A Perda dos Bens Terrenos

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 10 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Nossos recursos materiais são
muito frágeis e não podem
garantir a estabilidade da nossa
vida; o único que pode nos dar
tudo o que precisamos e ainda
garantir a nossa salvação é
aquEle que tudo criou e é dono
do ouro e da prata e de tudo
mais que nesse mundo existe

Texto Áureo

    Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor ([1] 1:21).
Verdade Prática
    Ainda que percamos todos os nossos bens, continuaremos a desfrutar de nosso bem maior: Cristo Jesus nosso Senhor.
Leitura Bíblica em Classe
    Jó 1:13-21 – E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa de seu irmão primogênito, 14que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles; 15e eis que deram sobre eles os sabeus[2], e os tomaram, e aos moços feriram ao fio da espada; e eu somente escapei, para te trazer a nova. 16Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os
moços, e os consumiu; e só eu escapei, para te trazer a nova. 17Estando ainda este falando, veio outro e disse: Ordenando os caldeus[3] três bandos, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos moços feriram ao fio da espada; e só eu escapei, para te trazer a nova. 18Estando ainda este falando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, 19eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei, para te trazer a nova. 20Então, Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou, 21e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.
O grande erro de muitos cristãos 
é procurar a Cristo apenas na 
hora do sufoco, encarando-o 
apenas como um último recurso 
numa situação de emergência. 
Evangelho não é isso: servir ao 
Senhor significa adorá-lo a cada 
momento de nossa vida de modo 
incondicional em relação a 
situação que possamos estar 
enfrentando

Introdução

  •          No mundo atual, aonde até mesmo a maioria dos cristãos não admite “derrota”, falar sobre a possibilidade de sofrer perdas é praticamente uma “heresia[4]”.
  •          O grande problema é que essas pessoas estão tão iludidas com as fantasiosas promessas da Teologia da Prosperidade que se esquecem que enquanto vivermos nesse mundo continuaremos sujeitos a passar por todas as situações que nele existem.
  •          Desastres naturais, doenças, roubos, acidentes, desemprego,  investimentos mal sucedidos e os mais diversos tipos de adversidades são consequências naturais da vida terrena e nem sempre representam castigo por pecados ou maldição espiritual.
  •          Não se pode julgar uma pessoa pela situação em que ela se encontra em sua vida, pois o bem e o mal e o livramento e a tragédia dependem do propósito e da permissão divina independentemente de nossa fé ou de nosso merecimento; tanto os justos quanto os ímpios estão sujeitos às mesmas situações.
  •          Jó era um servo íntegro[5], reto[6] e temente que se desviava do mal, mas Deus quis mostrar à Satanás a fidelidade desse homem; ele próprio não sabia que seu sofrimento era uma prova de fé, mas mesmo assim não blasfemou contra o nome do Senhor; muito pelo contrário: o exaltou!
  •          Inquestionavelmente, o sofrimento faz parte de nossa vida terrena e isso também depende da vontade de Deus. Jesus Cristo também padeceu e se sujeitou a isso pelos nossos pecados. Se somos seus seguidores, devemos aprender com seu exemplo de mortificar a carne para sermos vivificados no Espírito, ou seja: resistir aos desejos mundanos que nos afastem do Senhor para crescermos espiritualmente [1ª Pe 3:17,18 – Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal. 18Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;].

Imagine a situação de alguém que
de repente se depara com o seu
sustento material totalmente
destruído: o impacto inicial
inevitavelmente causa uma
terrível sensação de desespero e
desamparo; mas, para alguém
verdadeiramente fiel a Deus, apesar
da dor, ainda existe em seu interior
a certeza da vitória e o grande
desejo de adorar o seu Salvador

