Qual é a importância da Santa Ceia?

Participar da Santa Ceia é muito
mais do que comer e beber; ceiar
significa tomar parte do
sacrifício que Jesus fez na cruz,
pois ela representa o seu corpo
e o seu sangue

    Muitas pessoas têm encarado o ato da Santa Ceia[1] como uma simples reunião que expressa a comunhão entre os membros da igreja, ou seja: só mais um culto entre tantos outros trabalhos que fazem parte da rotina ministerial. Mas, a Santa Ceia do Senhor é muito mais do que isso, porque, além da comunhão entre os irmãos, ela também é um memorial[2] da morte de Cristo, um ato sagrado e uma ordenança divina. Quando comemos do pão e tomamos do cálice estamos participando do Corpo e do Sangue de Cristo, relembrando seu vicário[3] sacrifício por nós, participando de uma celebração sagrada que merece total respeito e reverência, obedecendo a vontade do próprio Senhor Jesus que disse que deveríamos fazer isso em memória dEle e, logicamente, demonstrando que estamos unidos na mesma fé e no mesmo sentimento dos nossos irmãos que estão ceando conosco. Antes de prosseguirmos com esse estudo, pare um pouco para refletir e responda para você mesmo: “Qual é a importância que eu tenho dado para a Santa Ceia?

Pessoas em volta de uma mesa
significa união, e união
significa amor; essa é a
principal mensagem de Jesus
através da instituição da
Santa Ceia: pregar o amor
através da lembrança de seu
ato de sacrifício feito por
amor à humanidade


    Para entender melhor esse tão importante e delicado assunto, vamos analisar alguns detalhes da última Ceia de Jesus com os seus discípulos, conforme está relatado em Mateus 26:26-28: 26Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. 28Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento[4], que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Nessa ocasião, mesmo sabendo que estava muito próximo de ser crucificado, Jesus se preparava para comemorar a páscoa[5] com os seus discípulos. A páscoa é uma importantíssima festa para os judeus por representar sua libertação do Egito. Porém, comemorando-a, Jesus estava não simplesmente cumprindo mais uma tradição de seu povo, mas sim instituindo, a partir daí, mais um processo de libertação: a passagem da lei[6] para a graça[7]. A páscoa, para Israel é uma ação de graças[8] pela sua liberdade, e a Santa Ceia para nós é um ato de agradecimento pelo sacrifício de Cristo na cruz que proporcionou a nossa libertação. Um servo do Senhor não pode ser autêntico se não compreender e levar a sério o significado da Santa Ceia, o qual o nosso Mestre deixou bem claro nessa passagem:

Mt 26:26Eles estavam comendo, isso significa que estavam unidos numa reunião; Jesus abençoou o pão e o partiu entre eles: isso consiste num ato de agradecimento pelo sustento divino e compartilhamento da bênção. Aprendemos aí que participar do memorial do sacrifício de Cristo representa união e amor ao próximo, desde que esse ajuntamento seja feito com reverência[9] (1ª Co 11:17-22[10]).
Mt 26:27Pegando o cálice, e mais uma vez agradecendo, Ele ordenou que todos o bebessem. Esse cálice continha vinho, e assim como o pão simboliza o seu corpo, o vinho simboliza o seu sangue. Um corpo sem sangue não teria vida; portanto, podemos ainda entender que tomando do corpo e também do sangue significa que não somente fazemos parte, mas que também vivemos ativamente como membros da Igreja; esses dois elementos são indispensáveis no ato da Santa Ceia (1ª Co 10:16,17).
Mt 26:28No Antigo Testamento, o sangue derramado de animais era trazido para o santuário pelo sacerdote[11] como oferta pelo pecado. No Novo Testamento, Jesus Cristo, sendo o perfeito Sumo Sacerdote[12] por não ter pecado, fez, de forma definitiva, o perfeito sacrifício; o qual teve seu sangue derramado por muitos, os quais não eram sacerdotes, mas sim pecadores os que o mataram, representando assim o fato de que aquele que permanece no pecado é culpado pelo sangue de Cristo, que morreu por amar exatamente os pecadores; é necessário participar desse ato com mais absoluto temor, reverência, sinceridade, consciência e santificação porque o nosso Senhor não aceita dividir sua glória com ninguém (1ª Co 10:21-23[13]).
A Páscoa lembra a libertação dos
judeus, tendo também como
símbolo o sangue do cordeiro, o
qual era colocado na porta como
sinal para que o primogênito da
família não fosse morto; a Ceia
tem como símbolo o sangue do
Cordeiro Imaculado, o qual
derramou seu sangue sobre o
madeiro para que nós tenhamos
uma oportunidade de não sermos
destruídos pelo pecado

