A Rebeldia dos Filhos

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 8 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio
A cultura da rebeldia tem
proliferado cada vez mais na
sociedade atual; a culpa disso
é dos próprios pais que em vez
de investirem na educação dos
filhos, têm permitido que o
mundo os eduque com a sua
influência maligna

Texto Áureo

    Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele  (Pr 22:6).
Verdade Prática
    Os pais que negligenciarem a educação dos filhos, estão cometendo grave pecado diante de Deus.
Leitura Bíblica em Classe
    1º Sm 2:12-14,17,22-25 – Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial[1]; não conheciam ao Senhor. 13Porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote, com um garfo de três dentes em sua mão; 14E enfiava-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava, o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló. 17Era, pois, muito grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto os homens desprezavam a oferta do Senhor. 22Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as
mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. 23E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois ouço de todo este povo os vossos malefícios. 24Não, filhos meus, porque não é boa esta fama que ouço; fazeis transgredir o povo do Senhor. 25Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar.
A falta de diálogo e compreensão
dentro do lar acaba dando lugar
às discussões e à intolerância,
fazendo com que coisas que
poderiam ser facilmente
resolvidas se tornem grandes
conflitos

Introdução

  •          Filhos são bênçãos, pois eles são dados por Deus. Desprezar, maltratar ou simplesmente não demonstrar amor por eles consiste em pecado contra o Pai celestial.
  •          Antigamente, a quantidade de filhos é o que demonstrava o quanto uma família era abençoada. Porém, atualmente, devido às dificuldades financeiras e também educacionais, ter uma casa com muitos filhos, tornou-se inviável.
  •          Mas, será que, mesmo em meio aos inúmeros obstáculos existentes nesse presente  século, é ainda possível dar uma vida de conforto e boa educação para os filhos?
  •          Quando cuidamos com amor daquilo que o Senhor nos dá, tudo o que temos se transforma em grandes bênçãos. Ter uma família grande não é um problema, e sim um sinal de que ali existe um casal abençoado e unido que mantém sólido o seu casamento [Sl 127:3-5 – Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. 4 Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. 5Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava[2]; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta.].
Disciplinar nada mais é do que
ensinar; um bom ensinamento,
iniciado desde o berçário, é a
base fundamental para a
construção de um ser humano