I – Jó e a experiência das perdas humanas

1. Seu gado e seu rebanho
  •          O gado e o rebanho de Jó representam suas riquezas materiais; certamente eles eram a sua fonte de renda, e foi exatamente esse o primeiro ponto que o inimigo atacou: sua estabilidade financeira.
  •          O que você faria se de repente visse seus bens roubados ou destruídos? Colocaria a culpa na religião dizendo que está na igreja errada – como faz a maioria – ou continuaria adorando o nome do Senhor se preparando para reconstruir tudo novamente?
  •          Muitos crentes, diante de perdas financeiras, se entregam a incredulidade, a depressão e a desistência de tudo em vez de honrarem à fé que eles mesmos tanto pregaram e enfrentarem a situação de cabeça erguida.
  •          As preocupações com as coisas desse mundo, embora também sejam importantes, não devem ser prioridade em nossa vida porque apesar de as riquezas também serem procedentes de Deus, Ele não quer ser visto por nós como um simples juiz de questões materiais e sim como o Senhor de nossas almas. Além do mais, o apego aos bens consiste em avareza, e o avarento valoriza apenas o tempo presente em que vive sem pensar no futuro de sua alma [Lc 12:13-15 – E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. 14Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? 15E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.].

Oprimir aqueles que trabalham é
é uma afronta àquEle que nos
abençoa, pois foi Ele quem
colocou essas pessoas em nossa
vida para contribuir com nossa
prosperidade, e desonrá-las é
uma demonstração de
ingratidão e consiste em pecado
diante de Deus

2. Seus servos

  •          Como todos os grandes homens de negócio da época, Jó tinha muitas pessoas a seu serviço. Os trabalhadores daquele tempo tanto podiam ser cidadãos livres como também escravos; e era normal que, muitas vezes, eles trabalhassem juntos.
  •          Sendo ele um homem tão bondoso, logicamente deveria ter um bom relacionamento com os seus servidores; se Satanás também os matou é porque certamente sabia que essa maldade também afligiria o coração do patriarca.
  •          Geralmente encaramos com muita frieza a desgraça alheia; diariamente, muitas pessoas morrem ou são mutiladas por acidentes de trabalho e, como cristãos, nossa obrigação é interceder por essas vidas, porque elas têm família e pessoas que delas dependem para sobreviver.
  •          Se você é empresário ou exerce algum cargo de chefia, como tem tratado os seus funcionários? A Palavra de Deus é absolutamente clara em afirmar que aquele que tira dos trabalhadores os seus direitos sofrerão duramente as consequências de suas maldades [Tg 5:4,5 – Eis que o jornal[7] dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. 5Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes[8] os vossos corações, como num dia de matança.
  •       Tg 5:1-3 – Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. 2As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. 3O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias.].
Por que o Senhor permite a
perda das pessoas a quem
amamos? Não existe uma
resposta pronta para essa
pergunta porque cada caso
é um caso, mas existe sim
uma única certeza: Ele tem
um propósito em tudo, até
mesmo nas tragédias

3. Seus filhos

  •          Imagine um homem com o coração totalmente abalado, de repente, ainda receber a pior notícia que uma pessoa poderia ouvir: “Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre os jovens, e morreram!”.
  •          Naquele momento, esse foi o ápice de seu sofrimento, mas ele não levantou esbravejando ou pensando em se matar; ele simplesmente rasgou seu manto, rapou sua cabeça e, em sinal de humilhação, lançou-se em terra e adorou: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”.
  •          Imagine a dor de um pai que perde seus filhos na farra e na bebedeira; mas, independentemente do destino deles, Jó tinha sua consciência tranquila porque constantemente intercedia por eles.
  •          E, quando tudo parecia ter acabado, por ver que Ele não blasfemava, o inimigo ainda o afligiu com uma terrível doença para tentar destruí-lo de vez; naquele momento, sua esposa perdeu totalmente sua fé em Deus, incitando-o a blasfemar contra Ele, mas Jó, mesmo em meio a tanto sofrimento, não cedeu a mais essa armadilha do inimigo e, dessa forma, mais uma vez glorificou o nome do Senhor.
  •          Os filhos de Jó talvez o respeitassem, mas não obedeciam aos seus ensinamentos; a obediências aos pais e um dos segredos para uma vida abençoada, longa e feliz, porque bons pais – principalmente se forem tementes a Deus – jamais darão conselhos que os levem à perdição [Ef 6:1-4 – Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. 2Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; 3Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. 4E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação[9] do Senhor.].

