A Despensa Vazia

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 6 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio 
 
Imagine se o único alimento
existente em sua casa fosse um
pouco de óleo de cozinha; que
situação desesperadora, não é mesmo?
Pois foi por uma situação semelhante
que passou uma viúva; e ela somente
superou essa dificuldade porque teve
fé em Deus e obedeceu o profeta

Texto Áureo

    Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão  (Sl 37:25).
Verdade Prática
    Mesmo em meio à escassez, cremos que o Senhor é poderoso para suprir, em glória, todas as nossas necessidades.
Leitura Bíblica em Classe
    2º Rs 4:1-7 – E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos. 2E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite[1]. 3Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os
teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. 4Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia. 5Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia. 6E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou. 7Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
Muitas pessoas só sabem o que é
compartilhar virtualmente, mas
na vida real trata o próximo
como um concorrente ou até
como um inimigo, e não como
um ser humano que tem
sentimentos e necessidades;
mesmo assim, tais pessoas se
vangloriam em seus perfis como
servas e filhas de Deus

Introdução

  •          Será que é possível, para um verdadeiro crente, pelo menos por algum momento, passar por uma situação tão difícil que não tenha nem o que comer em casa?
  •          Olhar para a despensa e vê-la vazia é triste e preocupante; porém, sabemos que Deus nos socorre, provendo as nossas necessidades, mas Ele tem as suas formas de nos enviar as suas provisões;
  •          Ser abençoado não significa sempre ter os recursos; ser abençoado, muitas vezes, significa ter alguém colocado ali por Deus para nos socorrer nos momentos difíceis.
  •          E da mesma forma que podemos necessitar de ajuda nos momentos de escassez, nos momentos de fartura, temos também a obrigação de ajudar os necessitados: isso é prova de amor.
  •          O trabalho feito com as nossas mãos serve não somente para o nosso sustento, mas também para repartir com os que têm necessidade [Ef 4:28 – Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.].
A prudência financeira é essencial
para que nossos familiares não
sofram as consequências de nossas
realizações mal planejadas;
quando analisamos um negócio,
temos que levar em consideração
vários fatores: desemprego,
possibilidades de prejuízo,
necessidade do investimento,
doenças e também a morte

I – Lutando contra o imprevisto

1. A viuvez
  •          Em 2ª Reis 4:1-7, nos deparamos com a história de uma viúva que, diante das dívidas deixadas pelo marido, estava prestes a ter seus dois filhos levados como escravos pelo seu credor. Devemos ter muito cuidado com nossos projetos financeiros, porque contraindo dívidas excessivas, corremos o risco de deixar graves problemas para a nossa família.
  •          Desesperada, ela procurou pelo profeta Eliseu, e ele, por sua vez, confiante no seu Deus, apenas lhe perguntou o que ela queria que ele fizesse e lhe mandou dizer o que tinha em casa. Não precisamos ter muito e, as vezes, até nada para o Senhor agir em nossa vida: bastam a nossa fé, confiança e obediência.
  •          Tendo apenas uma simples botija de azeite – e sensibilidade espiritual para entender que Deus falava através do profeta -, ela conseguiu o suficiente para pagar a dívida e para continuar vivendo tranquilamente. Muitos crentes não são abençoados porque não dão ouvidos aos servos do Senhor.
  •          O sentido original da palavra viuvez é uma referência direta à pessoa totalmente desamparada; é por isso que a Palavra alerta a Igreja a ajudar as pessoas que realmente não tem ninguém por elas, pois a obrigação de socorrer aqueles que precisam é primeiramente da sua própria família [1ª Tm 5:3-5 – Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas. 4Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus. 5Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em rogos e orações;].
Apesar de a dívida do pecado ser
muito alta, o nosso “ano jubileu”
começou na instituição da Graça
com o sacrifício de Cristo; aceitar
essa liberdade que Ele nos dá
depende unicamente de nós, pois
não somos filhos órfãos e a nossa
dívida já está paga!

2. A dívida

  •          O valor dessa dívida, certamente, era muito alto; tão excessivo que nem mesmo a casa ou alguns bens que ela possuísse seriam suficientes para pagá-la e, por isso, teria que entregar seus dois filhos para serem escravos.
  •          Embora parecesse que estivesse cometendo um ato abominável e aterrorizante, o credor estava agindo dentro da lei e ninguém poderia impedi-lo de fazer isso.
  •          Legalmente, quem não pudesse pagar suas dívidas, era obrigado a trabalhar para a pessoa a quem ele devia até o ano jubileu[2]; no caso de uma viúva, como ela não aguentaria os pesados trabalhos do campo, teriam que ir os seus filhos.
  •          Em Mateus 18:23-34, Jesus conta um fato semelhante, aonde um homem que não tinha condições de pagar uma altíssima dívida, seria condenado a ser vendido juntamente com a sua mulher, os seus filhos e também todos os seus bens.
  •          Nós também tínhamos uma grande dívida que não poderíamos pagar; mas, um dia, ela foi paga pelo nosso Salvador na cruz. Recebemos a liberdade e as bênçãos por Ele concedidas no momento que o aceitamos como o Senhor de nossa vida [Cl 2:13,14 – E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, 14Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.].
Quando nossos projetos estão sob a
direção de Deus, as barreiras da
vida não conseguem impedir a sua
concretização; pois é do alto que vêm
a nossa solução