I – A disciplina evita a rebeldia

1. O que é disciplina[3]?
  •          Por falta de uma boa educação e conhecimento bíblico, muitos pais ainda confundem disciplina com violência e arrogância.
  •          Os pais não precisam – e nem podem – ser carrascos, mas devem ensinar aos filhos que para tudo na vida existem regras e limites.
  •          E essas leis de convivência impostas pela sociedade – que nada mais são do que um conjunto de direitos e deveres – são, de um modo quase geral, inspiradas nos padrões de comportamento estabelecidos por Deus, pois a Bíblia está repleta de leis que, desde o princípio até o Novo Testamento, visam, não oprimir o homem, mas dar a ele a oportunidade de ter um mundo mais decente e mais justo para se viver.
  •          Porém, o conhecimento sobre os procedimentos básicos de convivência em sociedade, devem começar a ser ensinados prioritariamente pelos pais dentro de casa, observando-se alguns princípios simples e básicos de uma boa educação:
a)      Primeiramente, a obrigação de pais crentes é orar pelo comportamento e pela formação do caráter de seus filhos;
b)      Em tudo o quanto fizer, sempre buscar incentivá-los a desenvolver o costume de se usar o nome de Deus e Jesus, e adquirir o hábito de louvar e ter curiosidade e interesse pela Palavra;
c)       Você tem a obrigação de ser aquilo que você quer que o seu filho seja; pois os filhos costumam imitar os pais;
d)      Tudo o que uma criança faz parece ser bonito e engraçado, mas é aí que os pais devem tomar cuidado com aquilo que a estão incentivando a fazer, pois é nesse momento em que o seu caráter está sendo formado;
e)      Elas precisam aprender desde cedo que nem tudo o que elas pedem pode ser atendido, pois crianças que têm tudo o que querem costumam se tornar adolescentes e adultos insuportáveis;
f)       Os pais devem estar atentos aos mínimos detalhes do comportamento de seus filhos e nas coisas à sua volta que podem influenciá-los tanto positiva quanto negativamente;
g)      Uma das melhores formas de ensinar o que é certo ou errado é parabenizá-los e, se possível, premiá-los por suas boas ações, e reprová-los e, se necessário, privá-los de algo por suas más ações;
h)      Os pais jamais devem concordar com qualquer atitude violenta por parte de seus filhos, por mais que isso pareça uma brincadeira, pois isso pode ser reflexo de um caráter agressivo e tem que ser cortado a tempo;
i)        Quando uma criança se entristece por algum problema qualquer, os pais devem dar apoio e carinho, pois a indiferença ou a ridicularização por seus fracassos provocam complexo de inferioridade e comportamento antissocial;
j)        Castigos excessivos, cobranças injustas, espancamentos e gritos exagerados podem criar traumas que futuramente se transformem em revolta provocando a rebeldia.
  •          Quando uma criança começa a frequentar a escola, conviver por mais tempo com amiguinhos, entender aquilo que vê na TV e na Internet e, até mesmo, adquirir conhecimento bíblico na Escolinha Dominical, já deve ter sido, com antecedência, ensinada pelos pais sobre o que é certo ou errado, e o que ela deve aceitar ou não, e como proceder educadamente até diante das coisas negativas.
  •          Provérbios 23:13 nos ensina a não retirar a disciplina da criança. Os pais que têm dó de contrariar os filhos, estão tirando deles a oportunidade de aprenderem que na vida nem sempre eles terão o direito de fazer tudo o que quiserem, e isso fará com que eles cresçam inseguros, frustrados, ansiosos, mal-educados e rebeldes.
  •          Quando a disciplina necessitar de um pouco mais de rigidez, também não deve deixar de ser aplicada; pois a maior crueldade não é dar algumas varadas ou palmadas, e sim permitir que o seu filho se perca no mundo da condenação [Pr 23:13,14 – Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares[4] com a vara, nem por isso morrerá. 14Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.].
Disciplina não pode ser confundida
com violência; o melhor
ensinamento é dado com sábias
palavras e não por força e nem por
violência

2. O porquê da disciplina

  •          O medo ou a dó de aplicar a disciplina leva muitos pais a sofrerem posteriormente nas mãos dos próprios filhos.
  •          Atualmente, muitas pessoas ignorantes em relação aos princípios bíblicos, têm se manifestado contra o direito de autoridade dos pais em corrigir os próprios filhos de uma forma mais rígida, criando um projeto que eles chamam de Lei Contra a Palmada; porém, a própria Palavra de Deus ensina, como por exemplo em Provérbios 13:24, a fazer uso da vara em sua educação;
  •          Projetos como esse são de origem maligna e tendem a afundar o mundo cada vez mais, deixando-o nas mãos de pessoas sem uma boa formação moral por falta de educação, pois tiram dos pais o direito de repreenderem os filhos severamente quando apenas as palavras não bastam;
  •          Obviamente, nenhum cristão tem o direito de espancar os filhos, mas algumas leves varadas ou palmadas em situações mais sérias servem apenas para eles perceberem que seus erros foram graves e que não podem ser tolerados, e que se não quiserem sofrer essas consequências novamente terão que melhorar seu comportamento;
  •          Apanhar nunca é bom; mas é bem melhor o filho apanhar dos pais do que futuramente apanhar da polícia.
  •          Porém, apesar disso, deve-se deixar bem claro: disciplinar não é bater ou castigar, mas sim ensinar e corrigir para se poder evitar medidas ou consequências mais drásticas.
  •          Filhos que foram criados sob a repreensão da vara demonstram hoje, em sua maioria, serem cidadãos muito mais respeitosos do que aqueles que erravam sem sofrer o castigo; atualmente, temos presenciado a queda de muitos que erram por falta de terem recebido uma boa educação; realmente, é doloroso castigar um filho, só que muito mais doloroso ainda é ser castigado pelo resto da vida por não tê-lo castigado enquanto ainda tinha autoridade sobre ele [Pr 29:15-17 – A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe. 16Quando os ímpios se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a sua queda. 17Castiga o teu filho, e te dará descanso; e dará delícias à tua alma.].
O castigo nem sempre é o melhor
remédio; mas se tiver que ser
aplicado, deve ser feito com
moderação, pois o seu objetivo
não é punir pelo erro, mas sim
mostrar à criança que a sua
rebeldia não valeu a pena

