As Dores do Abandono

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 12 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Qualquer tipo de abandono causa
dores tão profundas que geralmente
a medicina não consegue curar; as
dores das feridas do coração
somente encontram alívio nos
braços amorosos de Jesus Cristo!

Texto Áureo

    Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca (Sl 68:6).
Verdade Prática
    Ainda que sejamos abandonados por parentes, amigos ou irmãos, Deus jamais nos desamparará.
Leitura Bíblica em Classe
    2ª Tm 4:9-18 – Procura vir ter comigo depressa, 10Porque Demas[1] me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica[2], Crescente para Galácia[3], Tito para Dalmácia[4]. 11Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério. 12Também enviei Tíquico[5] a Éfeso. 13Quando vieres, traze a capa que deixei em trôade[6], em casa
de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos. 14Alexandre, o latoeiro[7], causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. 15Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras. 16Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado. 17Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que por mim fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão. 18E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém.
A rejeição é uma doença espiritual
tão grave que atinge tanto a
pessoa rejeitada quanto a que
rejeita; pois a que rejeita sofre de
uma enfermidade maligna causada
pela falta do amor de Deus em seu
coração

Introdução

  •          É possível um servo de Deus sentir-se abandonado? Como você lidaria com essa situação?
  •          O abandono é uma maldade tão grande que só acontece nos momentos de aflição, que é quando a pessoa mais precisa de apoio: no desemprego, na crise financeira, na doença, na velhice, no vício, na fraqueza espiritual, etc.
  •          Os problemas já existentes, somados ao abandono, resultam em mais problemas adicionados a depressão.
  •          A melhor saída para quem se sente só e abandonado é aproximar-se do único Amigo que jamais desampara e nem abandona [Sl 102:17 – Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração.].

A covardia do abandono é uma
agressão tão séria que causa mais
dores do que a própria doença;
essa é uma das razões da
existência de tantas pessoas em
estado depressivo chegando, as
vezes, à beira da insanidade
mental ou até mesmo ao extremo
de cometerem suicídio

I – O abandono familiar

1. Na doença
  •          As doenças, principalmente quando causam grandes limitações físicas, deixam a pessoa muito mais sensível e dependente de quem está próximo; alguém nessa situação necessita de tanta atenção e carinho quanto um recém-nascido.
  •          Mas muitas famílias que até se dizem cristãs – só que sem nenhum temor de Deus  -, diante de um membro com uma doença incurável, afastam-se dele ou largam-no nas mãos de outras pessoas sob a desculpa de que não têm tempo para cuidar.
  •          É muito fácil pregar o amor e dizer: “Eu te amo!”; mas é no momento de colocá-lo em prática que cada um revela a sua verdadeira personalidade.
  •          As doenças por si próprias já provocam um grande sofrimento; se além de ter que lidar com a dor física, o enfermo sofrer também com a crueldade do abandono, inevitavelmente o seu quadro clínico tende a piorar e o seu tempo restante de vida certamente diminuirá.
  •          As dificuldades da vida nos levam a ter uma sensação de abandono; porém, mesmo em nossos piores momentos, jamais estamos só [2ª Co 4:8,9 – Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 9Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;].
O vício e as drogas são
o motivo da destruição de
muitos lares; permitir que
um membro da família se
entregue a essa maldição
sem pelo menos tentar
fazer algo para impedir é
o mesmo que entregá-lo ao
abandono, pois ainda que
ele não saia de casa, jamais
a sua vida será igual a dos
demais

