Superando os Traumas da Violência Social

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 4 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Nossa confiança deve ser depositada
unicamente em Deus; porque aqui na
terra, até mesmo aqueles que se
dispõem a nos defender, muitas
vezes, também acabam sendo vítimas
da violência

Texto Áureo

    A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência[1] (Gn 6:11).
Verdade Prática
    A Igreja de Cristo deve acolher, com amor e hospitalidade, toda pessoa vítima de violência.
Leitura Bíblica em Classe
    Gênesis 6:5-12 – E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.6Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. 7E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave
dos céus; porque me arrependo de os haver feito. 8Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. 9Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.10E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé. 11A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. 12E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.
O nível da criminalidade já chegou
em um ponto tão extremo que em
alguns lugares a população vive
literalmente sob o domínio dos
criminosos; se a nossa esperança
não estivesse em Deus, não teríamos
paz e estaríamos totalmente
entregues ao desespero

Introdução

  •          O crente pode ser vítima de algum tipo de violência?
  •          Atualmente, a violência é o tema central da maioria dos órgãos de imprensa em todo o mundo.
  •          O primeiro caso de violência registrado no mundo aconteceu entre família e foi causado pela inveja de uma vida espiritual bem sucedida: trata-se do homicídio praticado por Caim contra Abel.
  •          Sabemos que não há como acabar com a violência enquanto estivermos nesse mundo; mas será que há como minimizar os seus efeitos e conviver com ela sem sermos dominados pelos traumas[2] que podem ficar?
  •          A Bíblia fala muito sobre livramento, mas isso não significa que sejamos imortais ou imunes aos problemas existentes no mundo.
  •          As maldades existentes em nosso coração devem fazer parte apenas do nosso passado, pois na vida daqueles que receberam o perdão de Cristo deve reinar o amor e a paz que Ele dá [Ef 4:31,32 – Toda a amargura, e ira, e cólera[3], e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, 32Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.].
O fato de ser fiel e oferecer
sacrifícios ao Senhor, não
garantiu a Abel o livramento
de sua vida quando seu irmão
se levantou contra ele e, da
mesma forma, os sacrifícios de
Jó não salvaram a vida dos
seus filhos; isso nos mostra o
quanto devemos estar
espiritualmente preparados
para a eternidade e não
simplesmente esperando que Deus
nos transforme em seres
intocáveis

I – A violência impera sobre a terra

1. A origem da violência
  •          Assim como as doenças e a morte, a violência também é uma consequência do pecado de Adão e Eva.
  •          A fúria injustificada de Caim que resultou na morte de Abel, marcou o início de uma das piores desgraças que mais afetam a humanidade até os dias atuais, e que está crescendo cada vez mais em todo o mundo.
  •          Gênesis 4:11,12 nos revela o quanto o pecado impede a prosperidade do homem: “E agora maldito és tu…”; “Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força…”.
  •          Porém, esse ato de violência serviu para expressar o amor, a misericórdia e o perdão de Deus; pois, conforme está escrito em Gênesis 4:13-15, Caim teve medo que alguém se vingasse de seu crime e o matasse, mas Deus lhe pôs um sinal para que ele não fosse ferido;
  •          A vingança é tão repugnante para Deus que Ele castigaria sete vezes quem matasse Caim. Nossa justiça não funciona porque, muitas vezes, queremos agir com nossas próprias mãos, não confiando ou não tendo paciência para esperar pela justiça divina.
  •          A tendência do sentimento humano é seguir o seu instinto carnal – o qual, por defesa natural, tende a ser violento -; mas, os que nasceram de novo, são guiados pelo Espírito, e refletem em seu caráter a paz que só pode ser usufruída por aqueles que são sujeitos à lei de Deus [Rm 8:6-8 – Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. 7Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. 8Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.].
Quando executou seu plano de
destruir a humanidade, Deus
preparou um meio para salvar
os seus escolhidos. Porém,
esse livramento, não foi pela
simples misericórdia de salvar
aquela família porque ela era
fiel, mas sim porque Ele tinha
um propósito com ela: dar
continuidade à existência do
homem; Deus tem um propósito em
sua vida? Saiba então que sua
permanência na terra depende
mais disso do que da sua
fidelidade; pois a morte de um
justo não é derrota, mas sim a
garantia da salvação da alma