3. Os pais devem disciplinar

  •          Muitos pais, geralmente justificando-se na necessidade de trabalhar por períodos prolongados, têm terceirizado a educação dos filhos, transferindo essa responsabilidade para parentes, amigos, babás, creches ou até a igreja.
  •          A falta de tempo não pode ser encarada como justificativa para se abrir mão do direito e do dever de se educar os próprios filhos: a solução para isso é procurar pessoas de confiança e princípios cristãos para cuidar deles, e orientá-las quais são os seus padrões de educação para que as crianças não venham depois a te desrespeitar ou questionar sua autoridade.
  •          Em relação à igreja, seu papel é ensinar conhecimento bíblico, mas a educação – inclusive os mais básicos princípios cristãos – devem ser ensinados em casa pelos pais, não somente com palavras, mas também com atitudes exemplares.
  •          Honrar aos pais é uma ordem dada por Deus, pois é através da obediência que somos abençoados; mas os pais também têm a obrigação de respeitar aos filhos: isso também faz parte da disciplina [Ef 6:1-4 – Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. 2Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; 3Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. 4E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.].
Os jovens representam mais
de setenta por cento das
pessoas que são vítimas da
violência no Brasil; e
grande parte deles conhece
a Palavra de Deus desde a
infância, mas preferiu
ignorar os ensinamentos de
seus pais por achá-los
ultrapassados

II – Filhos rebeldes

1. Filhos que não ouviram seus pais
  •          A desobediência aos pais é um dos fatores responsáveis por vários problemas que muitas pessoas enfrentam hoje.
  •          A Bíblia mostra vários exemplos de filhos rebeldes, os quais pagaram muito caro por isso:
a)      CaimGn 4:1-26: Ele foi educado por um casal que recebia orientações diretamente do Senhor; obviamente que sua educação era a mesma de Abel, o qual tinha um comportamento exemplar. Porém, movido por inveja (Gn 4:4,5), matou seu irmão e, a partir daí, não teve mais sossego: passou a viver com medo de vingança (Gn 4:13,14) e deixou de ser abençoado até materialmente (Gn 4:11,12). Não sabemos se Caim se arrependeu e chegou a ser salvo; porém, Adão e Eva não tiveram culpa da sua rebeldia; os filhos, quando começam e entender a diferença entre o bem e o mal, adquirem também a capacidade de decidir qual caminho seguir. Com certeza, eles não se esquecem de tudo o que os pais ensinaram, mas nem sempre conseguem se arrepender e se concertar a tempo.
b)      Hofni[5] e Fineias[6]1º Sm 2:114:22: Eles eram filhos de Eli[7], um sacerdote e juiz que julgou Israel por quarenta anos; apesar de ter sido um bom servo do Senhor, como pai, ele fracassou, pois seus filhos eram filhos de belial (1º Sm 2:12): cometeram vários pecados no exercício de seu sacerdócio (1º Sm 2:13-17), e Eli não os repreendeu como deveria (1º Sm 3:13). O resultado foi a tomada da arca de Deus pelos filisteus[8], a morte de ambos juntamente com trinta mil israelitas e também a de seu pai (1º Sm 4:10,11,15-18). Nesse caso, o próprio Deus responsabiliza o pai pela não correção da má formação do caráter dos filhos, pois ele sabia que eles eram execráveis. Se formos negligentes na educação de nossos herdeiros, inevitavelmente seremos severamente cobrados por nossa falta de autoridade paterna.
c)       Abalão[9]2º Sm 13:1-18:33: Absalão tinha um caráter vingativo: sob o pretexto de justiça, matou seu irmão Amnom[10] por ter estuprado sua irmã Tamar[11] (2º Sm 1:1-9). Porém, seus verdadeiros objetivos não eram a justiça, e logo se rebelou contra seu próprio pai tentando se apossar de seu reino. A consequência disso foi sua própria morte (2º Sm 18:9,14,15) e uma profunda angústia no coração de Davi (1º Sm 18:33). Davi foi um bom pai, no entanto, não foi um chefe de família exemplar e podemos entender essas tragédias como permissão divina em decorrência de seu adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias. Não basta darmos uma vida confortável aos filhos, é necessário também sermos pais dignos de termos nossas atitudes imitadas por eles.
  •          Um bom ai analisa detalhadamente a forma como ele próprio foi criado, diferencia os pontos positivos dos negativos, e aplica tudo aquilo que for aproveitável na educação dos seus filhos.
  •          Se a educação que tivemos foi proveitosa para o nosso bom desenvolvimento, devemos usá-las como base para educar os nossos filhos; não pode haver exemplos melhores para alguém do que aqueles deixados pelos seus próprios pais [1º Rs 8:57,58 – O Senhor nosso Deus seja conosco, como foi com nossos pais; não nos desampare, e não nos deixe. 58Inclinando a si o nosso coração, para andar em todos os seus caminhos, e para guardar os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos que ordenou a nossos pais.].
A rebeldia provoca gravíssimas
consequências que dificultam,
desqualificam, destróem e até
tiram a vida de muitos jovens;
felizes são aqueles que
enfrentam todos os tipos de
preconceitos e zombarias, mas
resistem a todas as tentações
para preservar sua integridade
moral, física, social e
espiritual