Por mais que percamos nossos bens,
jamais devemos dizer que perdemos
tudo, pois há algo que jamais
perderemos: o amor de Deus por nós

II – A perda dos bens

1. De ordem material
  •          Pessoas que depositam sua confiança em Deus meramente como um abençoador material, quando sofrem grandes perdas financeiras, geralmente, junto com os seus bens, perdem também a fé.
  •          Por isso a nossa fé deve estar depositada no Senhor espiritualmente; pois, caso contrário, em momentos de grandes dificuldades, a decepção será muito grande e a consequência maior ainda.
  •          Não existem regras, receitas, manuais, fórmulas mágicas e nenhum tipo de ritual a ser cumprido para se conquistar bênçãos ou para restituí-las; a única coisa que um servo do Senhor pode e deve fazer é adorá-lo em todas as circunstâncias crendo nas suas provisões, pois sendo elas poucas ou muitas, são sempre suficientes para nos manterem enquanto estivermos nesse mundo.
  •          Ser abençoado não significa ter muito, mas sim ter a graça do Senhor  em sua vida para ter condições de suportar e vencer os momentos de dificuldade [Fp 4:11-14 – Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. 12Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. 13Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. 14Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.].

Perdas afetivas machucam o
coração, perturbam a mente e
afetam todo o nosso modo de
viver; mas, mesmo que muitas
vezes esse mal pareça ser
irreversível, existe sim um
remédio para a cura de um
coração ferido: oração,
meditação, jejum e uma vida
de santidade

2. De ordem afetiva

  •          As perdas afetivas costumam ser piores do que as materiais, pois é muito difícil para um ser humano superar difíceis situações como, por exemplo:

a)      A morte de um cônjuge, de um filho, dos pais e de qualquer ente querido;
b)      O fim de um casamento, principalmente se for por adultério;
c)       O rompimento de uma grande amizade por traição ou por inveja;
d)      O término de um namoro ou de um noivado no qual se tinha a grande esperança de um belo futuro;
e)      A doença de uma pessoa querida que sofre penosamente num leito de hospital;
f)       A destruição do futuro de um filho pela dependência química ou pela criminalidade que resulte em internação, prisão ou uma vida infrutífera pelas ruas.
  •          A sensibilidade emotiva – algo muitas vezes gerado pela fraqueza da mente – é um dos fatores que mais tem levado muitas pessoas à depressão, às bebidas, às drogas, à rebeldia, à revolta, às doenças ligadas ao stress que geralmente atingem o coração chegando a uma consequente morte prematura.
  •          De fato, qualquer crente está sujeito a reações depressivas, mas o que não pode acontecer é ele se entregar  à depressão; buscar a Deus é o único remédio capaz de eliminar esse mal.
  •          Apegar-se a Deus, envolvendo-se em tudo o que é agradável a Ele, proporciona imenso conforto e edificação a uma alma abatida; qualquer que seja a origem ou o nível da sua dor, somente o Senhor tem o remédio certo para curá-la [Sl 147:1-3 – Louvai ao Senhor, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus, porque é agradável; decoroso[10] é o louvor. 2O Senhor edifica a Jerusalém, congrega os dispersos de Israel. 3Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas.].
Nem todos os nossos problemas
são provações de Deus: boa parte
deles são causados por nós
mesmos através da quebra de
nossa aliança com Ele. Porém,
enquanto está nos dando vida,
significa que Ele ainda está
disposto a reatar esse
relacionamento

3. De ordem espiritual

  •          Quando nada vai bem, a tendência do homem é também enfraquecer espiritualmente; por isso, é essencial nunca nos esquecermos de que devemos lutar persistentemente para não permitirmos que nada nos separe do amor de Cristo.
  •          A partir do momento em que o crente começa a se sentir um derrotado é porque a inércia[11] espiritual já o dominou, ou seja: ele já não tem mais forças para buscar ao Senhor.
  •          Nesse momento é necessário lutar contra todos os poderes das trevas buscando a força que vem do alto, pois é o Senhor quem peleja por nós.
  •          Quando clamamos a Deus por um renovo espiritual, Ele perdoa nossos pecados e limpa o nosso coração; mas é preciso pedir com um sincero desejo de mudança e de comunhão com o seu Espírito [Sl 51:9-11 – Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. 10Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. 11Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.].