    Na primeira epístola que escreveu aos coríntios, o apóstolo[14] Paulo dá um ensinamento mais detalhado sobre a importância e a condição para se participar da Ceia do Senhor, vejamos os seus principais pontos e quais as principais lições sobre os princípios cristãos que aprendemos com ela:

  • (1ª Co 11:23) Foi naquela noite que Judas[15] traiu Jesus, mas saber que estava sendo traído não diminuiu seu amor pelos pecadores; nada podia impedir seu propósito. O que temos aí é uma grande lição de determinação, amor, compreensão e perdão, que são as principais características dos princípios cristãos; pois, se Ele quisesse, poderia ter impedido a traição, se vingado de Judas, destruído seus inimigos e se livrado de todo aquele sofrimento, mas se tivesse feito isso, estaria desistindo do grande propósito do plano de salvação da humanidade. A Santa Ceia nos ensina que devemos persistir em analisar se estamos cumprindo os propósitos de Deus em nossa vida (Sl 26:2[16]).
  • (1ª Co 11:24) Gratidão e compartilhamento sempre estiveram entre as principais características de Jesus. Mesmo sabendo da grande agonia que passaria pelas próximas horas, Ele se manteve firme até o fim, cumprindo na prática tudo aquilo que ensinava. Essas são algumas das qualidades que sempre deverão ser lembradas juntamente com o seu sacrifício, cada vez que cearmos em memória dEle. O pão sempre foi um dos principais alimentos para os judeus, reparti-lo entre seus seguidores dizendo ser o seu corpo significa que aqueles que o comem estão se alimentando espiritualmente. A prática da Santa Ceia em memória dEle tem como objetivo não permitir que seus servos jamais se esqueçam de seu sacrifício por eles (Jo 6:48-54[17] [18]).
  • (1ª Co 11:25) Depois de comerem o pão, semelhantemente também agradeceu pelo vinho e o repartiu dizendo que aquele cálice era o Novo Testamento no seu sangue, ou seja: isso representa o novo pacto que foi feito por Deus com o seu povo por meio do sangue do seu filho que seria derramado na cruz. Naquele tempo, os pactos costumavam ser concluídos através do sacrifício de animais, e nesse ato havia derramamento de sangue; no Antigo Testamento, derramar sangue como sacrifício simbolizava dar a vida daquele ser que foi sacrificado pela vida da pessoa por quem está sendo oferecido o sacrifício. Mas por que o sangue? O sangue é um líquido puro e serve como uma espécie de lubrificante dentro do corpo; sem ele, os membros não têm vida. Quando tomam o cálice da Santa Ceia, os servos de Deus estão reconhecendo que aceitaram o sacrifício de Cristo e, de certa forma, “renovando” o compromisso que firmaram com Ele quando se converteram ao Evangelho, reconhecendo também publicamente que morreram para o mundo e agora vivem por Ele e para Ele (Jo 6:55-57).
  • (1ª Co 11:26) O mundo tem vários memoriais de seus personagens famosos que são “imortalizados” através de estátuas, quadros, objetos e construções, os quais mantém viva a sua memória; da mesma forma, o Filho de Deus instituiu a Santa Ceia para que seu sacrifício fosse lembrado por todas as gerações futuras, e ela tem um significado a mais que vai muito além dos memoriais humanos: ela serve não só para lembrar que Ele existiu, mas torna aqueles que participam dela como parte de sua existência, ou seja: não somos meros espectadores, somos parte do Corpo de Cristo cada vez que anunciamos sua morte. E manter viva a sua memória é também uma forma de ganharmos almas, mostrando aos pecadores o que o nosso Salvador fez por eles e como transformou a nossa vida, para que tenham uma oportunidade de não serem confundidos com as enganações do maligno (1ª Jo 2:28).