2. A multiplicação da violência

  •          Com o passar do tempo, a maldade foi se alastrando e contaminando toda a terra a ponto de Deus lamentar-se por ter feito o homem, conforme vemos em Gênesis 6:5,6.
  •          A realidade do caráter cruel de muitos assassinos hoje já era revalada no ego maligno de Lameque[4] que, de acordo com o que está escrito em Gênesis 4:23, se vangloriava diante das mulheres por ter cometido dois assassinatos;
  •          Como exemplo disso, atualmente, muitos matam por qualquer motivo banal – ou até sem motivo – e ainda se exaltam pelos seus crimes.
  •          A violência, junto com a imoralidade, levou Deus a destruir a humanidade da época com o dilúvio[5], salvando apenas uma família de oito pessoas: Noé, sua esposa, seus três filhos e suas noras.
  •          Mesmo após o dilúvio, a violência na terra aumentou, e o povo de Israel sofreu muito com isso desde a sua saída do Egito, como também na época dos juízes, dos reis, e nos dias de Jesus, dos apóstolos e continua ainda até hoje.
  •          Não adianta “profetizar” paz se a promessa do Senhor para esse mundo é o aumento da violência; e essa não é a vontade de Deus, isso é a consequência do esfriamento do amor [Mt 24:6,7,12 – E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. 7Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. 12E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.].
Realmente, não se pode negar que,
pela nossa fraqueza humana, em
momentos de dor pela perda de um
ente querido, nosso desejo é que
aconteça ao criminoso a mesma
coisa que ele fez com a vítima;
mas, como servos de Deus, sendo
conhecedores e praticantes da
Palavra, somos consolados pelo
seu Espírito, o qual colocou em
nós o privilégio da dignidade de
conseguir perdoar e desejar ao
infrator que possa se regenerar
e que venha a ter uma
oportunidade para alcançar a
salvação da sua alma

3. A violência na sociedade atual

  •          Nos dias atuais, muitas são as propostas e as tentativas de se amenizar o terrível problema da violência, mas as coisas só têm piorado cada vez mais.
  •          Leis radicais como prisão perpétua, trabalhos forçados, mutilação de criminosos e até a pena de morte, não têm alcançado um resultado satisfatório, o qual seria inibir a criminalidade; pois uma pessoa com a mente maligna voltada para fazer o mal, não está preocupada com as consequências que possa ter através de seus atos: ela não valoriza sua integridade física e nem mesmo a sua própria vida.
  •          É espantoso o número de crentes que defendem o uso da violência para combater a violência, e eles até se utilizam do rigor da Lei do Antigo Testamento para justificar seus argumentos; porém, é importante lembrar que estamos vivendo a Graça e que o Senhor Jesus nos ensinou que devemos perdoar para sermos perdoados – e isso inclui os nossos inimigos -, e amar o próximo –  seja ele quem for – como a nós mesmos.
  •          Num momento de dor, a ira é inevitável, mas é preciso ter domínio próprio para não deixar que ela nos faça pecar.
  •          Não adianta nos iludirmos com projetos de penas mais pesadas porque o futuro dessa terra não é a paz; a paz pela qual lutamos é espiritual; e, quanto à paz física, ela somente será alcançada quando formos retirados daqui.
  •          A Palavra de Deus nos ensina a não nos conformamos com o mundo: isso significa, que por mais que possamos fazer uso de nossos direitos legais, jamais devemos nos esquecer de que a verdadeira justiça é a que vem do alto.
  •          Pena de morte ou qualquer outro tipo de violência contra criminosos não é justiça, é vingança! E nós, como seres humanos, não temos nenhum direito de tomar o lugar que pertence a Deus: Ele é o Juiz [Hb 10:30 – Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.
Dt 32:35,36 – Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar[6] o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar. 36Porque o Senhor fará justiça ao seu povo, e se compadecerá de seus servos; quando vir que o poder deles se foi, e não há preso nem desamparado.]!
Inveja, traição e covardia:
são algumas das características
do primeiro homicida que se
refletem nos muitos assassinos
espirituais existentes nas
igrejas atualmente

