Pérgamo, a Igreja Casada com o Mundo

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 – Lição 5 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Famosa por sua cultura, devido
ao seu grande investimento em
literatura, Pérgamo tem de um de
seus maiores símbolos, que é a sua
biblioteca, apenas as estruturas de
pé para contar a história
Texto Áureo
    Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo (1ª Jo 2:15,16).
Verdade Prática
    Só há um modo de a Igreja de Cristo destronar a Satanás: manter a Deus no trono e combater a apostasia com a Espada do Espírito.
Leitura Bíblica em Classe
    Apocalipse 2:12-17 – E ao anjo da igreja que está em Pérgamo[1] escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda[2] de dois fios: 13Conheço
as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás[3]; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas[4], minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. 14Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão[5], o qual ensinava Balaque[6] a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.15Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas[7], o que eu odeio. 16Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. 17Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido[8], e dar-lhe-ei uma pedra branca[9], e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.  
Do teatro em que os cidadãos
assistiam a várias apresentações
imorais e idólatras, só o que
restou são os traços de sua
existência; aquilo que fazia da 

imoralidade um grande 
espetáculo é hoje ele um imenso 
 espetáculo de destruição
Introdução
·         O maior problema da igreja de Pérgamo era a existência de dois grupos que se infiltraram no meio dela: os discípulos de Balaão, que demonstravam ser espirituais, e os nicolaítas, que pregavam uma excessiva liberdade.
·         Quando a Igreja resolveu “acordar”, o negócio já estava tão sério que parecia não mais ter solução.
·         Mas por que o pastor da igreja permitiu a entrada do mundanismo na congregação? Existe uma explicação bem lógica para isso: ele sabia muito bem que Antipas, seu provável antecessor, havia sido assassinado por combater o pecado entre membros da igreja.
·         Embora retivesse o nome de Cristo não negando a sua fé nele, o pastor de Pérgamo era diferente de Policarpo, o mártir pastor de Esmirna, que enfrentou até mesmo o Império Romano e deu sua vida pelo Evangelho.
·         Mas Jesus, que tudo observa, não estando nada satisfeito com o pecado cada vez mais abundante dentro de sua Igreja, através dessa carta escrita por João, deu ao apascentador daquele rebanho um alerta para que houvesse arrependimento, e disse que, caso contrário, em breve batalharia contra eles com a espada de sua boca, ou seja: com a Palavra de Deus.
·         Se o Senhor o exortou a levar a Igreja ao arrependimento, isso significa que estava lhe dando autoridade para isso; quando Deus nos manda fazer algo, Ele nos enche de poder e se responsabiliza pelo que possa acontecer.
·         Que tipo de “pastor” que você é? É igual a esse que, apesar de não negar sua fé, tolerava o pecado e chegou a ser repreendido por isso, ou é como Antipas e Policarpo que enfrentaram a idolatria e entregaram sua própria vida defendendo a Verdade?
·         Muitos membros da igreja de Pérgamo queriam servir a dois senhores; porém, em um trono só há lugar para um rei: quem está reinando dentro do seu coração [Mt 6:24 – Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon[10].]?

As ruínas do templo que foi
construído em homenagem a
Trajano – um imperador romano
que governou de 98 a 117dC –
expressam perfeitamente a
fragilidade daqueles cujo a
ignorância humana elege como
divindades

I – Pérgamo, o trono de Satanás

1. Pérgamo, a cidade dos livros e da ignorância espiritual
·         Pérgamo, a mais importante metrópole da Mísia, está a apenas 30 quilômetros do Mar Egeu, situada a às margens do rio Caíco[11].
·         É uma cidade tradicionalmente conhecida por suas riquezas e por sua grande biblioteca que chegou a ter um acervo com mais de duzentos mil livros.
·         Foi seu nome que deu origem ao nome pelo qual eram chamados os livros: pergaminho[12].
·         Parte de sua economia girava em torno da fabricação de livros.
·         Entretanto, todo esse investimento em cultura não impedia que, entre seus cidadãos, predominasse a ignorância em relação ao Livro dos livros: a Palavra de Deus.
·         Ter conhecimento é bom, mas se for exageradamente pode se tornar um peso inútil na mente do homem, o qual deveria se preocupar mais é em conhecer a Palavra de Deus, porque ela é o perfeito manual de práticas e regras que o orienta no estreito caminho da salvação [Ec 12:12,13 – E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado[13] da carne. 13De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.].
Ao longo de toda a parte
externa da Coluna de
Trajano estão esculpidas
cenas de guerras e de
massacres ordenados
pelo imperador. Essa
escultura ameaçadora
demonstra a pressão sob
a qual os cristãos viviam
naquela época; essa era
uma razão pela qual os
mais fracos na fé negavam
o nome de Jesus