  • (1ª Co 11:27) Participar da Ceia indignamente é praticar um ato sagrado sem estar vivendo de acordo com a vontade de Deus; os sacerdotes que entravam no santuário em pecado eram punidos severamente com a morte, pois deveriam se purificar e se santificar antes de oferecerem algo ao Senhor, pois eles estavam mexendo com o sangue dos sacrifícios que serviam para perdoar pecados e estavam diante de Deus; e como Ele é puro, aquele ritual exigia pureza. Tomar a Ceia estando em pecado é o mesmo que dizer: “Senhor, eu sei que tu morrestes para perdoar meus pecados, mas para mim sua morte foi em vão porque eu continuo pecando conscientemente”. Na época da lei mosaica[19], qualquer culpado de sangue, quer fosse o assassino ou o mandante do assassinato de um inocente, era punido com a morte; agora, na época da graça, a morte dos culpados pelo sangue de Cristo pode representar várias outras coisas, incluindo a pior de todas: a morte eterna, a qual é destinada àqueles que se deixam ser usados por Satanás (Jo 13:21-27[20] [21]).
  • (1ª Co 11:28) Antes de se achar no direito de tocar no Corpo de Cristo para tomá-lo, é necessário um completo e detalhado autoexame de sua saúde espiritual. É importante observar que aí ele diz: “Examine-se o homem a si mesmo.”; ele não está falando para a Igreja ou a sua liderança examinar uns aos outros, mas sim para cada pessoa se julgar se está com sua vida espiritual em ordem ou não. Pois somente quem sabe de sua situação interior, além de Deus, é você mesmo. Nossa consciência é uma balança que pesa as consequências de nossos atos, permitindo-nos saber se teremos condições de suportar o peso daquilo que queremos fazer; desrespeitar esse parâmetro significa errar conscientemente e, a partir daí, somos responsáveis pelas nossas decisões e, por isso, não temos desculpas para justificar nossos pecados. Tomar a Santa Ceia indignamente, para um conhecedor da Palavra, é o mesmo que cometer um crime conhecendo a lei: mesmo que a vítima o perdoe, ainda terá que arcar com as penalidades legais. Espiritualmente falando, a melhor coisa a fazer, se estiver em pecado, é admitir seu erro, consertá-lo e, só assim, tomar parte daquilo que é sagrado (Mt 6:24[22]).
  • (1ª Co 11:29) Na Igreja de Corinto[23] havia um grave problema que era a mistura das coisas sagradas com as coisas profanas[24]; pois pessoas que participavam de rituais dedicados aos ídolos mundanos estavam no meio do povo de Deus participando daquilo que é santo. Tratava-se de pessoas sem compromisso com os princípios cristãos, mas que acreditavam estar agradando verdadeiramente ao Senhor. Isso é falta de discernir o Corpo de Cristo, ou seja: falta de entender o significado do seu sacrifício e da celebração em sua memória, achando que as coisas sacrificadas aos demônios – que eles tinham como ídolos – tivessem o mesmo valor que as coisas santas e pudessem ser misturadas à elas; queriam participar do culto pagão[25] e do culto cristão ao mesmo tempo: isso é falta de discernimento ou, simplesmente, falta de saber diferenciar entre o que é puro e o que é impuro. Esse culto irracional é tão prejudicial que leva à condenação de quem o pratica; por isso, tenhamos cuidado em não contaminar o santo com o profano porque Deus não aceita sacrifícios impuros e pune aqueles que os oferecem (Rm 2:5-9[26] [27]).