II – Violência: um problema de todos

1. Quando o crente é perseguido
  •                     Outros tipos de violência muito comuns e também terrivelmente destrutivas são as que não atingem o físico, mas sim o psicológico, e nós as enfrentamos diariamente:
    a)      Ofensas;
    b)      Zombaria;
    c)       Cobranças de espiritualidade;
    d)      Rejeição;
    e)      Desvalorização;
    f)       Acusações injustas;
    g)      Desmoralização em público;
    h)      Preconceito[7] e discriminação[8].
  •                      Há ainda as formas de violência causadas pela desestruturação política como, por exemplo:
    a)      O descaso com a saúde pública;
    b)      O aumento do desemprego;
    c)       A desvalorização do salário;
    d)      Excessivas cargas horárias de trabalho.
    e)      Os altos preços dos produtos essenciais;
    f)       As péssimas condições do transporte público;
    g)      O descaso com o sistema educacional;
    h)      O preconceito social.
  •          Esses tipos de agressão deixam traumas que, muitas vezes, podem ser irreversíveis e bastante prejudiciais no desenvolvimento mental da pessoa, prejudicando-a em sua vida social, profissional, familiar, amorosa, sexual e até espiritual.
  •          E esse tipo de violência com os seus traumas afetam também a nós; pois, como crentes, somos atacados de várias formas em todos os ambientes que frequentamos, porque a luz incomoda as trevas;
  •          Mas o que nos conforta é o fato de sabermos que as perseguições que sofremos por nossa fidelidade ao Senhor nos torna bem-aventurados e, de acordo com o que está escrito em Mateus 25:10-12, isso é, na verdade, motivo de alegria, porque grande é o nosso galardão nos céus;
  •          Porém, essa promessa é para quem resistir à fraqueza carnal que tende levar a pessoa ao ódio e ao desejo de vingança.
  •          O segredo da resistência não está em nossa própria força, mas na força que nos é dada por Deus quando buscamos nos refugiar nEle e ficamos firmes nos seus propósitos [Ef 6:10-13 – No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 12Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados[9], contra as potestades[10], contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes[11] espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.].
É quase impossível superar traumas
sem o apoio moral, psicológico e
material daqueles que estão por
perto; uma pessoa que foi vítima
de violência ou que perdeu alguém
que amava se sente só e necessita
de amparo. O que você tem feito
em favor do próximo?

2. A ação do bom samaritano

  •          Numa parábola contada por Jesus, um israelita foi assaltado e violentamente espancado chegando a ficar à beira da morte jogado na estrada; passaram por ele um levita[12] e um sacerdote[13]também israelitas – que o ignoraram; mas, passando um samaritano[14] e vendo-o o caído ali, o socorreu demonstrando ter mais amor do que aqueles que eram da sua própria pátria e religião;
  •          O levita e o sacerdote não se importaram com o seu sofrimento; quantas vezes já nos sentimos completamente abandonados pelos irmãos e pelos pastores de nossa igreja? Mas quando confiamos no Senhor, Ele providencia o socorro de onde menos esperamos.
  •          Os samaritanos eram odiados pelos judeus; isso nos ensina que devemos amar e fazer o bem não importa a quem.
  •          O “espírito de fariseu” tem invadido o coração de muitos crentes, e é isso que os impede de serem justificados e exaltados por Deus; para agradar ao Senhor é necessário fazer ao nosso próximo aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós [Lc 18:10-14 – Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu[15], e o outro, publicano[16]. 11O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 12Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 13O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 14Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.
Hb 13:1-3 – Permaneça o amor fraternal. 2Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos. 3Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.].
Muitos se dizem ser servos de Deus
esquecendo-se de que ser servo
significa servir, e que servir ao
necessitado é a mesma coisa que
servir a Deus