2. No vício

  •          Muitas famílias abandonam completamente seus membros viciados em drogas e álcool; porém, em boa parte dos casos, pode-se considerar que esse abandono já começou há muitos anos atrás, na infância ou na adolescência, quando a pessoa começou a demonstrar interesse ou curiosidade em praticar coisas erradas, mas não teve a devida atenção e ajuda para ter um futuro diferente;
  •          Muitas pessoas – principalmente os pais – quando percebem algo de errado com os filhos, em vez de demonstrarem carinho e apoio para reverter a situação, agem energicamente com duras repreensões e pesados castigos que, além de não ajudarem na recuperação, acabam, por muitas vezes, levando os jovens a saírem de casa.
  •          O abandono geralmente é a introdução da história de muitos criminosos que hoje se encontram em atividades ilícitas ou com graves doenças ou ferimentos em hospitais, casas de recuperação, presídios ou até mesmo mortos por assassinato ou suicídio ou desaparecidos; histórias que se iniciam dessa maneira, raramente têm um final feliz.
  •          Realmente, não é nada fácil cuidar de um viciado – principalmente no caso de alguns que se tornam violentos -, mas uma coisa que jamais devemos nos esquecer é que aqueles que nasceram e vivem sob o nosso teto são dependentes de nós e estão sob a nossa responsabilidade;
  •          Atualmente, a sociedade sofre injustamente por situações que poderiam ser evitadas se as famílias não tivessem abandonado seus membros problemáticos sob a desculpa de terem perdido o controle sobre eles.
  •          Em muitos casos, o afastamento da família que leva o indivíduo a uma vida inadequada é uma opção dele próprio, pois esse foi o caso do filho pródigo: seu pai ficou sofrendo com sua ausência, assim como também nos dias atuais muitas famílias sofrem com filhos viciados que vivem na marginalidade [Lc 15:11-13,20 – E disse: Um certo homem tinha dois filhos; 12E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. 13E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. 20E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.].
Quem tem a coragem diabólica de
abandonar aqueles que lhe
geraram e que tudo fizeram por
eles não comete simplesmente um
ato de imoralidade perante a
sociedade, mas sim um gravíssimo
pecado contra Deus e,
inevitavelmente, será cobrado e
pagará muito caro por isso

3. Na melhor idade

  •          A terceira idade – período que se inicia aos sessenta anos – deveria ser fase mais feliz da vida de todos os seres humanos, pois a partir daí é que teriam mais tempo para usufruir dos seus bens e serem respeitados por sua experiência; mas, infelizmente, na grande maioria dos casos, é totalmente ao contrário porque, na sociedade atual, os idosos são os que enfrentam mais dificuldades como, por exemplo:
            a)      Recebem uma aposentadoria de baixo salário que os obriga a complementar a renda com trabalhos não registrados e também mal remunerados; o pior é que nem todos conseguem se aposentar e muitos não aguentam mais trabalhar;
            b)      São desrespeitados no transporte e nos departamentos de atendimento ao público; embora tenham direitos garantidos por lei, nem sempre são tratados com prioridade aonde chegam;
            c)       São vítimas de várias instituições financeiras que “facilitam” empréstimos e crediários visando lucros cobrando altos juros que são descontados diretamente em suas aposentadorias ou pensões; em alguns casos, sua própria família se aproveita dessa facilidade de crediário para comprar em seu nome, muitas vezes, envolvendo-os em dívidas sem se preocupar em ajudá-los a pagar;
            d)      Muitos são jogados em asilos porque seus filhos “não têm tempo” de cuidar deles; os que fazem isso se esquecem o quanto foram amados e zelados por eles desde quando nasceram;
            e)      Grande parte entra em depressão depois da morte do cônjuge e o afastamento da família; no momento em que mais precisam de apoio, alguns não têm outra esperança na vida além da própria morte.
  •          Na Bíblia, vemos que os anciãos eram respeitados por sua experiência e tinham alto valor na sociedade – principalmente na igreja -; mas, atualmente, de um modo quase generalizado, eles são tratados como um problema e até em muitas igrejas são deixados de lado e tratados com inferioridade.
  •          Muitas pessoas que talvez achem que manterão sua juventude eternamente julgam e fazem brincadeiras de mal gosto  em vez de os respeitarem; quem faz ou dá risada de tais “piadas” não tem capacidade mental para compreender o quanto elas machucam e entristecem aqueles que não estão querendo nada mais do que serem tratados com respeito, amor e dignidade.
  •          Respeitar os mais velhos é uma ordem dada por Deus desde o princípio [Lv 19:32 – Diante das cãs[8] te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.].
A falta de um emprego causa vários
problemas além da dificuldade do
próprio sustento, pois além de ter a
sua autoestima diminuída, ela pode
cair em profunda tristeza ao perceber
que estava rodeada por falsos e
hipócritas quando tinha dinheiro

