A Enfermidade na Vida do Crente

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 2 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

A salvação da alma é a
principal cura que devemos
buscar, e essa terapia
começa com o conhecimento
da Palavra de Deus
Texto Áureo
    O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama (Sl 41:3).
Verdade Prática
    Deus nem sempre cura as nossas enfermidades, mas concede-nos forças para que, mesmo no leito de dor, continuemos a glorificar o seu nome.
Leitura Bíblica em Classe
    Isaías 38:1-8 – Naqueles dias Ezequias[1] adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás. 2Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor. 3E disse: Ah! Senhor, peço-te, lembra-te agora, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo. 4Então veio a palavra do Senhor a Isaías, dizendo: 5Vai, e dize a Ezequias:
Assim diz o Senhor, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos. 6E livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria[2], a ti, e a esta cidade, e defenderei esta cidade. 7E isto te será da parte do Senhor como sinal de que o Senhor cumprirá esta palavra que falou. 8Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz[3]. Assim retrocedeu o sol os dez graus que já tinha declinado.
As enfermidades, assim como todas
as demais aflições da vida, podem
até nos fazer chorar, mas quando
depositamos toda nossa confiança
em Deus, o consolo que Ele nos dá
anestesia toda a dor interior
fazendo com que o incômodo da dor
exterior seja reduzida a ponto de
podermos glorificar o seu santo
nome e testificar de suas
maravilhas
Introdução
  •          Crente pode ficar doente?
  •          Será que doença é sempre sinal de pecado, ação demoníaca ou falta de fé?
  •          Muitos servos de Deus, desde os tempos bíblicos até hoje, sofreram, e alguns chegaram a morrer devido as enfermidades; será que eles estavam em pecado, endemoniados ou não tinham fé?
  •          Deus tem várias formas de agir e, para realizar seus propósitos, nem sempre Ele cura todos os enfermos;
  •          Há casos de pessoas fiéis que morreram sofrendo, e também casos de pessoas que receberam a cura milagrosamente, mas não se firmaram na presença do Senhor e morreram no pecado; quem teve a pior morte? Ele sabe o que faz!
  •          Muitos buscam a perfeição física aqui nesse mundo, mas nossos corpos só serão perfeitos quando finalmente estivermos em nossa morada lá no céu.
  •          A única forma de viver realmente bem, seja na alegria ou na dor, é confiando no Senhor, fazendo dEle a sua proteção [Sl 91:1,2- Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. 2Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.].
O pecado trouxe várias
consequências, e entre
elas as doenças; por
isso, não devemos
querer viver livres
dos problemas e sim
pedir a graça de Deus
para vencê-los
I – A origem das enfermidades
1. A Queda e as enfermidades
  •          A Bíblia desmente a Teologia da Saúde Perfeita mostrando diversos casos de servos fiéis ao Senhor que sofreram muito com enfermidades como, por exemplo: Jó, Eliseu, Paulo, Timóteo e muitos outros.
  •          O sofrimento do homem nunca foi o propósito de Deus, porém Ele acabou por permiti-lo devido o pecado ter alcançado a humanidade através da desobediência de Adão e Eva.
  •          Antes de isso acontecer, a primeira família usufruía de uma saúde absolutamente perfeita, e essa plena saúde era não somente física, mas, certamente, espiritual também.
  •          A Palavra de Deus é bem clara quanto ao valor do pecado: seu resultado é a morte! E essa morte inclui sofrimento, afastamento espiritual, dificuldades materiais, falta de paz e, é claro, destruição total do corpo físico que, de forma natural, não resiste muito além de setenta anos e, de forma não natural, não suporta nenhum tipo de violência que ultrapasse o limite de sua fragilidade e ações internas que combatam seu organismo, vindo a degenerá-lo.
  •          As doenças são consequência do pecado cometido desde o início da criação da humanidade, porém isso não significa que todas as pessoas que adoecem estejam sendo castigadas por seus pecados em particular.