  • (1ª Co 11:30) Por participar da Ceia indignamente, muitos estavam fracos e doentes, e muitos já dormiam, ou seja: já haviam morrido. Não é nenhum exagero interpretar esse texto de forma literal, pois se Ananias e Safira foram mortos simplesmente por mentirem ao servo do Senhor, por que crentes negligentes não poderiam ficar fracos e doentes, chegando até mesmo a morrer literalmente? Hoje, devido a imensa graça de nosso Salvador, vemos essas palavras se cumprirem de uma forma um pouco mais branda: podemos entender que fracos são aqueles que caminham com grande dificuldade espiritual; doentes são os que estão gravemente contaminados pelo pecado; e mortos são os membros que, mesmo estando ainda no meio da igreja, já se entregaram totalmente ao mundanismo e não têm – e muitos nem se esforçam para ter – condições para resistir às armadilhas do inimigo. Essas três classes de doentes espirituais – fracos, doentes e mortos – representam três diferentes estágios pelos quais passam aqueles que, conscientemente, participam da Mesa do Senhor de forma indigna, não valorizando devidamente a importância desse ato (Sl 38:4-6[28]).
  • (1ª Co 11:31) Julgar-se a si mesmo é algo muito mais complexo do que parece: trata-se de olhar para si próprio e, ao invés de ficar admirando apenas suas boas qualidades, procurar enxergar seus defeitos na intenção de corrigir seus erros; engolir o orgulho e pedir perdão em vez de persistir na arrogância de seu próprio ego; voltar atrás não se importando com o que pensam os outros, mas se preocupando em agradar ao Senhor; não se julgar infalível, mas admitir suas fraquezas e buscar sempre orientação para consertar suas falhas. Quem corrige a si mesmo evita a desagradável situação de ser corrigido pelas demais pessoas. É claro que não se pode negar que, na realidade, independentemente de estarmos certos ou errados, sempre haverá alguém, desprovido do Espírito Santo e com a língua afiada pelo Diabo, disposto a nos julgar; mas, estando nós com a consciência tranquila, não temos o que temer, porque a injustiça desse mundo nada pode contra a justiça de Deus. Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus; porém, os que não andam em seu estreito caminho estão a mercê[29] da impiedosa justiça humana que é aquela que condena sem piedade ou chance de defesa. Participar das coisas santas exige integridade e retidão, e isso inclui julgar a si mesmo para não ter que passar pelo vexame do julgamento alheio (1ª Pe 2:15).
  • (1ª Co 11:32) Obviamente, é impossível que, como seres humanos, jamais venhamos a cometer erros que desagradem ao nosso Pai; e, quando um filho erra, é natural que um pai que se preze corrija-o. E a correção – inclusive a correção de Deus -, a princípio, não parece ser nada agradável; mas, o objetivo de sua disciplina[30] não está focalizado no castigo e sim no ensinamento para que saibamos que a nossa atitude está errada e que não voltemos a cometê-la. O julgamento do Senhor, cuja finalidade é evitar nossa condenação com o mundo, muitas vezes parece ser duro e até exagerado; mas, se pararmos para analisar nossa situação como pecadores, veremos que, ainda que nos sintamos machucados, estamos sendo tratados com muito mais misericórdia do que merecemos diante do pecado que cometemos. Por isso, ao invés de questionarmos as palavras trazidas por um pregador, as profecias entregues por um servo de Deus, as atitudes tomadas pelo pastor da igreja ou os conselhos de um irmão que tenha comunhão espiritual, devemos, primeiramente, julgar nossas próprias atitudes e encarar essas correções como o privilégio imerecido de estarmos recebendo mais uma oportunidade de reparar um erro em vez de sermos destruídos fulminantemente por causa dele (Hb 12:6-11[31]).
Cristo substituiu o sacrifício de
animais pelo seu próprio sacrifício
porque nós, humanos pecadores, não
temos condições de oferecer um
sacrifício perfeito para pagar por
nossos pecados. Na religiosidade da
lei, por mais que os animais levados
aos sacerdotes fossem perfeitos, o
coração de quem o oferecia era impuro;
então era necessário que um coração
puro fizesse um sacrifício definitivo
para pagar nossa dívida. Você tem
honrado dignamente o Cordeiro de Deus
por esse maravilhoso ato de misericórdia?