2. A Igreja em Pérgamo

·         Existe uma grande probabilidade de que a igreja em Pérgamo tenha sido fundada pelo apóstolo Paulo no período em que ele permaneceu em Éfeso.
·         Embora aquela cidade abrigasse o que podia-se denominar como o “trono de Satanás”, o Reino de Deus, ainda que enfrentasse dificuldades, prevalecia ali.
·         Mesmo que o Diabo esteja sentado no trono, o cetro[14] do poder sempre estará nas mãos de Deus, porque, conforme está escrito em Romanos 13:1, não há poder nessa terra que não esteja sob a sua permissão.
·         Mesmo vivendo no mundo, a Igreja tem o discernimento dado por Deus para saber diferenciar entre o falso e o verdadeiro, não tendo assim desculpas para errar o alvo, que é Jesus Cristo; por isso temos a total responsabilidade de não nos associarmos aos diversos ídolos mundanos [1ª Jo 5:19-21 – Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. 20E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.].
Os soldados romanos eram bem
sucedidos nas batalhas porque
usavam armas não só de ataque,
mas também de defesa; se o
próprio inimigo tem a prudência
de se preparar não somente para
atacar, mas também se defender,
quanto mais nós que somos servos
de Deus; Muitos crentes fracassam
e param no meio da caminhada
porque esgotam suas energias
atacando, e quando precisam se
defender não estão preparados
para isso por falta de planejamento
e acabam sendo derrotados

II – A espada de dois gumes

1. A espada afiada de dois gumes[15]
·         A uma igreja envolvida com o mundo sendo tolerante à duas abomináveis heresias, Jesus apresentou-se como aquEle que tem a espada aguda de dois fios.
·         Espada representa a Palavra de Deus, a qual tem poder dar vida e também castigar.
·         A Bíblia é uma poderosa arma, por isso devemos nos aplicar cada vez mais a buscar o seu conhecimento.
·         A espada é citada pelo apóstolo Paulo como um dos instrumentos da Palavra de Deus; isso nos mostra que não basta ter o conhecimento da Palavra, mas é também preciso ter as demais ferramentas que um soldado necessita quando vai para uma batalha [Ef 6:13-17 – Portanto, tomai toda a armadura[16] de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 14Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 15E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 16Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados[17] do maligno. 17Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;].
Não basta ter a espada, é preciso
saber usá-la, pois uma pessoa
armada que não sabe usar a
arma representa um grande
perigo para os outros e para si
própria; da mesma forma, um
crente biblicamente despreparado
pode causar muitos danos e
ainda trazer grandes escândalos
ao Evangelho

2. Manejando bem a Espada do Espírito

·         Todo soldado  é bem treinado e orientado a usar a espada para defender ou atacar um inimigo.
·         Espiritualmente, nossa função é usar a Palavra para defender a verdade e a justiça, atacando o pecado e as heresias que ameaçam a Igreja.
·         Falsas crenças, maus costumes, mentiras e incredulidade são coisas contra as quais devemos usar a Espada para cortá-las pela raiz; mas, lembre-se: nossa luta não é contra a carne e nem contra o sangue.
·          Um soldado que não sabe manejar bem a espada é indefeso e despreparado para proteger os que confiam nele; da mesma forma, o crente só é aprovado diante de Deus para fazer a sua Obra se moralmente não tiver do que se envergonhar e, biblicamente estiver sempre a defender a verdade [2ª Tm 2:15 – Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.].
Tão grande era a idolatria à César
que até no dinheiro sua imagem
era venerada; imagine a
dificuldade de se pregar sobre a
existência do Deus verdadeiro num
lugar aonde o próprio governante
é considerado um deus