  •          Não se pode julgar pela aparência, classificando cada problema com tendo o mesmo tipo de origem, porque as enfermidades podem ser provocadas pelas causas mais variadas, pois elas podem ser:
a)      Para glorificar o nome de Deus através (oportunidade para manifestar o poder divino por meio da cura);
b)      Provar a fé e a fidelidade do crente (mostrar aos incrédulos que devemos adorar ao Senhor em qualquer situação);
c)       Consequências do relaxo com o corpo (despreocupação com a saúde);
d)      Resultados de acidentes (todos nós estamos sujeitos a uma fatalidade);
e)      Agressões físicas (enquanto estamos nesse mundo, nenhum de nós está livre de ser vítima de um assalto, uma briga, um maníaco, uma bala perdida, uma abordagem feita por maus policiais, etc);
f)       Falta de vigilância (muitos até culpam o trabalho na Obra de Deus pelo desgaste);
g)      Falta de responsabilidade (prática de esportes perigosos pelo prazer da aventura, falta de manutenção no veículo, não utilização do cinto de segurança, construir casa em área de risco);
h)      Castigo de pecado (desagradar a Deus pode sim trazer conseqüências físicas, assim como também o uso de drogas, práticas sexuais ilícitas, operações desnecessárias em nome da vaidade);
i)        Ação demoníaca (os espíritos malignos são responsáveis por grande parte dos casos de doenças, mas na maioria das situações apenas agem de forma opressiva e não possessiva: sem a sua presença ser notada; por isso é importante estarmos constantemente na presença de Deus);
j)        Falta de fé (em muitos casos a cura não ocorre porque a pessoa busca a solução em todos os lugares, menos em Jesus; e há também situações em que mesmo estando firme aos pés do Senhor, em seu interior, a dúvida ou o complexo de culpa não lhe permite receber o milagre).
  •          Para entender e poder julgar a origem de cada caso é necessário ter discernimento espiritual; pois há casos que basta repreender em nome de Jesus e casos que se faz necessário um tratamento ou acompanhamento médico, sendo que em muitas situações a pessoa nunca seja curada.
  •          A morte – assim como as enfermidades que levam a ela -, entrou no mundo devido ao pecado do primeiro casal; mas isso não nos torna vítimas inocentes do erro de Adão e Eva, pois eles apenas “abriram o caminho”, mas, todos nós, quando conhecemos o pecado, nem sempre conseguimos resistir aos seus atrativos e também pecamos [Rm 5:12 – Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.].
Toda prova tem um propósito –
pois Deus não permite a
ninguém ser afligido pelo
sádico prazer de vê-lo
sofrer -, então cabe a nós
procurar saber o que o Senhor
requer de nós e, como bons
vasos, buscar sermos úteis
ao Oleiro
2. Provados pelas enfermidades
  •          Os “vendedores” da saúde perfeita pregam que não existe provação, mas em Tiago 1:12 está escrito: “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”; como será que eles podem explicar isso?
  •          É óbvio que doenças incomodam, principalmente quando causam limitações que impedem a realização das mais simples tarefas, mas isso não pode nos impedir de aprender a lidar com elas quando não alcançamos a cura.
  •          As enfermidades, na grande maioria das vezes, nos aproximam de Deus; não deveria ser assim, mas é no sofrimento que a maioria dos crentes ora mais e consagra sua vida com mais intensidade.
  •          Aquele que realmente é fiel não deixa o sofrimento do corpo abater o espírito.
  •          A maior fraqueza não é chorar, mas sim fingir ser forte e não buscar socorro aos pés de Jesus Cristo; pois é somente Ele quem pode curar ou consolar corações e corpos que sofrem com as limitações humanas.
  •          É muito fácil e confortável agradar o povo com belas mensagens de prosperidade e cura; porém – apesar que Deus realmente prospera e cura -, precisamos entender que Ele não é obrigado a atender às exigências, determinações e “profecias” humanas, e que por mais que sejamos fiéis à sua Palavra, o nosso fim pode não ser aquele que esperamos [2º Rs 13:14a – E Eliseu estava doente da sua doença de que morreu…].
Nem todas as enfermidades são
de origem maligna, mas o
inimigo se aproveita de todas
elas para tentar tirar do
homem a comunhão com Deus
3. Enfermidades de origem maligna
  •          As enfermidades de origem maligna, de fato, existem; e há vários casos relatados na Bíblia como, por exemplo: as crises temperamentais do rei Saul; um jovem que tinha um espírito mudo que o possuía com violência colocando-o em risco; uma mulher que andava, há dezoito anos, encurvada; e o endemoniado de Gadara[4].