II – O abandono em situações difíceis

1. No desemprego
  •          Nos momentos de bonança e fartura estamos sempre rodeados de muitos “amigos”, mas é quando as portas se fecham e o dinheiro se acaba é que descobrimos quem são os verdadeiros: os que permanecem do lado e ajudam;
  •          Muitos se afastam porque só queriam se aproveitar de seus bens e outros porque temem serem solicitados a te ajudar.
  •          O desemprego – ou os empregos mal remunerados – é uma das maiores causas de abandono, inclusive por parte da esposa ou dos próprios filhos.
  •          O desemprego e as crises financeiras são uma grande prova de fogo que revelam quais são as nossas verdadeiras amizades [Pr 19:4 – As riquezas granjeiam muitos amigos, mas ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.].
Quantos “amigos” já te viraram
as costas em momentos de
dificuldade? Isso é lição de vida
para você aprender que o único
que realmente sempre estará
contigo é aquEle que nunca te
cobrou nada por tudo que te faz

2. Da amizade

  •          A Bíblia relata perfeitos exemplos de amizade como, por exemplo: Davi e Jônatas, Rute e Noemi, Elias e Eliseu e Jesus e Lázaro; será que ainda existe amizade desse nível entre os cristãos dos dias atuais?
  •          Por outro lado, há também exemplos de abandono como foi o caso do apóstolo Paulo que, já no final de sua vida, se viu desamparado por pessoas que ele havia ajudado.
  •          Geralmente, nos preocupamos muito se os nossos amigos são fiéis; mas, quantas vezes já paramos para pensar se nós também estamos sendo fiéis em nossas amizades?
  •          Mesmo que muitas pessoas não admitam isso, a grande verdade é que falsos amigos ou amizades impróprias, além de nos abandonarem nos momentos de maior necessidade, causam más influências [1ª Co 15:33 – Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.].
Infelizmente, até no meio dos
“adoradores”,
muitas vezes,
somos obrigados a escolher entre
sermos hipócritas para
parecermos felizes ou sermos
sinceros para agradarmos a Deus,
mesmo suportando as críticas e
as acusações demoníacas de que
somos crentes sem “unção”

3. Da igreja

  •          Quem nunca se sentiu sozinho em meio a centenas de pessoas em momentos de “adoração”, aonde se estava sendo pregado o amor e a união entre os filhos de Deus e o seu próximo?
  •          A igreja é uma instituição em que  deveria haver plena paz e total comunhão entre seus membros: pelo menos esse é um dos objetivos para o qual ela foi criada; mas, infelizmente, grande parte delas se tornou um clube de pessoas egoístas e invejosas que abandonam seus irmãos em nome de seus interesses pessoais.
  •          Lamentavelmente, em muitas denominações – inclusive na nossa – o abandono vai além da demonstração de afeto nas reuniões, mas se entende muito além, atingindo:
a)      Aos missionários no campo: muitos são os evangelizadores esquecidos que passam por necessidades nos lugares mais remotos sobrevivendo com pouca ou com nenhuma ajuda de custo, enquanto se paga fortunas para ouvir “pregações” de mercenários que se dizem estar envolvidos em Missões;
b)      Aos obreiros mais velhos: em alguns lugares os anciãos estão sendo deixados de lado, sendo considerados como incapacitados para o exercício do ministério, tendo sua experiência totalmente desvalorizada;
c)       Às almas que estão perecendo: boa parte dos crentes só pensa em si mesma e não demonstra preocupação para com aqueles que estão morrendo sem Jesus;
d)      Aos novos convertidos: muitos se convertem e saem da igreja por se sentirem isolados num canto sem a devida atenção dos irmãos, principalmente por parte dos líderes e dos responsáveis por evangelismo e discipulado – isso quando existe evangelismo e discipulado -;
e)      Aos irmãos necessitados: o Senhor determinou que amparássemos os órfãos, as viúvas e os necessitados, será que estamos realmente fazendo isso?
f)       Aos membros que contribuem pouco: em alguns lugares, os dirigentes dão muito mais destaque aos financeiramente mais privilegiados, desconsiderando o chamado divino na vida dos irmãos mais pobres;
g)      Às pessoas de menos cultura: o que mais vemos são pessoas analfabetas, ou de pouca instrução, deixadas de lado consideradas como ignorantes e inaptas ao ministério, sendo que Deus usa quem Ele quer à sua maneira e, além do mais, a maioria das igrejas, têm sim estrutura para investir na alfabetização e na inclusão cultural de todos;
h)      Aos enfermos: muitos padecem nos leitos de hospitais ou até dentro de casa sem receberem pelo menos uma visita ou uma ajuda de alguém que se ofereça para leva-los aos cultos;
i)        Aos desviados: várias pessoas se afastam do caminho do Senhor e, em vez de amparo e incentivo para retornarem, o que encontram são duríssimas críticas e descaso em relação aos problemas que a levaram a desviar-se;
j)        À valorização da Palavra de Deus: o próprio conhecimento da Palavra é vítima do abandono. Vemos isso através da quantidade de crentes que se interessa e frequentar assiduamente os cultos de ensinamento, Escola Bíblica Dominical, palestras e cursos teológicos. Muitos, além de não se interessarem pela busca do conhecimento da Palavra da salvação, ignorantemente, ainda cometem o gravíssimo pecado de classificar os estudos das Sagradas Escrituras como coisa do Diabo.
  •          As lideranças ministeriais têm o dever de identificar quais são as suas obrigações que estão sendo abandonadas e corrigi-las assim como fizeram nossos irmãos na Igreja primitiva [At 6:1-3 – Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. 2E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. 3Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.].
Nosso Deus jamais nos desampara
quando o buscamos em meio à
angústia; porém, existe uma
explicação sobre o por quê de
muitos o buscarem e continuarem
angustiados: essas pessoas,
geralmente, só o buscam na hora
do sofrimento, mas não o adoram
nos momentos de alegria