III – O destinatário

1. Um anjo numa cidade infernal
·         Imagine a dificílima situação do pastor de Pérgamo: por um lado era pressionado pelos pagãos a acender incenso no altar de César[18] e, por outro lado, tinha que conviver com pecadores dentro da própria igreja, os quais já tinham contaminado boa parte de seus membros.
·         Mas, uma coisa ele tinha a seu favor: Jesus estava observando toda aquela situação, sabia de suas fraquezas e de suas dificuldades, e estava disposto a ajudá-lo.
·         Os olhos e as mãos do Senhor Jesus sobre nós são a maior garantia de autoridade que temos para fazer o que está em nossas mãos; pois Ele conhece as nossas limitações e os nossos problemas e, quando nos entregamos por completo à sua divina vontade, Ele completa a boa obra que iniciou em nós.
·         Em Pérgamo, Satanás estava entronizado do lado de fora através da idolatria de seus seguidores, porém, alguns crentes, influenciados pelo mundanismo, o estavam entronizando também dentro da igreja; será que está diferente nos dias de hoje?
·         Deus não permite aos fiéis conviverem em meio a pecadores simplesmente para prová-los, pois seu maior objetivo é que no meio dos espinhos haja flores, ou seja: que a sua glória se manifeste em meio a podridão do pecado [1ª Co 11:19 – E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.].
Pérgamo era uma cidade consagrada
à Atena – a deusa da guerra -, e a
maior prova disso é a existência de
muitos templos, altares e imagens de
esculturas espalhados por todas as
partes; ver e conviver com essas
horríveis cenas diariamente era, com
toda certeza, um motivo de grande
tristeza para o fiel pastor da sofrida
igreja cristã ali existente

2. O testemunho e a perseverança de um anjo

·         A fidelidade ao nome de Jesus contava muito a favor do pastor de Pérgamo;
·         Persistir em viver exemplarmente num ambiente dominado por tentações malignas é uma atitude digna de reconhecimento por parte do próprio Deus.
·         Mesmo não conseguindo manter pulso firme diante da desobediência de muitos membros da congregação, aquele que pastor certamente sofria, conseguia, pelo menos, dar um bom exemplo, o qual certamente deve ter sido seguido por alguns deles; em toda igreja que passa por crise espiritual, sempre há aqueles que servem fervorosamente ao Senhor, e são eles que a sustentam de pé com suas orações.
·         Orar pelo trabalho e pelos obreiros é também uma obrigação da igreja; pois não é por ocuparem cargos ministeriais mais elevados que eles não precisem das orações de cada um de nós [Ef 6:18,19 – Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho,].
Esse altar erguido para Zeus – o
rei dos deuses – bem no meio da
cidade nos dá uma noção do
tamanho da dificuldade de se
evangelizar num lugar
completamente dominado pelo
paganismo

3. Antipas, a fiel testemunha

·         Antipas significa “contra todos” e, como nos mostra a história, as pessoas costumavam ser denominadas de acordo com alguma característica pessoal; isso nos leva a entender que esse servo do Senhor tenha sido um fervoroso combatente contra a idolatria pagã[19] e as heresias dentro da igreja.
·         A carta de João não relata com clareza, mas usando a expressão “foi morto entre vós”, passa a idéia de que ele foi morto no templo ou fora dele por alguns de seus membros: muito provavelmente por seguidores da doutrina de Balaão ou por nicolaítas, ou ainda mesmo por integrantes de ambos os grupos.
·         Antipas não foi morto pela perseguição do imperador romano ou por membros de seitas pagãs que serviam aos falsos deuses, ele foi morto por adeptos de Satanás que estavam infiltrados na igreja se dizendo cristãos.
·         Muitos não entendem porque Deus não elimina de vez os falsos crentes do meio de sua santa Igreja; só que pelo que vemos em sua Palavra, Ele não faz isso por misericórdia de alguns dos que são verdadeiros e que, pelo fato de ainda não terem maturidade, se houvesse essa “limpeza”, eles também seriam eliminados do Corpo de Cristo [Mt 13:25-30 – Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. 26E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio[20]. 27E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio? 28E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo? 29Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. 30Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.].
Os seguidores da doutrina de
Balaão, certamente incentivados
pelo ambiente profano em que
viviam, pensavam que crer em
Deus já fosse o suficiente para se
obter a salvação. Dessa mesma
maneira vivem muitos evangélicos
nos dias atuais: supervalorizando
os prazeres passageiros desse
mundo, menosprezando os
mandamentos divinos e
negligenciando os princípios
cristãos