  •          Mas não há porque temer o inimigo; para estar protegido contra ele basta ser fiel ao Senhor, pois Satanás não consegue agir sem sua permissão.
  •          De um modo geral, pode-se acreditar que as enfermidades de origem demoníaca são consequências do pecado, porém há exceções: Jó, por exemplo, não estava possesso, mas foi afligido por Satanás porque Deus estava provando sua fidelidade diante do inimigo.
  •          O apóstolo Paulo tinha um espinho na carne – provavelmente uma enfermidade -, sobre o qual ele afirma em 2ª Coríntios 12:6-10 que servia para conter o seu ego, impedindo o de se exaltar, e isso era obra de um mensageiro de Satanás; por três vezes ele já havia orado sobre isso e o Senhor o mandou contentar-se com a sua graça e, em decorrência disso, como um sábio servo de Deus, ele aprendeu a sentir prazer nas fraquezas. Mesmo doente, ele não deixou de cumprir a missão que lhe foi confiada [Gl 4:13 – E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne. 
Em outras traduções, está escrito:
E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física [RA – Revista e Atualizada].
Lembram por que foi que lhes anunciei pela primeira vez o evangelho? Foi porque eu estava doente. [NTLH – Nova tradução na Linguagem de hoje]].
As adversidades da vida,
por mais duras que sejam,
não são motivos para que
haja uma entrega total ao
sofrimento; qualquer
sintoma depressivo pode
ser prontamente combatido
com oração, Palavra e
consagração
II – As doenças da vida moderna
1. Depressão
  •          Existem dois tipos de depressão: a depressão mental e a depressão nervosa. A depressão mental é uma perturbação que atinge e mente e é caracterizada pela ansiedade e pela melancolia. A depressão nervosa é um estado patológico[5] de sofrimento psíquico caracterizada pelo abatimento do sentimento de valor pessoal, por pessimismo e grande desinteresse pela vida. Depressão é um estado de grande tristeza, geralmente causado por falta de amor, atenção e compreensão, provocando na pessoa um forte sentimento de inferioridade e até desespero; ela pode levar ao suicídio.
  •          Depressão não deve ser confundida com tristeza, pois a tristeza é apenas um de seus sintomas.
  •          Jeremias e Neemias também enfrentaram a tristeza a ponto de chorar, mas chegaram a essa situação por amor quando viram a situação deplorável do povo, e não caíram em depressão. Jesus também chorou diante da morte de Lázaro; essa é a prova de que a tristeza é algo momentâneo e não pode ser confundida com depressão.
  •          A tristeza é um estado momentâneo, a depressão é uma doença.
  •          Atualmente, a depressão é considerada pelos especialistas como a doença do século, pois ela atinge milhões de pessoas.
  •          A Bíblia mostra vários servos de Deus enfrentando situações depressivas, como foi no caso de Elias e Jonas que desejaram a morte, e, entre outros, de Davi, o qual vemos lamentar amargamente em vários Salmos, as aflições que teve que passar.
  •          Apesar disso, embora muitas pessoas não concordem, a depressão não consegue dominar aqueles que estão seguramente firmes na presença do Senhor.
  •          Apesar de ser um problema grave, a depressão tem cura; porém, melhor do que depender de tratamentos psicológicos e drogas calmantes é apegar-se a Deus para ter de volta a alegria de viver e disposição para viver.
  •          Uma da causas da depressão são as perdas materiais; por isso, a Bíblia nos ensina a não nos apegarmos ao materialismo e a procurarmos viver de uma forma saudável [Ec 5:9-17 – O proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo. 10O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isso é vaidade. 11Onde a fazenda[6] se multiplica, aí se multiplicam também os que a comem; que mais proveito, pois, têm os seus donos do que a verem com os seus olhos? 12Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir. 13Há mal que vi debaixo do sol e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o próprio dano. 14Porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má aventura; e, havendo algum filho, nada fica na sua mão. 15Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. 16Também isto é um mal que causa enfermidades: que, infalivelmente, como veio, assim ele vai; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento, 17e de haver comido todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, e enfermidades, e cruel furor?].