III – O Deus que não abandona

1. Na angústia
  •          Muitos crentes já se entregaram à angústia de uma tal forma que acham que não há mais ninguém ao seu lado, assim como Elias que num momento de perseguição sentiu-se tão só que chegou a pensar que não tivesse sobrado mais nenhum profeta;
  •          Nesses momentos é que o Pai celestial se manifesta através de seu Consolador, o Espírito Santo, animando e fortalecendo seus filhos a prosseguirem nessa difícil caminhada.
  •          Mesmo que não tenhamos forças para buscar fervorosamente ao Senhor, quando depositamos nEle a nossa confiança, Ele honra nossa fé vindo em nosso socorro.
  •          Por mais que o crente tenha estrutura e esteja espiritualmente preparado para qualquer situação, ele necessita de apoio para não se sentir abandonado em seus momentos de aflição [Fp 4:13,14 – Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.  13Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. 14Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.].
Quem é o teu melhor amigo?
Muitos cristãos sofrem porque 

mudaram a verdade de Deus em 
mentira e honraram e serviram 
mais a criatura do que o Criador

2. O amigo

  •          Assim como Abraão alcançou a graça de ser chamado de amigo de Deus e s discípulos foram chamados de amigos por Jesus, devemos também buscar mais intimidade com o Criador cumprindo a sua santa vontade.
  •          O ser humano sempre procura se refugiar em vários amigos, mas, geralmente, só encontra falsidade, limitações, desilusão e mais problemas; há somente um Amigo que nunca falha, abandona, esquece e nem decepciona: aquEle que deu sua vida por nós: o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
  •          Ele está sempre disposto a nos aceitar, bastando para isso que aceitemos que Ele faça morada em nosso coração transformando todo o nosso modo de viver.
  •          Quando todos nos deixam de lado, assim como aconteceu com o apóstolo Paulo, não há razão para desespero e nem para desistir de tudo, pois aquEle que nos chamou é fiel à sua Palavra e nos faz vitoriosos [2ª Tm 4:16-18 – Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado. 17Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que por mim fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão. 18E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém.].
Ainda que não consigamos enxergar
soluções para todos os nossos
problemas aqui na terra, sabemos
que, além de não estarmos
abandonados aqui, o nosso Senhor,
que cuida de nós, voltará um dia
para nos buscar

3. A sua Igreja

  •          Por mais que sofra perseguições, a Igreja de Cristo na terra não está desamparada, pois sua promessa está se cumprindo: até que Ele volte, o seu Consolador permanecerá conosco.
  •          O inimigo tenta nos fazer sentirmos que somos abandonados, mas quando realmente nos deixamos ser guiados pelo Espírito Santo de Deus conseguimos entender que mesmo no silêncio Ele continua trabalhando e nos sustentando dia-após-dia.
  •          O povo de Deus tem uma grande promessa de vencer o maligno e herdar o Reino dos Céus; para sermos também herdeiros da promessa devemos caminhar juntamente com os escolhidos sendo fiéis até a morte, não abandonando a Cristo nos momentos mais difíceis de segui-lo.
  •          A promessa do Senhor sobre a sua Igreja é que o inimigo não prevalecerá contra ela, pois ela está edificada sobre a rocha que é Cristo. A tua vida espiritual também está estruturada nessa edificação [Mt 16:18 – Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;]?
Quando nos sentimos abandonados
 e desamparados pelas pessoas mais
próximas a nós, Deus prepara auxílio
e conforto através de quem menos
esperamos; para alcançar essa tão
grande misericórdia, basta
simplesmente crermos e confiarmos
nEle e em seu infinito poder