    As diversas religiões que professam o cristianismo, incluindo as inúmeras denominações evangélicas, têm diferentes interpretações e maneiras de celebrar a Ceia do Senhor; isso ocorre devido ao fato de que a Bíblia não definiu uma específica liturgia para a realização desse ritual. Alguns dos fatores aonde estão mais notáveis essas divergências são:

a)      Crer que essa celebração somente deva ser feita uma vez ao ano e durante a Páscoa;
b)      Acreditar que o pão e o vinho, depois de consagrados, se tornem literalmente o corpo e o sangue de Cristo. Alguns, inclusive, enterram as sobras;
c)      Ler obrigatoriamente o texto bíblico de 1ª Coríntios 11:23-32 e, alguns, até ao 34;
d)     Permitir que participem da Santa Ceia crentes não batizados nas águas, crentes fora de comunhão por terem cometido algum tipo de pecado, não crentes e crianças;
e)      Durante a distribuição esperar que todos recebam o pão e o cálice para que todos possam comer juntos.
    Mas, em sua grande maioria, as igrejas pentecostais[32] optaram pelas seguintes normas de procedimento:
a)      Celebrar mensalmente, pois a Ceia não é Páscoa;
b)      Considerar o pão e o vinho como símbolos do corpo e do sangue de Cristo. E não há razão para enterrar as sobras, pois Ele ressuscitou e não existe motivo para sepultá-lo novamente;
c)      Por se tratar de um memorial de sua morte, pode-se ler qualquer passagem bíblica que lembre seu sacrifício na cruz. No caso de se fazer a leitura em 1ª Coríntios capítulo 11 a partir do versículo 23, não há necessidade de  mencionar os versículos 33 e 34 porque eles se referem especificamente a alguns membros da igreja de Corinto naquela época que comiam desordenadamente transformando o culto em um simples banquete;
d)     Somente aconselhar – e não obrigar – que apenas participem da Ceia pessoas crentes, batizadas nas águas, que estejam em comunhão com a igreja e que sejam adultas;
e)      Não importa a ordem da distribuição ou do momento que se deva comer os elementos da Ceia, porque o que expressa a união entre os irmãos é o fato de estarem em comunhão uns com os outros, e não o simples detalhes de comerem juntos.
As diferenças litúrgicas da
celebração da Ceia do Senhor em
cada igreja não diminuem o seu
valor; o que desmerece o seu ´
significado é a indiferença com
que alguns cristãos a encaram
com sua irreverência e falta de
valorização

    Há muitas outras questões que se considerar; mas, na verdade, o que realmente importa é participar com sinceridade e desejo ardente no coração de, a cada oportunidade, poder novamente confirmar que é um membro ativamente participante do Corpo de Cristo, mantendo uma vida de comunhão com todos e santificação diante de Deus (Hb 12:14).

  
Jonas M. Olímpio
 

As dissensões na igreja de Corinto
levaram o pastor Paulo a se
preocupar com as atitudes de alguns
membros que participavam
indignamente do santo memorial da
morte de Cristo. Tocar em algo
sagrado com as mãos impuras é
abominação diante do Senhor; e
aquilo que Ele abomina, Ele lança
fora da sua presença. Essa é a
explicação porque muitos crentes já
não sentem mais a presença de Deus
em sua vida

[1]Ceia: Refeição da noite, janta.