3. A Igreja deve denunciar a violência através de ações

  •          Ninguém está imune à violência, pois enquanto estivermos nessa terra estamos sujeitos a todas as adversidades dessa vida.
  •          O papel da Igreja, diante de tantas agressões e mortes que temos presenciado, além de orar, é acolher dando assistência dentro de suas possibilidades às vítimas e seus familiares.
  •          Nós, de um modo geral, além de intercessores, somos também “psicólogos espirituais”; o ensinamento e a aplicação da Palavra de Deus na vida dos que sofrem é a melhor e mais perfeita terapia porque as promessas divinas são infalíveis.
  •          Se os nossos púlpitos são usados para eleger políticos, não podemos nos esquecer que temos não só o direito, mas também a obrigação de cobrá-los para que algo seja feito na melhoria da segurança pública e de toda a assistência às vítimas dos mais diversos tipos de violência que assolam as comunidades urbanas.
  •          Nos tempos bíblicos, muitos homens perderam a vida em batalhas ou nas mãos de assaltantes durante viagens de negócios; e, desde o princípio, Jeová ordenou que o seu povo cuidasse dos familiares que não tinham com o que se sustentar; essa tarefa foi cumprida à risca também pela Igreja Primitiva. E nós, o que estamos fazendo em relação aos familiares de vítimas da violência [Tg 1:27 – A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.]?
A violência, não importa de que
forma seja cometida, deixa
profundas cicatrizes no coração e
na alma; para isso, só existe um
remédio: Jesus Cristo. Mas, para
achegar-se a Ele, muitas pessoas
precisam da ajuda de quem o
conhece ou tem mais intimidade
com Ele

Conclusão

  •          O mais importante para aqueles que já foram ou que estão sendo vítimas de alguma forma de violência é saber que Jesus os ama e não os desamparou;
  •          Essa é uma grande oportunidade para pregarmos o Evangelho, não fazendo extraordinárias promessas de livramento em troca de “sacrifícios”, mas pregando a salvação da alma, pois esse é o maior de todos os livramentos.
  •          Se conseguimos ter esperança em meio às aflições é porque uma grande promessa de Jesus já se cumpre em nossa vida: a presença do Consolador, o Espírito Santo.
  •          Aqueles que procurarem a justiça por meio da violência também serão vítimas dela; quando o livramento está dentro dos propósitos do Senhor, Ele tem poder para fazer isso sem que tenhamos que usar a nossa própria força; como servos fiéis, apenas cabe a nós estarmos sempre preparados para que se cumpra tudo aquilo o que tiver de acontecer conosco, mesmo que isso signifique o fim de nossa vida terrena [Mt 26:52-54 – Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. 53Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões[17] de anjos? 54Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?].
Jonas Martins Olímpio

Os traumas costumam gerar uma
terrível sensação de medo sem
motivo aparente. Isso pode
resultar em profunda depressão
e, ao longo do tempo, levar a
pessoa a loucura e até mesmo
ao suicídio. Cuidemos com mais
amor daqueles que não mais
acreditam que na sua vida
possa ainda haver esperança

[1]Violência: Qualidade ou caráter de violento. Ato ou efeito de violentar. Opressão, tirania: regime de violência. Constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém.