2. As consequências da rebeldia

  •          Honrar pai e mãe é uma determinação divina e não simplesmente um conceito moral criado pela sociedade ou inventado pela igreja.
  •          Pais que se prezem dão somente bons conselhos aos seus filhos, e os que desprezam essas benéficas recomendações sofrem duramente com os resultados dos seus erros.
  •          Muitos jovens têm perdido boas oportunidades, a saúde, a liberdade e até a vida prematuramente por não darem ouvidos às “caretices” daqueles que os amam profundamente.
  •          A perdição de muitos jovens é resultado do fato de eles darem mais ouvido às podridões mundanas do que aos pais e à própria Palavra de Deus [Sl 1:1,2 – Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.].
A culpa da perdição de um filho,
muitas vezes, está dentro de
casa mesmo; pois casais
desequilibrados tendem a criar
filhos desequilibrados

III – O que fazer diante da rebeldia de um filho

1. Não buscar culpados
  •          Uma das piores dores que um ser humano pode sentir é a perda de um filho, principalmente sabendo que ele morreu devido à sua rebeldia.
  •          Nesses momento difíceis é que surgem aquelas velhas questões: “Aonde foi que eu errei?”; “Ele foi vítima das más companhias!”; “As pessoas a sua volta não o ajudaram como deveriam!”; “A culpa é do governo e da sociedade por esse mundo ser tão violento!”; “A igreja não cumpriu seu papel de interceder por ele e não o impediu de se desviar!”; “Deus, o Senhor me abandonou!”.
  •          De fato, certamente há uma explicação para o ocorrido, mas aí não adianta mais se culpar ou procurar o culpado pela sua rebeldia fatal; o que resta é buscar o consolo do Espírito Santo pedindo a Deus que oriente a justiça dos homens e usar essa dolorosa experiência como aprendizado e exemplo para criar os demais filhos.
  •          Jó foi um perfeito exemplo de pai que cumpre as suas obrigações: ele intercedia por seu filhos mesmo sabendo que eles estavam em pecado; suas orações não serviram para salvar a vida e nem a alma deles; mas, mesmo assim ele não culpou a Deus e nem a mais ninguém por tê-los perdido [Jó 1:4,5,18-22 – E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. 5Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente. 18Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, 19Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova. 20Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. 21E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor. 22Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.].
Atenção e dedicação aos
filhos possuem um valor
inestimável; pois, da
vida, colhemos tudo
aquilo que plantamos