[2]Memorial: Um ato ou uma obra feita em memória, ou seja: em lembrança de alguém que tenha feito algo especial.
[3]Vicário: Que substitui, que toma o lugar; substituto.
[4]Testamento: É a manifestação da última vontade pelo qual um indivíduo dispõe, para depois da morte, toda ou apenas uma parte de seus bens.
[5]Páscoa: Festa em que os israelitas comemoram a libertação dos seus antepassados da escravidão no Egito (Êx 12:1-20). Cai no dia 14 de Nisã (mais ou menos 1º de abril). Em hebraico o nome dessa festa é Pessach. A festa dos pães asmos era um prolongamento da Páscoa (Dt 16:1-8).
[6]Lei: É um termo usado com frequência na Bíblia; para definir um código de leis formado por mandamentos, ordens e proibições. Segundo as Escrituras hebraicas, a Lei foi dada por Deus através do profeta Moisés, tendo sido os Dez Mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio dedo de Deus no monte Sinai, a tábua dos dez mandamentos. pode ser resumida nos Dez Mandamentos, que em língua hebraica são chamados simplesmente de “As Dez Palavras” ou “Os Dez Ditos”. Os Dez Mandamentos regulamentam a relação do ser humano com Deus e com seu próximo. Para fins didáticos, o Código Mosaico pode ser dividido em Leis Morais, Leis Civis e Leis Religiosas (Leis Cerimoniais). As leis cerimoniais, regulavam o ministério no santuário do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo. Elas tratavam também da vida e do serviço dos sacerdotes e encontram-se descritas especialmente no Livro chamado Levítico.
[7]Graça: O vocábulo Graça provém do latim gratia, que deriva de gratus (grato, agradecido) e que em sua primeira acepção designa a qualidade ou conjunto de qualidades que fazem agradável a pessoa que as têm. Teologicamente, refere-se ao período que se iniciou com a morte de Cristo na cruz, o qual pôs fim às rígidas imposições da Lei mosaica, colocando em vigor o Novo Testamento.
[8]Ação de graças: Ato de agradecimento.
[9]Reverência: Respeito com temor, veneração, consideração; honra.
[10]Dissensão: Divergência de opiniões, de interesses, de sentimentos; disputas; desinteligências; desavenças; dissentimento.
[11]Sacerdote: No judaísmo, o sacerdócio é hereditário através da ascendência paterna. Estas famílias são da tribo dos Leviim (Levitas), e são tradicionalmente aceitos como os descendentes de Aarão. Em Êxodo 30:22-25 Deus ordena a Moisés que fizesse uma unção de óleo santo para consagrar os sacerdotes de todas as gerações que virão. Durante os tempos dos dois Templos judeus em Jerusalém, os levitas foram responsáveis por diários e especiais feriados judaicos, bem como oferendas e sacrifícios no templo conhecido como o Korban. o sacerdócio original termina com a morte e ressurreição de Jesus, especialmente com o rasgar do véu quando de Sua expiração na Cruz. O sacerdócio continua, analogamente, na pessoa de todos os crentes, que têm contato diretamente com Deus, mas não há mais necessidade da realização de sacrifícios de sangue.
[12]Sumo sacerdote: Nome dado ao mais alto posto religioso do antigo povo de Israel e posteriormente a época do exílio babilônico era também a mais alta autoridade política do país. O sumo sacerdote coordenava o culto e os sacrifícios, primeiro no tabernáculo, depois no Templo de Jerusalém. De acordo com a tradição bíblica, apenas os descendentes de Arão, irmão de Moisés, poderiam ser elevados ao cargo, ainda que posteriormente esta norma foi abolida por eventos políticos. Posteriormente a época do exílio babilônico, durante o período do Império Aquemênida persa, do Egito da dinastia ptolomaica e do império selêucida, o sumo sacerdote passou a cumular funções políticas, além das religiosas, tornando-se o chefe político de Israel, submetido ao governador da Síria.
[13]Lícito: Que está de acordo com a lei; permitido. Honesto, correto.
[14]Apóstolo: Enviado. Discípulos de Jesus que deram sequência à missão de pregar o Evangelho após a sua crucificação. Portanto, esse título não ficou restrito aos homens que tiveram contato com Jesus, pois continuou sendo usado como, por exemplo, no caso do apóstolo Paulo, que não o conheceu e chegou a ser perseguidor dos cristãos.
