele contém dois componentes: a Mishná (200 dC), o primeiro compêndio escrito da Lei Oral judaica; e o Guemará (500 dC), uma discussão da Mishná e dos escritos tanaíticos que frequentemente abordam outros tópicos, e são expostos amplamente no Tanakh.
[11]Flávio Josefo: Yosef Ben Matityahu (37 a 100aC), foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou a destruição de Jerusalém, em 70dC, pelas tropas do imperador romano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador. As obras de Josefo fornecem um importante panorama do judaísmo no século I.
[12]Cânon: Cânone: um cânone ou cânon normalmente se caracteriza como um conjunto de regras (ou, frequentemente, como um conjunto de modelos) sobre um determinado assunto, em geral ligado ao mundo das artes, da arquitetura e da religião. A canonização é a sistematização deste conjunto de modelos. O termo deriva da palavra grega kanon, que designa uma vara utilizada como instrumento de medida.
[13]Mito: Fábula que relata a história dos deuses, semideuses e heróis da Antiguidade pagã. Interpretação primitiva e ingênua do mundo e de sua origem. Tradição que, sob forma alegórica, deixa entrever um fato natural, histórico ou filosófico. Exposição simbólica de um fato. Coisa inacreditável. Enigma. Utopia. Pessoa ou coisa incompreensível.
[14]Precursor: O que vem antes.
[15]Sui generis: Expressão latina que significa “do seu gênero próprio”) Que não se acha noutro. Original, particular, singular.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 – Lição 1 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

2 thoughts on “A Atualidade dos Profetas Menores

  1. Muito interessante a lição bíblica,desse 4 trimestre,Os Doze Profetas Menores,Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo,é muito importante não faltem a ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL,quem não vai só tem à perder.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s