IV – As heresias de Pérgamo

1. Doutrina de Balaão
·         Balaão foi um profeta e teólogo que fez uso de seu chamado ministerial e de seu conhecimento em benefício próprio.
·         Em 2ª Pedro 2:15,16 o apóstolo o chama de louco, e em Judas 1:11 ele é acusado de venalidade[21].
·         A doutrina de Balaão é um falso ensino que prega a permissividade e a tolerância, ou seja: uma falsa liberdade que leva o homem a crer que cumprir totalmente as doutrinas bíblicas o mantém preso a um jugo desnecessário.
·         Esse pensamento maligno leva muitos crentes a se desviarem sem sair da igreja, fazendo com que práticas de costumes mundanos sejam introduzidos dentro dela sob o pretexto de defender uma doutrina inclusiva em que Deus só olha para o coração não dando grande importância às suas atitudes, pois o pecado consistiria apenas naquilo que causa algum tipo de dano aos outros ou a si próprio.
·         Essa falsa visão do Evangelho levava, e ainda leva, muitas pessoas a pensarem que estão bem mesmo tendo uma vida de imoralidade e idolatria, achando também que sacrifícios, votos e ofertas possam garantir sua comunhão com o Todo-Poderoso.
·         O Evangelho tem sido apresentado de várias formas e isso tem causado grande confusão na mente de algumas pessoas, gerando grandes dificuldades àqueles que querem pregar a verdadeira Palavra [Gl 1:6,7 – Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; 7O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.].
Os costumes pagãos exerciam – e
ainda exercem – muita influência
sob alguns crentes; e essa mistura,
que leva à condenação eterna,
entrava sutilmente no meio da
igreja ensinando uma falsa liberdade

2. A doutrina dos nicolaítas

·         A Bíblia não traz detalhes sobre os nicolaítas, mas o que podemos perceber é que sua doutrina não é muito diferente dos ensinamentos dos seguidores de Balaão.
·         Uma de suas principais características era a ganância, pela qual eles faziam do cristianismo uma fonte de renda.
·         Não havia entre eles reverência pelas coisas sagradas, pois a mistura do santo com o profano[22] era mais lucrativa.
·         Com uma oratória bem desenvolvida, sua eloqüência persuasiva foi capaz de convencer muitos fiéis a acreditarem nas “vantagens” de seu conceito de Evangelho e seguirem seus falsos ensinamentos, os quais pareciam ser mais confortáveis, porque não condenavam o adultério, a fornicação e a idolatria.
·         Não devemos cair nas ciladas dos falsos mestres por mais que eles pareçam pregar a verdade; e a nossa defesa contra isso é estarmos atentos à Palavra do Evangelho que nos tem sido anunciado, ou seja: precisamos nos aprofundar no conhecimento bíblico [Gl 1:8,9 – Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema[23]. 9Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.].
Zeus – o principal
falso Deus daquela
época -, era tão
importante que até os
jogos olímpicos eram
realizados em sua
honra; essa
misteriosa e diabólica
figura tem fascinado
e conquistado a
muitos cristãos ao
longo dos tempos.
Qual tem sido sua
postura diante dos
vários deuses desse
século?