[15]Judas: Na Bíblia existem sete Judas: 1- Iscariotes, escolhido por Jesus para ser apóstolo (Mt 10:4), sendo o tesoureiro do grupo (Jo 12:6). Traiu a Jesus (Mt 26:47-49) e, depois, enforcou-se (Mt 27:3-5; At 1:16-19). 2- Irmão de Jesus (Mt 13:55) e provável autor da carta que leva seu nome (Epístola de Judas). 3- Apóstolo, filho de Tiago, também chamado de Tadeu (Mt 10:3; Lc 6:16). 4- Cristão de Damasco, em cuja casa Paulo se hospedou, após sua conversão (At 9:11). 5- Cristão que se destacou na igreja de Jerusalém, também chamado de Barsabás (At 15:22-32). 6- O Galileu, um revolucionário (At 5:37). 7- Macabeu, chefe da revolta dos macabeus (Sua história está registrada nos livro apócrifos 1º e 2ºMacabeus).
[16]Esquadrinhar: Examinar com atenção e minúcia. Investigar, pesquisar, estudar, analisar, vigiar. Procurar.
[17]Maná: (significa “que é isto?”(pois foi o que os israelitas perguntaram quando o viram no chão)). Alimento milagrosamente fornecido por Deus aos israelitas durante 40 anos no deserto. Era como uma semente pequena, muito branca (Êx 16.14-36; Dt 8.3; Js 5.12; Jo 6:31-35,48-51). O livro bíblico de Êxodo o descreve como um alimento produzido milagrosamente, sendo fornecido por Deus ao povo Israelita, liderado por Moisés, durante sua estada no deserto rumo à terra prometida. Segundo Êxodo, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite.
[18]Filho do Homem: Título que Jesus usava para si mesmo como o escolhido de Deus para ser o Salvador (Mc 10:45). Esse título se refere à condição humilde de Jesus (Mc 8:31; Lc 9:58) e também à sua futura glória (Mt 25:31; Mc 8:38).
[19]Mosaico: Referente a Moisés.
[20]Turbar: Transtornar; perturbar.
[21]Bocado: Quantidade de alimento que cabe na boca. Boa porção. Certa quantidade.
[22]Mamom: Mamom ou mamon, é um termo derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica “Mamom” (מָמוֹן), que significa literalmente “dinheiro”. Mamon não era o nome de uma divindade, como muitos pensam, e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro, riqueza, ou bens materiais. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13).
[23]Corinto: É uma cidade e antigo município da Grécia, situado na Coríntia, na periferias do Peloponeso. é citada no Novo Testamento da Bíblia como uma das cidades visitadas pelo apóstolo Paulo em suas viagens missionárias. De acordo com o livro de Atos, Paulo quando esteve nessa cidade em sua segunda viagem missionária (At. 18:1-18). Estabeleceu nela uma igreja e, mais tarde, escreveu provavelmente quatro cartas, das quais apenas duas estão no cânon: estão seriam talvez a segunda (1ª Coríntios) e a quarta (2ª Coríntios).
[24]Profano: Que não é sagrado ou devotado a fins sagrados. Não consagrado. Estranho à religião; que não trata de religião: História profana; literatura profana. Estranho ou contrário à religião cristã. Contrário ao respeito devido à religião.
[25]Pagão: Relativo ao paganismo ou politeísmo. Adepto do paganismo. Diz-se de toda religião ou pessoa que não seja cristã nem judaica. Maometano, em relação aos cristãos, e herético, em relação aos católicos. Animal xucro, ainda não montado, ou nos primeiros galopes da doma. O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição. Pessoa não batizada.
[26]Impenitente: Que é obstinado, endurecido no pecado. Que não se arrepende.
[27]Contencioso: Que é contestado, litigioso. Duvidoso, incerto.
[28]Chaga: Lesão na carne causada por ferimento, queimadura ou tumor; o próprio ferimento ou a ferida aberta.
[29]Mercê: À mercê de (alguém ou alguma coisa), ao sabor de, ao bel-prazer de, na dependência da vontade de (alguém).
[30]Disciplina: Conjunto dos regulamentos destinados a manter a boa ordem. Doutrina, educação, ensino, instrução, ordem e organização.
[31]Bastardo: Filho de pais que não são casados. Os bastardos e seus descendentes, até a décima geração, não faziam parte do povo de Deus (Dt 23:2). Filho ilegítimo. Filho sem direito à herança. Filho que não conhece seus pais.
[32]Pentecostal: Relativo a Pentecostes. Termo que se refere à igrejas, ou a membros de igrejas, que professam a fé na atualidade de manifestações espirituais como, por exemplo, cura, batismo com o Espírito Santo, profecias, etc. Termo normalmente aplicado em relação aos crentes emocionalmente mais exaltados.

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