3. A solução

  •          Para alcançar sua bênção, aquela viúva teve que quebrar algumas formalidades do legalismo: foi ao encontro de Elizeu, sendo que uma mulher não podia conversar a sós com um homem; pediu vasos emprestados para os vizinhos, sem se importar se eles pensariam que ela estava louca com uma atitude tão fora do comum; e obedeceu ao profeta sem questionar, nem se preocupou com o fato de que, na sua situação de pobreza, tantos vasos não teriam nenhuma utilidade.
  •          Quando realmente queremos algo, não podemos deixar que as limitações criadas pelo homem ou na nossa própria mente nos impeçam de alcançar nossas bênçãos.
  •          Muitas vezes, os problemas que ocorrem em nossa vida parecem estar acima de qualquer possibilidade de solução; é nesse momento que temos a grande oportunidade de provar o quanto confiamos no nosso Provedor; e quem confia no poder divino, reage às adversidades da seguinte maneira:
                    a)      Se alegrando em Deus (Tg 1:2);
                    b)      Sendo misericordioso com o próximo (1º Rs 17:13);
                    c)       Entregando tudo nas mãos do Senhor (Jo 6:9);
                    d)      Humilhando-se perante Deus como forma de reconhecer sua dependência (Tg 4:10; Mt 5:4);
                    e)      Demonstrando fé na onipotência divina (Mc 10:27);
                    f)       Louvando ao Senhor (At 16:23-25);
                    g)      Sendo paciente (Tg 5:10).
  •          Confiança em Deus é essencial para não nos entregarmos ao desespero diante das dificuldades [Sl 3:-5 – Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça. 4Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte. 5Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.].
Talvez a tua situação seja ainda
pior do que a daquela viúva: pois
além de ter apenas um botija, ela
ainda pode estar quebrada; mas,
para aquele que confia no
grandioso Deus Jeová, isso não é
um problema, e sim mais uma
oportunidade para glorificar o
nome dEle contando testemunhos
de vitória

II – Deus age com o que você tem

1. A botija de azeite
  •         Elizeu perguntou à viúva o que ela tinha em casa; sua resposta foi objetiva e sincera: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.”. Ela não se deixou levar pelo desespero dizendo que não tinha absolutamente nada e nem pelo orgulho dizendo que tinha algo a mais.
  •          Sinceridade é tudo para alcançarmos as bênçãos de Deus. Muitos crentes são impedidos de prosperar porque o complexo de inferioridade não os permite enxergar o que ele tem e outros porque o orgulho não os deixa admitir que precisam de ajuda.
  •          Com apenas uma botija ela conseguiu encher todos os vasos, e o azeite só parou de jorrar quando não havia mais recipientes para colocá-lo.
  •          Deus na age de acordo com as nossas condições, mas, dentro de seus propósitos, Ele age de acordo com a nossa fé [Lc 17:6 – E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.].
O que você tem oferecido para
Deus? Saiba que tudo o que está
em suas mãos pertence a Ele, e
que se você tiver fidelidade para
dedicar daquilo que possui à sua
Obra, Ele é fiel e justo para
continuar provendo suas
necessidade

2. A farinha na panela

  •          Em 1ª Reis 17:1-24, a Bíblia nos conta a história de uma outra viúva: nessa ocasião, Deus havia falado através de Elias que haveria uma grande seca em Israel – razão pela qual o profeta foi perseguido – e, como é inevitável, aonde há seca há falta de alimentos. E foi exatamente nesse período de crise que o Senhor o enviou à Sarepta para ser sustentado justamente por uma viúva.
  •          A princípio, essa decisão divina pode parecer um paradoxo, mas, nas verdade, Deus estava enviando o profeta até ali, não simplesmente para ser sustentado, mas sim para sustentar aquela viúva e seu filho.
  •          Nem sempre conseguimos compreender o trabalhar do Senhor, por isso devemos nos calar e aceitar a sua vontade.
  •          Ela pegou sua última porção de farinha – a qual utilizaria para fazer uma última refeição para ela e seu filho e esperaria a morte­ – e fez um bolo para o profeta; e, dessa forma, profetizou Elias conforme a Palavra do Senhor e não mais faltou farinha na panela e nem azeite na botija.
  •          Apesar de essa ser uma das bases da abominável Teologia da Prosperidade, quando não são praticados com o interesse de se fazer barganha com o Abençoador, o desprendimento voluntário das coisas materiais e a disposição de entregá-los à Obra, são agradáveis a Deus; nos tempos de Jesus, uma viúva pobre deu um grande exemplo de fidelidade quando, ao invés de esperar ser sustentada pelos sacerdotes, entregou no templo tudo o que tinha como oferta [Lc 21:1-4 – E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; 2E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; 3E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; 4Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha.].
O tamanho da sua bênção não
depende do tamanho da tua
oferta, mas sim da fidelidade
com que você vive