Conclusão

  •          Não importa se poucos, ou se ninguém, permanecer ao seu lado, pois o Único com quem realmente vale a pena preservar a amizade, jamais te abandonará!
  •          Porém, há uma coisa que Ele não tolera: falsas amizades! Por isso, devemos busca-lo não somente na necessidade, mas também nos momentos de alegria.
  •          Buscar a Deus não consiste apenas em ter uma vida de oração e trabalho em sua Obra, mas depende também de se praticar o amor que se prega não abandonando aqueles a quem podemos estender as mãos.
  •          Contra o abandono e qualquer outro tipo de mal, o amor é o melhor remédio [1ª Co 13:8a – O amor nunca falha;]!
Jonas Martins Olímpio


Alexandre, o latoeiro, sentindo-se
incomodado com o apóstolo Paulo,
fez de tudo para impedi-lo de
continuar seu trabalho; mas, quando
o servo do Senhor está determinado
a cumprir seu chamado, não há
ferramenta do inferno que consiga
fazê-lo abandonar a Obra de Deus:
nada o separa do amor de Cristo!

[1]Demas: Mencionado em algumas epístolas de Paulo como um dos cooperadores do apóstolo na época em que ele se encontrava na sua primeira prisão em Roma por volta do ano 60 do século I. Pouco se sabe sobre a origem desse personagem secundário que não aparece no livro de Atos, mas apenas nas três epístolas acima citadas, as quais foram escritas na cidade de Roma. Na sua carta a Timóteo, Paulo fala que Demas teria amado ao presente século, o que pode significar que seu discípulo tenha se acovardado diante das duras perseguições promovidas pelo imperador Nero contra os cristãos ou então afastado-se dos mandamentos da vida cristã. Seu nome é citado em Colossenses 4:14, Filemon 1:24 e 2ª Timóteo 4:10.

[2]Tessalônica: Capital da província romana da Macedônia, região que hoje faz parte da Grécia. Paulo pregou ali (At 17:1-9).
[3]Galácia: Província romana situada no centro-norte da Ásia Menor, onde hoje está a Turquia. A Galácia foi visitada por Paulo (At 18.23) e ali havia várias igrejas (1ª Co 16.1).
[4]Dalmácia: Província romana situada na costa nordeste do mar Adriático, também chamada de Ilírico (2ª Tm 4:10).
[5]Tíquico: Nascido, provavelmente, em Éfeso, ele aparece ao lado de Paulo em sua terceira viagem missionária, de Corinto, pela Macedônia e Ásia Menor, até Jerusalém. Ele estava com Paulo durante seu primeiro cativeiro e foi enviado para a Ásia como portador das epístolas aos colossenses e os efésios (Ef 6:21 e Co 4:7-8). De acordo com Tt 3:12, Paulo pretendia enviar Tíquico e Artemas para Creta para suprir a falta de Tito. Parece, porém, que Ártemas é que foi enviado, pois durante o segundo cativeiro de Paulo em Roma, Tíquico foi enviado de lá até Éfeso (em 2ª Tm 4:12).
[6]Trôade: Porto situado na Mísia, um distrito da província romana da Ásia a 16 km das ruínas de Tróia. Na ARC (Almeida Revista e Corrigida) está escrito Troas.
[7]Alexandre, o latoeiro: A Bíblia não dá detalhes sobre ele, mas, segundo a história, ele teria se esforçado para prejudicar o apóstolo Paulo perante a justiça romana na cidade de Éfeso. Em 1ª Timóteo 1:19,29 ele é citado junto com Himeneu como alguém que rejeitou a fé e foi entregue a Satanás pelo apóstolo para aprender a não blasfemar. Em 2ª Timóteo 4:14,15, Paulo novamente menciona-o afirmando que ele lhe causou muitos males e aconselha Timóteo a ter cuidado com ele. Latoeiro é o nome da profissão de quem trabalha com metais: é o mesmo que funileiro; devido a sua função e a idolatria aos deuses pagãos existentes em Éfeso, certamente ele fazia imagens de escultura e, por essa razão, combateu os pregadores do Evangelho.
[8]Cã: Cabelo branco.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 12 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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