2. Demonstrar um amor incondicional

  •          Pais que amam de verdade não abandonam seus filhos em nenhuma circunstância, pois o verdadeiro amor sabe perdoar e ajudar a superar qualquer dificuldade.
  •          Amar não significa compactuar e esconder os erros, mas sim incentivar a corrigir as falhas e encorajar a pagar pelo que fez de errado.
  •          Um filho rebelde não deve ser tratado como inimigo, pois o que ele mais precisa é saber que, apesar de não ter feito por merecer, ainda tem um amigo. Por mais que seja difícil, é preciso tratá-lo de forma especial:
a)      Interceder por ele com propósito diante de Deus;
b)      Não confrontá-lo com palavras severas, mas falar sabiamente em momentos em que ele estiver disposto a ouvir.
c)       Mostrar-lhe que ele tem um aliado que, embora não seja seu cúmplice, está sempre ao seu lado.
d)      Deixá-lo perceber o quanto ele te entristece e te prejudica com suas atitudes erradas.
e)      Buscar sempre uma aproximação para que ele perceba que não está abandonado.
  •                  Mesmo que tudo falhe na tentativa de recuperar seu filho, há algo que nunca falha: o amor [1ª Co 13:7,8a – Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8aO amor nunca falha;]!
Ensine ao seu filho que, além de
Jesus, o maior amigo dele é você
mesmo; pois, sendo o melhor
companheiro dele, dificilmente
você chegará a reclamar um dia
que ele foi vítima de más
companhias

Conclusão

  •          Deus deu aos pais capacidade para ensinar e autoridade para controlar os filhos.
  •          Por mais que queiram ser independentes eles devem compreender que aqueles que os geraram e os sustentam são os que têm direito de autoridade sobre eles.
  •          A educação deve partir do berço; se a criança não for bem ensinada enquanto ainda pode ser controlada, depois não adianta procurar culpados pelas consequências.
  •          As Escrituras sagradas devem fazer parte da educação de nossos filhos; no entanto, educá-los biblicamente não significa simplesmente levá-los à igreja, mas sim ensiná-los a conviver com a Palavra de Deus em seu cotidiano [Dt 11:19 – E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te;].
Jonas Martins Olímpio

A disciplina só é boa e agradável
quando aplicada com sabedoria e
amor; pais que sabem usar a cabeça
e o coração dificilmente precisam
usar as mãos para disciplinar os
filhos

[1]Belial: Sem Valor. Imprudente. Pessoa má, sem valor (Jz 19:22; 1º Sm 30:22). Diabo (2ª Co 6:15).

[2]Aljava: Espécie de bolsa em que eram levadas as flecha (Is 22:6). “Encher de filhos a aljava” quer dizer ter muitos filhos  (Sl 127:5).
[3]Disciplina: Conjunto dos regulamentos destinados a manter a boa ordem. Doutrina, educação, ensino, instrução, ordem e organização.
[4]Fustigar: Castigar; açoitar.
[5]Hofni: Um dos filhos de ELI. Hofni e Finéias, seu irmão, eram sacerdotes maus, tendo morrido numa batalha contra os filisteus (1º Sm 2:22-4:17).
[6]Fineias: Existem dois Finéias na Bíblia: 1º) Sacerdote, filho de Eleazar e neto de Arão (Êx 6:25; Nm 25:7-13; 31:6-12; Js 22:13-32). 2º) Mau sacerdote, filho de Eli. Morreu com seu irmão Hofni numa batalha contra os filisteus (1º Sm 2:22-4:17).
[7]Eli: Juiz e sumo sacerdote. Não soube educar seus filhos e por isso teve sérios problemas (1º Sm 1-4; 1º Rs 2.27,35).
[8]Filisteus: Povo que habitava a planície da costa do mar Mediterrâneo em Canaã, desde Jope até o Sul de Gaza. Tinham cinco grandes cidades: Asdode, Gaza, Ascalom, Gate e Ecrom {#Js 13.3}. Os israelitas viviam sempre em luta contra eles.
[9]Absalão: (Significa Pai de Paz). Terceiro filho de Davi. Tornou-se inimigo do pai tentando se apossar de seu trono. Foi morto por Joabe  (2º Sm 13:1-18:33).
[10]Amnom: (Significa Fiel). Filho primogênito de Davi. Praticou incesto e foi morto por Absalão (2º Sm 13:1-39).
[11]Tamar: (Significa Palmeira). Existem duas mulheres com esse nome na Bíblia. 1ª) Nora de Judá, de quem teve filhos gêmeos (Gn 38:1-30).  2ª) Filha de Davi; foi estuprada por Amnom, seu próprio irmão (2º Sm 13:1-39).
Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 8 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s