Viver sob a graça divina é admitir
que não existe outra fonte de
sustento além das provisões do
Senhor, reconhecendo que não
importa de onde vem os nossos
recursos, foi Ele quem os enviou

III – Mesmo na perda podemos desfrutar o amor de Deus

1. Sua graça
  •          A minha graça[12] te basta!”, o que você faria se essa fosse a única resposta que Deus te desse num difícil momento da tua vida?
  •          Entender e aceitar isso é um privilégio exclusivo daqueles que se converteram verdadeiramente e que sabem o que realmente significa confiar em Deus.
  •          Conforme aprendemos em 2ª Coríntios 12:9, é na fraqueza que a nossa força se aperfeiçoa; essa realidade se concretiza no fato de que – se não desfalecermos de vez, como acontece com alguns – é nos momentos de maior sofrimento que mais buscamos e nos declaramos como dependentes do Pai celestial.
  •          Sofre perdas não significa que Deus retirou sua graça de nossa vida; muito pelo contrário, pois é na humilhação do sofrimento que, quando nos sujeitamos a Ele, Ele nos permite vencer aos ataques do inimigo [Tg 4:6,7 – Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos[13], mas dá graça aos humildes. 7Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.].
Amar não é simplesmente
gostar de alguém pela
aparência ou pela
conveniência, mas sim
provar com atitudes que
esse sentimento é real sem
receber nada em troca
por ele

2. Seu amor

  •          A graça divina em nossa vida é resultado de seu infinito amor; pois nada conquistamos por nosso merecimento.
  •          Ele conhece a nossa estrutura e as nossas limitações, e tudo o que permite acontecer em nossa vida é com um propósito maior de nos abençoar de alguma forma, mas jamais pelo prazer de nos ver sofrer.
  •          Em Romanos 8:28 está escrito que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus; quem ama confia! Você realmente ama a Deus?
  •          Amar a Deus é o primeiro e o principal dos mandamentos [Mt 22:37,38 – E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38Este é o primeiro e grande mandamento.]!

As mãos do Senhor estão sempre
ao alcance daqueles que o buscam
necessitados de sua salvadora graça.
Mas Ele não quer somente te
segurar, Ele quer te abraçar e
também sentir o teu abraço como
correspondência ao seu amor

3. Deus intervém na história

  •          Deus interviu tão tremendamente na história de Jó que lhe restituiu em dobro tudo o que ele havia perdido; certamente essa restauração também incluiu o seu estado emocional, pois por mais que ele, sendo um bom pai, jamais deva ter se esquecido da morte de seus filhos e de toda a angústia que passou, a graça, o amor e as bênçãos divinas lhe concedidas posteriormente preencheram o vazio do seu coração devolvendo-lhe a vontade de viver e de adorar ao Senhor mais ainda.
  •          Jó era um homem de coração íntegro e não guardava mágoas: ouviu a voz de Deus e conseguiu forças para interceder por aqueles que se diziam ser seus amigos; como você tem reagido diante da falsidade e da traição?
  •          Todo sofrimento terá um fim: seja nessa vida ou na vida eterna; por isso seja fiel ao Senhor aqui na terra para não perder sua principal bênção: a salvação!
  •          Quando confiamos em Deus, Ele muda nossa situação, revertendo a derrota em vitória; portanto, devemos compreender que tudo é feito da maneira dEle e no tempo certo [Sl 145:14,15 – O Senhor sustenta a todos os que caem e levanta a todos os abatidos. 15Os olhos de todos esperam em ti, e tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo.].