3. Cinco pães e dois peixes

  •          Em João 6:1-14, as Sagradas Escrituras relatam um episódio em que, com apenas cinco pães de cevada e dois peixinhos, Jesus alimentou uma grande multidão.
  •          Diante da situação, os discípulos demonstraram grande preocupação sobre como obter tanta comida e cometeram um erro que cometemos muito hoje em dia: se preocuparam com o dinheiro, pois o que eles tinham não era o suficiente.
  •          Para o rapaz que trazia aquele modesto lanche, talvez isso não fosse o suficiente nem para ele sozinho se ficasse muito tempo fora de casa, mas, para Jesus, isso era mais do que suficiente para alimentar a todos; tanto que, no final, ainda sobraram doze alcofas dos cinco pães de cevada.
  •          Quando o Senhor coloca as suas mãos sobre o nosso trabalho, tudo o que fazemos é abençoado; porém, quando agimos fora de sua permissão, nada tende a dar certo [Sl 127:1,2 – Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. 2Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.]?
O maná foi dado pelo Senhor aos
israelitas no deserto porque eles
estavam caminhando rumo à Terra
Prometida; se eles desistissem da
caminhada, certamente pereceriam
desamparados. Não desista da sua
caminhada, pois enquanto você
estiver andando ao lado do Senhor,
Ele continuará te amparando e te
sustentando com suas potentes mãos

III – A providência divina

1. No Antigo Testamento
  •          No princípio da criação do homem, antes do pecado, o Senhor lhes proporcionou o alimento, conforme está escrito em Gênesis 2:9; e, de acordo com Gênesis 3:17-19, por causa da desobediência, toda a humanidade foi destinada a trabalhar para poder se alimentar.
  •          O maior exemplo de provisão divina no Antigo Testamento se encontra a partir de Êxodo 16:1: mesmo com o povo murmurando devido às dificuldades no deserto, Deus os alimentou com o maná por todo o período em que eles não podiam lavrar a terra para plantar seu próprio alimento.
  •          Apesar de todas as dificuldades que a humanidade, inclusive os servos de Deus, enfrentaram durante toda a sua existência para poder se sustentar, Davi ainda declarou no salmo 37:25 que, em todos os seus anos de vida, jamais viu o justo desamparado e nem os seus descendentes mendigando.
  •          Como podemos observar pelas palavras do salmista, uma vida próspera depende da oração, da fidelidade, da confiança e do nosso reconhecimento de que somos dependentes do Senhor [Sl 144:11-15 – Livra-me, e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade, e a sua mão direita é a destra de iniqüidade, 12Para que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas à moda de palácio; 13Para que as nossas dispensas se encham de todo provimento; para que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares nas nossas ruas. 14Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem gritos nas nossas ruas. 15Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor.].
O amor ao próximo fazia
parte da rotina da Igreja
Primitiva, e assim ela
crescia poderosamente a
cada dia; se a Igreja atual
conservasse os mesmos
princípios, muito mais almas
já teriam sido resgatadas
das mãos do inimigo

2. Em o Novo Testamento

  •          No Novo Testamento aprendemos que as necessidades não são providas apenas através de grandiosos milagres, mas também – e principalmente – através do amor e da misericórdia entre os próprios irmãos, como agia a Igreja Primitiva, conforme está relatado em Atos 2:42-47.
  •          O amor fraternal dentro da Igreja só tem como ser exercido por aqueles que entregaram realmente seu coração à Cristo, pois Ele é o exemplo maior do significado da palavra amor.
  •          Esse amor se estendeu por todos os lugares onde eram implantadas novas igrejas, e foi dessa forma que o apóstolo Paulo – apesar das dificuldades e das perseguições – conseguiu apoio para propagar o Evangelho até os últimos dias da sua vida.
  •          Sabemos que o nosso amor é verdadeiro, em todas as áreas, quando ele traz benefícios e não prejuízos. Até a ajuda que prestamos ao próximo na pode ser um mero ato de caridade, mas sim um ato de edificação. Colocar o amor em prática é cumprir a vontade de Deus [Rm 13:10 – O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.].
Apesar das dificuldades, os
projetos sociais fazem parte de
muitas igrejas cristãs de hoje;
porém, é preciso fazer muito
mais ainda, pois boa parte dos
cristãos continua pregando a
importância das obras, mas
vivendo uma fé morta

