A lojinha pirata de Satanás

A função do inimigo é enganar,
principalmente os cristãos, que
são os que mais têm comprado
gato por lebre levados pela
ilusão de vários falsos
evangelhos que estão sendo
comercializados por aí

    Ainda no primeiro século da era cristã, há poucos anos após a crucificação de Cristo, o cristianismo já apresentava sinais de crise. A coisa estava tão séria que chegou ao ponto de o Senhor Jesus precisar enviar cartas para algumas de suas igrejas que estavam na Ásia. Então, através do apóstolo João – que na época se encontrava preso na ilha de Patmos -, as mensagens foram escritas e enviadas a sete pastores, dos quais seis foram repreendidos por motivos diversos, e um desses nos chama a atenção de uma forma especial, porque o negócio na sua igreja estava tão feio que eles não mereceram nenhum elogiozinho sequer: trata-se da rebelde igreja da cidade de Laodiceia. E sabe qual era a razão do problema deles? Eles estavam comprando produtos falsificados na lojinha pirata de Satanás! Isso mesmo! E foi por esse motivo que em um trecho da carta, Jesus diz o seguinte: “Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar.”

O ouro refinado no fogo está livre
de qualquer impureza e pronto para
ser transformado naquilo que o seu
comprador deseja. Ele representa
tudo aquilo que tem alto valor; que
tipo de ouro você tem levado para
dentro de sua casa?

    Sabe o que Ele queria dizer com essas palavras? “Acordem! O ouro que vocês compram é falso; as roupas que vocês pagam tão caro está suja e rasgada; e o colírio que vocês usam está cegando os seus olhos!“; em outras palavras, Ele poderia ainda dizer: “Esse camelozinho do inferno está enganando vocês!“. Será que eu estou exagerando? Laodiceia era uma cidade riquíssima, chegando a ser uma das mais importantes da época: havia alí uma grande movimentação financeira devido à comercialização de metais preciosos, à produção têxtil e ainda à fabricação de colírios em sua indústria farmacêutica. Esse desenvolvimento econômico proporcionava uma satisfatória situação financeira aos seus cidadãos, inclusive aos cristãos. Era bênção de Deus, certo? Ok! Mas estava sendo usada de forma errada! Pois quando deixamos de usar aquilo que conquistamos para glorificar o nome do Senhor, isso deixa de ser bênção para ser maldição!

Vestes brancas só podem ser
usadas por pessoas que estejam
limpas; pois se uma pessoa que
não está devidamente lavada
tentar disfarçar sua imundície
numa roupa limpa, será
denuciada pelo mal cheiro de
seu corpo. Assim é o pecador:
não adianta se disfarçar com
as vestes aparentes do inimigo,
pois o pecado fede e não
deixa enganar por muito tempo

    Materialmente eles eram ricos, mas espiritualmente eram miseravelmente pobres; e sabe o que é pior? Não sabiam disso! Essa pobreza era causada por eles próprios, por terem cedido aos enganos do inimigo: eles supervalorizavam o ouro, mas não tinham a verdadeira riqueza, pois não buscavam com zelo fazer o melhor para a Obra do Senhor; desfilavam com belas roupas, mas espiritualmente estavam com vestes manchadas e rasgadas, pois seu testemunho não condizia com aquilo que a Palavra ensina; confiavam no seu colírio, mas estavam completamente cegos, pois não enxergavam a astúcia do enganador a sua volta e pensavam que pelo fato de serem abençoados materialmente estava tudo bem. O Senhor estava lhes oferecendo mercadoria de primeira: ouro refinado, vestes brancas e o verdadeiro colírio, ou seja: Ele estava lhes dando a oportunidade de alcançarem valor diante do Pai, santidade e testemunho em seu modo de viver e discernimento para não perderem sua salvação em troca de coisas passageiras.

Os colírios auxiliam pessoas com
dificuldades visuais, mas se o
colírio for de baixa qualidade,
certamente agravará a situação;
muitos crentes não têm mais
visão espiritual porque não tem
se preocupado com a qualidade
daquilo que estão colocando
diante de seus olhos

    Um outro detalhe interessante é que o grande Mestre é um vendedor bem educado e sabe abordar respeitosamente os clientes, pois antes de oferecer a mercadoria, Ele disse o seguinte: “Dou-lhe este conselho…“; Jesus não obriga ninguém a nada, pois em sua vitrine só há coisas de valor que não precisam de muita propaganda; quanto ao preço, é acessível a quem estiver disposto a pagar: obediência, adoração, amor, santificação… nada que esteja fora de nosso alcance; mas ainda assim tem muita gente que acha isso caro demais e prefere comprar na banquinha pirata do concorrente: aquele vendedorzinho de quinta categoria que não sabe respeitar o consumidor e o aborda aos berros, tentando forçá-lo a entrar em sua espelunca. E sabe por que algumas pessoas se deixam levar? Porque lá é mais barato: ele, aparentemente, não faz nenhuma exigência, parcela em suaves prestações e ainda entrega em domicílio; porém, seus clientes, que geralmente são muito ingênuos, não percebem os altos juros embutidos nesse crediário, não pedem certificado de garantia e nem percebem que seu produto não tem selo de qualidade.

Não se iluda com aparências;
peça a Deus discernimento
espiritual, que é o único
selo de garantia de qualidade
que jamais permitirá que você
seja enganado pelos
vendedores de evangelhos
piratas que querem
comercializar a sua alma

    Assim é negociar com Satanás: os prazeres momentâneos do pecado saem muito caros no futuro; pois ele proporciona algumas alegrias, mas não pode garantir a salvação; e a felicidade de quem vive no pecado, além de passageira, é vazia, porque a pessoa sorrí por fora, enquanto que por dentro seu coração está chorando. Agora, quando Jesus está no negócio, a coisa é muito diferente: o que Ele tem a nos oferecer, nos é dado pela sua graça; a garantia que temos é que ele mesmo pagou o alto preço com o seu próprio sangue; e a qualidade de suas bênçãos é certificada pelo selo do Espírito Santo. Ah! Se o povo de Laodicéia soubesse disso… Mas nós sabemos! E que tal corrermos antes que a Grande Loja se feche, para comprarmos logo o ouro de imenso valor que nunca se acaba, as vestes que não só nos cobrem, mas que também nos servem como armadura contra os ataques do maligno e o verdadeiro colírio para que possamos enxergar tudo aquilo que possa nos afastar da presença do Senhor? Mas não perca tempo, porque a promoção é por tempo limitado e aos que a perderem só restarão mesmo as bugigangas de última categoria da lojinha pirata de Satanás!

Jonas M. Olímpio

   

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