O inimigo pode destruir seus bens
e frustrar seus sonhos, mas o que
Deus tem para você é muito maior:
se todos entendessem os propósitos
divinos, a dor e o sofrimento pelas
perdas dos bens terrenos seria bem
menor porque todos exaltariam o
nome do Senhor em vez de
questioná-lo

Conclusão

  •          Embora seja muito doloroso, mas independentemente de quais ou quantas sejam as perdas que possamos sofrer em nossa vida terrena, nunca devemos nos esquecer que o que realmente não podemos perder em hipótese alguma é a comunhão com o Maravilhoso Salvador: o nosso baluarte[14] e verdadeiro Rei.
  •          Em Habacuque 3:17-19a, o profeta nos mostra que em qualquer situação de adversidade devemos continuar adorando ao Senhor incondicionalmente.
  •          Você já agradeceu a Deus pela tua vida hoje? Aproveite e faça isso agora!
  •          Os bens terrenos apenas servem para facilitar a nossa vida enquanto estivermos nesse mundo, por isso não podemos fazer deles a nossa razão de viver [1ª Tm 6:7,8 – Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. 8Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.].

Jonas M. Olímpio

Jó sofreu de uma só vez as piores
adversidades em todas as áreas
da sua vida e mesmo assim não
fez a vontade do Diabo
blasfemando contra Deus. Como
você tem reagido diante dos
problemas da vida? Você tem
honrado o amor de Jeová ou tem
dado ponto ao inimigo, o qual a
todo momento aposta na tua
infidelidade?

[1]Jó: Job (em hebraico: אִיּוֹב), cujo nome significa voltado sempre para Deus, é um personagem de um dos livros mais antigos da Bíblia, isto é, o Livro de Jó do Antigo Testamento. Ele foi um homem que viveu na terra de Uz, onde atualmente se encontra o Iraque. Há indícios de que viveu entre os séculos XVII a.C. (1683a.C.) a XVI a.C. (1543a.C.). O ponto alto da vida de Jó foi o seu intenso sofrimento causado por Satanás, sob a permissão de Deus, na intenção de provar sua fé, restituindo-lhe tudo em dobro no final da história.
[2]Sabeus: Bandidos (Jó 1:15) ou comerciantes (Is 45:14); estrangeiros provavelmente de Sabá (Reino situado no Sul da Arábia, entre o mar Vermelho e o golfo Pérsico, onde fica o moderno Iêmen (1º Rs 10:1; Jó 6:19).
[3]Caldeus: Pessoas da Caldéia (A parte sul da Babilônia. Nos tempos bíblicos era uma região muito fértil (Jr 51:35)).
[4]Heresia: Doutrina que se opõe aos dogmas da Igreja. Absurdo, contrassenso, disparate. Ato ou palavra ofensiva à religião.
[5]Íntegro: Correto; inatacável (Jó 1:1; Tg 1:4).
[6]Reto: Que possui retidão (Jó 1:1; At 10:22). Certo; correto (Êx 15:26; At 8:21).
[7]Jornal: Pagamento diário à um trabalhador.
[8]Cevar: Alimentar, nutrir, engordar.
[9]Admoestação: Recomendação. Aviso amigável ou benevolamente; fazer ver. Censura ou repreensão suave que aconselha a não repetir a falta.
[10]Decoroso: Conforme ao decoro. Decente, digno, honesto, honroso.
[11]Inércia: Propriedade que têm os corpos de não modificar por si próprios o seu estado de repouso ou de movimento. Falta de ação, falta de atividade. Preguiça, indolência, torpor. Incapacidade.
[12]Graça: O vocábulo Graça provém do latim gratia, que deriva de gratus (grato, agradecido) e que em sua primeira acepção designa a qualidade ou conjunto de qualidades que fazem agradável a pessoa que as têm. Teologicamente, refere-se ao período que se iniciou com a morte de Cristo na cruz, o qual pôs fim às rígidas imposições da Lei mosaica, colocando em vigor o Novo Testamento.
[13]Soberbo: Que é mais alto que outro. Que está mais elevado que outro. Desvanecido, presunçoso, vaidoso. Arrogante, orgulhoso, soberbaço.
[14]Baluarte: Estrutura sólida de defesa, comumente de terra, sustentada por muralhas. Pessoa ou coisa que oferece forte defesa no perigo; poderoso líder de ideias ou ação.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 10 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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