A correria da nossa vida cotidiana
tende a nos levar a um nível tão
alto de estresse que, se não nos
cuidarmos, corremos o risco de, a
qualquer momento, cairmos em
desespero ou termos algum tipo de
reação violenta; por isso é de
extrema necessidade estarmos sempre
bem munidos espiritualmente
2. Síndrome[7] do pânico
  •          A síndrome do pânico é um pavor repentino e incontrolável: a pessoa se desespera sem nenhum motivo e é capaz de atitudes inesperadas.
  •          Se esse ataque não for freqüente em uma pessoa, não é considerado como doença, mas como distúrbio decorrente de outro transtorno mental.
  •          Seus sintomas mais comuns são taquicardia (aumento da freqüência cardíaca), sudorese (transpiração excessiva), aumento da pressão arterial (pressão alta) e tontura.
  •          É importante deixar claro que não se deve confundir ataques da síndrome do pânico com manifestações de possessão demoníaca, como ocorre nos casos de ataques epilépticos.
  •          Essa síndrome pode ser controlada com medicação e psicoterapia; porém, não ignorando a eficácia dos tratamentos médicos, a cura está na oração e na biblioterapia [Ef 6:17,18 – Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,].
A mente humana é igual a um HD
de computador: por mais potente
que seja, é extremamente frágil;
por isso devemos cuidar para que
essa importante ferramenta do
nosso corpo que serve para nos
manter livres acabe nos
colocando numa prisão
3. As doenças psicossomáticas
  •          As doenças psicossomáticas são aquelas que se manifestam em decorrência de problemas emocionais que se transformam em doenças físicas.
  •          Quando os problemas psicológicos não são resolvidos ou controlados, inevitavelmente, acabam se transformando em enfermidades que debilitam o corpo.
  •          Veja alguns exemplos do que ocorre com uma pessoa que tem a mente perturbada:
a)      Não se alimenta bem e passa a ter problemas de estômago;
b)      A excessiva preocupação com várias coisas não a deixa dormir;
c)       O medo de perdas a faz trabalhar ou estudar exaustivamente causando fadiga;
d)      Na tentativa de se esquecer de suas tristezas, ela se entrega a ações ou exercícios exagerados podendo se machucar ou contrair várias dores pelo corpo;
e)      O aumento do estresse, além de vários outros incômodos, a leva a ter constantes dores de cabeça, tontura, tremedeira, raiva, impaciência e nervosismo.
  •          Apegar-se a Deus é a única saída para o ser humano não ser dominado a ponto de não poder suportar os problemas que atingem sua mente [Is 26:3,4 – Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. 4Confiai no Senhor perpetuamente; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.]?
Não adianta se esconder ou procurar
um culpado para os seus problemas;
o melhor realmente é assumir a
situação e enfrentá-la dignamente
para que o resultado final não seja
ainda pior
III – O que fazer diante da dor e sofrimento
1. Não culpar ou questionar a Deus
  •          A tendência de muitas pessoas, na hora do sofrimento, é murmurar e até duvidar do amor de Deus.
  •          A murmuração[8] não é um pecado mortal, mas desagrada muito ao Senhor; porém, o pior mesmo é blasfemar[9] de seu nome. Jó murmurou, só que não blasfemou.
  •          O rei Ezequias, com sua enfermidade mortal, clamou ao Senhor com grande amargura lembrando sua vida de retidão e assim alcançou sua misericórdia; porém, conforme vemos em Isaías 39:1-8, foi nesse tempo a mais de vida que ele cometeu o seu pior erro: mostrou os tesouros e as armas do seu reino ao mensageiro do rei da Babilônia[10], ato esse que ocasionou a escravidão do seu povo que foi levado para o território babilônico.
  •          O fato de na atender a todos os nossos pedidos não nos dá o direito de acusar a Deus de omissão de socorro, pois o seu conhecimento está muito acima do nosso e Ele perfeitamente sabe o que é melhor para nós e só quer o nosso bem [Rm 8:28 – Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.].