3. Na atualidade

  •          Dar assistência aos necessitados não foi um mandamento dado exclusivamente ao povo de Israel ou a Igreja do passado; essa nobre e difícil missão está hoje sob a nossa responsabilidade. Aqueles que amam a Deus, amparam os seus filhos.
  •          Pregar o amor e não praticá-lo é hipocrisia; quem age dessa maneira está demonstrando publicamente que a sua fé é morta.
  •          Felizmente, muitos de nossos irmãos, por todo o mundo, têm exercido de forma fiel e exemplar seu papel de evangelizadores e mantenedores dos necessitados.
  •          Dizer que ama ao Senhor é fácil, mas a prova desse amor está em nossas atitudes: quem ama cuida! Isso não foi um pedido, mas uma ordem de Jesus aos seus servos [Jo 21:15 – lhe terceira vez: Simão[3], filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta[4] as minhas ovelhas.].
Não importa se aquilo que você
tem não é da forma ou na
quantidade que você gostaria; o
que importa realmente é dar
graças por tudo, porque tudo o
que temos provém do Senhor e,
nas mãos daqueles que são fiéis,
é abençoado e prospera

Conclusão

  •          Todos os crentes têm algumas histórias de milagre para contar; e, pela misericórdia de Deus, tem sido assim desde o princípio da humanidade até os dias atuais.
  •          O Senhor nunca desamparou o seu povo, mas o que Ele mais requer de nós é que amparemos uns aos outros.
  •          Muitos têm uma vida de grande fartura enquanto outros vivem no limite da linha de pobreza; Deus não é injusto e, em cada diferente situação, Ele tem um propósito. Por isso, não nos cabe o direito de questionar, mas simplesmente depositar nEle a nossa confiança, dedicando-lhe toda a honra, a glória e o louvor.
  •          Nosso objetivo nessa terra não é lutar pelo enriquecimento material; a prova disso é o fato de que a pobreza e a riqueza existem para os fiéis e para os ímpios; nossa grande missão aqui é amar: amar incondicionalmente a todos se quisermos ter o direito de sermos considerados por Deus como seus filhos [Mt 5:44,45 – Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; 45Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.].
Jonas Martins Olímpio

O azeite sempre foi um produto
essencial na alimentação; nos tempos
bíblicos – como não havia tantas opções
como atualmente -, possuir azeite para
vender significava ter posse de um
grande negócio que, por sua
rentabilidade, era uma garantia certa
de estabilidade financeira

[1]Azeite: O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das oliveiras. Trata-se, pois, de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas. Na Bíblia, o azeite é utilizado como símbolo da presença do Espírito Santo (Deus). Os judeus utilizavam o azeite nos seus sacrifícios e também como uma divina unção que era misturada com perfumes raros. Usava-se, portanto, o azeite na consagração dos sacerdotes (Êx 29:2-23; Lv 6:15-21), no sacrifício diário (Êx 29:40), na purificação dos leprosos (Lv 14:10-18;21:24-28), e no complemento do voto dos nazireus (Nm 6:15).

[2]Ano jubileu: Jubileu, do hebraico ¨jobel¨ , ou de grego ¨iobelaios ¨, era um preceito da lei mosaica (de Moisés) , que determinava a realização, a cada 50 anos, de uma solenidade pública na qual as dívidas eram perdoadas, dava-se liberdade à escravos e os herdeiros entravam na posse da herança (Lv 25:8-55).
[3]Simão: É um personagem bíblico com quem o apóstolo Pedro travou polêmica em Samaria (At. 8, 9-24). Além do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, o personagem é referido em outras obras ligadas ao gnosticismo. O texto bíblico narra o episódio em que Simão tenta comprar dos apóstolos o poder de operar milagres. Tal ato, considerado pecaminoso pela teologia cristã, foi denominado de simonia (ato de Simão), termo que define especificamente o comércio ou tráfico de coisas sagradas e espirituais, tais como sacramentos, dignidades, indulgências e benefícios eclesiásticos, e que estaria no centro das críticas e discussão que conduziriam à Reforma protestante no século XVI.
[4]Apascentar: Levar ao pasto ou pastagem. Pastorear. Cuidar.
Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 6 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio 

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