[2]Trauma: Desagradável experiência emocional de tal intensidade, que deixa uma marca duradoura na mente do indivíduo. Experiências traumáticas ocorridas na infância levam, às vezes, à manifestação de sintomas neuróticos posteriores.
[3]Cólera: Ódio, raiva, ira. Desejo de vingança.
[4]Lameque: (significa Abaixo; Pobre) A Bíblia menciona dois homens com esse nome: o pai de Noé (Gn 5:30,31); ele era filho de Matusalém, o homem que mais alcançou longevidade. O outro foi um perverso descendente de Caim (Gn 4:23).
[5]Dilúvio: De acordo com a Bíblia, foi uma grande inundação que cobriu toda a Terra há milhares de anos. Todas as coisas vivas (pessoas e animais) foram destruídas, exceto aquelas que foram escolhidas para entrar na arca que Noé havia construído (a família de Noé e um casal de cada animal). Esse acontecimento é narrado do capítulo sete ao nove de do livro de Gênesis.
[6]Resvalar: Escorregar.
[7]Preconceito: Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem. Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos.
[8]Discriminação: Ato de discriminar (classificar especificando; especificar. Tratar de modo preferencial, geralmente com prejuízo para uma das partes).
[9]Principado: Dignidade de príncipe. Território cujo governo pertence a um príncipe ou a uma princesa.
[10]Potestade: Potência, força, poder. A divindade suprema, segundo a religião. Potentado.
[11]Hoste: Tropa, exército beligerante, corpo de exército. Bando, chusma, multidão.
[12]Levita: Membro da tribo de Levi (um dos filhos de Jacó). Foi a tribo escolhida por Deus para cuidar dos trabalhos sagrados. Todos os sacerdotes também tinham que ser levitas. Os levitas serviam no santuário, ajudavam nos sacrifícios, carregavam a arca da aliança, ensinavam e tinham o direito de ser sustentados com os dízimos e as ofertas. Sua história e suas funções está registrada detalhadamente no livro de Levíticos.
[13]Sacerdote: No judaísmo, o sacerdócio é hereditário através da ascendência paterna. Estas famílias são da tribo dos Leviim (Levitas), e são tradicionalmente aceitos como os descendentes de Aarão. Em Êxodo 30:22-25 Deus ordena a Moisés que fizesse uma unção de óleo santo para consagrar os sacerdotes de todas as gerações que virão. Durante os tempos dos dois Templos judeus em Jerusalém, os levitas foram responsáveis por diários e especiais feriados judaicos, bem como oferendas e sacrifícios no templo conhecido como o Korban. o sacerdócio original termina com a morte e ressurreição de Jesus, especialmente com o rasgar do véu quando de Sua expiração na Cruz. O sacerdócio continua, analogamente, na pessoa de todos os crentes, que têm contato diretamente com Deus, mas não há mais necessidade da realização de sacrifícios de sangue.
[14]Samaritano: Pessoa nascida em Samaria (situada na montanha do oriente Médio, no antigo Reino de Israel, entre a Judéia e a Galiléia (atual território da Cisjordânia e de Israel). Os samaritanos pertenciam ao Reino de Judá que era rival das dez tribos do Reino do Norte.  Atualmente existem cerca de 700 samaritanos, eles não se consideram judeus e sim descendentes do antigo Reino de Israel). Israelitas e samaritanos não se davam por causa de diferenças de raça, religião e costumes (2º Rs 17:29; Jo 4:9).
[15]Fariseus: Separados. Judeus devotos ao Pentateuco. Participavam das reuniões legislativas da sinagoga. Formavam um grupo de fanáticos e hipócritas (o que não era o caso de todos, pois haviam exceções, como era o caso de Gamaliel que defendeu os apóstolos que estavam presos por pregarem a Palavra (At 5:34-38)) que se opuseram duramente contra Jesus Cristo. Segundo a história, nessa época, eles eram aproximadamente 6 mil pessoas.
[16]Publicanos: Cobradores de impostos do governo romano. Termo pejorativo que define homens que negociam desonestamente.
[17]Legião: Entre os romanos, corpo de tropa. (No tempo de César, a legião compreendia 6.000 homens, distribuídos em coortes, manípulos e centúrias.) Unidade de milícia comandada por um coronel, constituída de vários grupos ou grupamentos. Grande número de pessoas: uma legião de solicitadores. Legião estrangeira, tropa criada em 1831 na Argélia, constituída de voluntários, em sua maioria estrangeiros, a serviço da França. (Uma legião estrangeira espanhola, ou tercio, foi criada em 1920.). Na Bíblia, a palavra legião aparece duas vezes: referindo-se a grande número demônios (Lc 8:26-34) e de anjos (Mt 26:53).

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 4 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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