Confiar é muito mais do que acreditar
na bondade e na misericórdia de Deus;
confiar é depender e obedecer sem se
importar com o quanto isso pareça ser
difícil ou até mesmo doloroso
2. Confiar em meio à dor
  •          O sofrimento serve para provar a nós mesmos o quanto confiamos em Deus.
  •          Se não houvesse nenhum tipo de aflição, dificilmente o homem admitiria que é dependente do Criador.
  •          Por mais que o medo nos afronte, devemos confiar que a vontade divina é o fator determinante em relação àquilo que é o melhor para nós.
  •          Aqueles que realmente confiam em Deus sabem que até mesmo a sua morte é uma vitória [Pr 14:32 – Pela sua malícia, será lançado fora o ímpio, mas o justo até na sua morte tem esperança.].
Esperar por um milagre, muitas
vezes, requer paciência e
perseverança; pois o Senhor não
nos dá tudo conforme queremos,
mas sim conforme necessitamos
3. À espera de um milagre
  •          Os mesmos milagres operados pelo Senhor no passado continuam sendo válidos para os dias atuais; porém, acima de nossa fé, o que determina se eles vão acontecer ou não é a soberana vontade divina.
  •          É impossível para nós entendermos as maneiras de Deus agir: em alguns casos, o milagre é instantâneo; em outros, leva um tempo acima do imaginado; e, em muitos casos, ele nem acontece.
  •          O milagre nem sempre consiste na cura, mas sim no consolo e na resistência dada por Deus para o crente enfermo permanecer firme até alcançar a solução do problema ou, finalmente, partir desse mundo cruel para o seu tão esperado Lar Celestial.
  •          Quem tem a sua esperança focada em Deus, acima do livramento físico, pede livramento do pecado [Sl 39:7,8a – Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti. 8Livra-me de todas as minhas transgressões…].
As enfermidades, na maioria dos
casos, parecem ser um fardo mais
pesado do que aguentamos
carregar; mas a Palavra de Deus
nos garante que Ele não nos
permite acontecer nada que não
possamos suportar
Conclusão
  •          A saúde com a qual mais devemos nos preocupar realmente é a espiritual, pois dela depende a decisão de onde passaremos a eternidade.
  •          O Senhor jamais nos abandona; quando pensamos que estamos entregues ao sofrimento, na verdade, nossa sensibilidade está sendo despertada para que tenhamos maior intimidade com Ele.
  •          Os adeptos da Teologia da Saúde Perfeita enfatizam as curas relatadas na Bíblia, mas não fazem questão de dizer que nem todos foram curados e que, até mesmo os que receberam grandiosos milagres, de uma forma ou de outra, um dia vieram a sofrer e morrer; além disso, procuram esconder também o fato de que muitos crentes fiéis que estão em suas igrejas, mesmo pagando todos os seus votos em dia, continuam vivendo em grande pobreza e enfrentando enfermidades a muito tempo.
  •          Testificar o poder de Deus não significa simplesmente contar maravilhosos testemunhos de milagres ou de conquistas, mas sim mostrar ao ímpio a força que Ele nos dá diariamente para resistirmos as aflições da vida [2ª Co 4:11 – E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.].
Jonas M. Olímpio

O relógio de acaz é uma das formas
mais primitivas já inventadas pelo
homem para se ver as horas; isso
mostra que o homem, desde a
antiguidade já era preocupado em
saber as medidas do tempo. Mas,
espiritualmente falando, o mais
importante não é saber o tempo em
que cada coisa vai acontecer, mas
sim se o seu resultado será
benéfico ou não; e isso depende de
nossas atitudes
[1]Ezequias: Em hebraico, seu nome significa “Jeová Fortalece”. Foi o 13º rei de Judá; reinou de 715 a 686aC. Foi fiel a Deus, e quando teve uma enfermidade que o levaria a morte, clamou ao Senhor e recebeu mais quinze anos de vida. Também orou a Deus quando a Assíria cercou Jerusalém e o povo foi salvo. Cometeu um gravíssimo erro ao mostrar aos mensageiros da Babilônia os tesouros e as armas de Judá, facilitando a invasão dos soldados babilônicos futuramente. Viveu na época do profeta Isaías; sua história está registrada em 2º Reis 18:3-6, 2º Crônicas 30:6-9 e Isaías 38:1.
[2]Assíria: Significa “Plano”. País localizado na Mesopotâmia. Suas capitais foram Assur, Calá e Nínive. Sua população era semita. Em várias ocasiões os assírios guerrearam contra o povo de Deus  (2º Rs 15:19,29; 16:7). Em 721 a.C. os assírios acabaram com o Reino do Norte, tomando Samaria, sua capital  (2º Rs 17:6). Os medos e os babilônios derrotaram a Assíria, tomando Nínive em 612 a.C. A Assíria é mencionada várias vezes nos livros proféticos: (Is 10:5-34, 14:24-27, 19:23-25 20:1-6, 30:27-33; Ez 23:1-31; Os 5:13; Na 1:1-15; Sf 2:13-15).
[3]Relógio de Acaz: Relógio de sol. Marcador de horas pela sombra que uma barra projeta sobre um mostrador desenhado no chão (2º Rs 20:11). Esse relógio havia sido construído por ordem do rei Acaz, o antecessor do rei Ezequias.
[4]Gadara: Uma das cidades da Decápolis, onde Jesus curou dois endemoninhados (Mt 8:28). Nesse incidente aparecem outros nomes: na tradução RC “gergesenos” (Mt 8:28) e “gerasenos” na versão RA (Mc 5:1; Lc 8:26). Essas três palavras se referem ao local onde o milagre se realizou. Provavelmente Gergesa era o nome de uma vila; Gadara era a cidade mais próxima; e Gerasa era a cidade mais importante da região. Quem nascia em Gadara era chamado de gadareno.
[5]Patológico: Relativo à patologia (ciência que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças. História particular de cada doença. Define os termos, fixa-lhes as significações, determina as leis dos fenômenos mórbidos, investiga e classifica as causas, os processos, os sintomas, etc).
[6]Fazenda: Riquezas e bens.
[7]Síndrome: Também chamado síndroma ou síndromo é o grupo ou agregado de sinais e sintomas associados a uma mesma patologia e que em seu conjunto definem o diagnóstico e o quadro clínico de uma condição médica. Ou seja, síndrome não é doença, é uma condição médica. Em geral são sintomas e/ou sinais de causa desconhecida ou em estudo ou conhecida posteriormente que são classificados geralmente com o nome do cientista que o descreveu ou o nome que o cientista lhes atribuir. Uma síndrome não caracteriza necessariamente uma só doença, mas um grupo de doenças da mesma patologia ou da mesma condição médica. Entre as síndromes mais conhecidas estão a síndrome de Down, a síndrome do pânico, a síndrome de Estocolmo e a síndrome de Cri du Chat (síndrome do miado de gato).
[8]Murmuração: Ato de murmurar. Censurar ou reclamar.
[9]Blasfemar: Dizer palavras ofensivas, isto é, blasfêmias, contra Deus ou contra qualquer coisa sagrada (Ap 16:11). Também está blasfemando quem diz ter direitos ou poderes que pertencem somente a Deus (Mt 9:3).
[10]Babilônia: Foi uma cidade-estado acadiana, fundada em 1867 a.C. por uma dinastia amorita, na antiga Mesopotâmia, cujas ruínas são encontradas na atual cidade de Al Hillah, na província Babil, atual Iraque, cerca de 85 km ao sul de Bagdá. A Babilônia, juntamente com a Assíria, ao norte, foi uma das duas nações acadianas que evoluíram após o colapso do Império Acadiano, embora raramente tenham sido governadas por acádios nativos. Recursos históricos disponíveis sugerem que a Babilônia foi primeiro uma pequena cidade que havia aparecido no fim do 3º milênio a.C. A cidade floresceu e alcançou a independência, com a ascensão da Primeira Dinastia Amorita da Babilônia, em 1894 a.C. O grande Império babilônico predominou no mundo antigo de 612 a 539aC.; Os arameus, assírios e os caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O Rei assírio Assurbanípal venceu a luta em 648 a.C., e foi sucedido por Nabucodonosor II. Babilônia hoje é o local onde está situado o Iraque. Biblicamente, ela é um símbolo de opressão ao povo judeu; no Apocalipse, ela simboliza o lugar de onde o AntiCristo governará a terra por um período de sete anos.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 – Lição 2 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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