Conclusão

·         Conforme o apóstolo Paulo diz em Filipenses 3:20, nossa cidade está nos céus, e é de lá que esperamos o nosso Salvador.
·         Não podemos negar nossas necessidades e desejos enquanto vivemos aqui na terra, porém, mesmo trabalhando por essas coisas, jamais devemos nos esquecer que o nosso alvo principal é o Reino de Deus.
·         Nosso maior desafio aqui nesse mundo é superar as tentações do dia-a-dia, por isso devemos nos apegar mais e mais às coisas do alto, pois, conforme está escrito em Mateus 6:21, onde estiver o nosso tesouro, também estará o nosso coração.
·         Quem ou o quê ocupa o primeiro lugar na tua vida?
·         Em Pérgamo, como atualmente, havia crentes e pregadores para todos os gostos; e é aí que devemos ter cuidado para não sermos enganados por falsas promessas feitas em nome de Deus, sendo que não foi Ele que as fez [Jr 6:13-17 – Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade. 14E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. 15Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem; no tempo em que eu os visitar, tropeçarão, diz o Senhor. 16Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas[24] antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele. 17Também pus atalaias[25] sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta; mas dizem: Não escutaremos.].
Jonas Martins Olímpio

Pérgamo – atual Bergama -, é hoje
uma grande e desenvolvida cidade
que mantém suas características
históricas, as quais lhe dão grande
lucro na área do turismo –
principalmente por parte dos
cristãos -, mas , assim como
antigamente, está muito longe
do cristianismo

[1]Pérgamo: Atualmente chamada de Bergama é uma antiga cidade grega que situava-se na Mísia, no noroeste da Anatólia, a mais de 20 km do Mar Egeu numa colina isolada do vale do Rio Caicos (atual Bakırçay). Pérgamo foi a maior cidade no oeste da Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Está situada em um espaçoso vale, a 26 quilômetros do mar Egeu, naquilo que é hoje a Turquia. Séculos antes de Cristo, Pérgamo foi uma capital independente do império. Seus templos impressionantes, biblioteca e recursos médicos fizeram de Pérgamo um renomado centro cultural e político. No tempo em que o Apocalipse estava sendo escrito, Pérgamo tornou-se parte do império Romano, mas por causa da localização e importância, os Romanos usaram-na como centro administrativo da província da Ásia.

[2]Agudo: Afiado, aguçado, pontiagudo.
[3]Trono de Satanás: Lugar aonde Satanás exerce autoridade como se fosse um rei. O texto de Apocalipse 2:13, possivelmente se refere a uma coluna existente por trás da cidade, com 30 metros de altura, numa grande área aonde existiam diversos templos e altares dedicados à diversos ídolos.
[4]Antipas: Este servo de Deus, uma vez convertido ao cristianismo em Jerusalém, sentido a chamada de Deus, e em razão de ser conhecido pessoalmente do Apóstolo João, foi servir como bispo na cidade de Pérgamo. Existiam naquela igreja, segundo o texto divino, duas falsas doutrinas: a de Balaão e a dos nicolaítas; Antipas como sendo uma testemunha ousou desafiar sozinho e selar seu testemunho com seu próprio sangue opondo-se a este “sistema nocivo”. Diz a história que Antipas, o bispo de Pérgamo, foi colocado dentro de um boi feito de bronze, e a seguir foi aquecido ao rubro. Seu corpo foi literalmente, cozido, na chama abrasadora.
[5]Balaão: Foi o profeta a quem Balaque deu instrução para amaldiçoar o povo de Israel. Contudo por revelação divina, Deus lhe aparecia e determinava que o povo de Israel fosse abençoado por ele, profetizando a grandeza daquele povo, o que irritou Balaque. Balaão não amaldiçoou o povo, mas foi seduzido pelas ofertas financeiras do rei a ponto de novamente ir no caminho para por tropeço ao povo de Israel pelos seus serviços sacerdotais. No meio do caminho, pela boca de uma jumenta, Balaão tem mais uma revelação de Deus contra os propósitos de seu coração, obedecer Balaque. Balaão não chegou a amaldiçoar o povo de Israel, pois por divina revelação Deus não o permitiu, contudo Balaão ensinou aos inimigos de Israel como fazê-los cair e perder a proteção do Altíssimo. As mulheres de fora de Israel eram formosas e fariam o povo de Israel cair em prostituição. E por intermédios dessas mesmas mulheres haveria a promiscuidade com ídolos. Essa passagem está registrada no livro de Números, do capítulo 22 ao 24.
[6]Balaque: Foi rei dos moabitas por volta de 1200 a.C. Teria mandado o profeta Balaão amaldiçoar os judeus, porque sabia que por onde eles passavam, venciam os inimigos e conquistavam suas terras. Como Balaão recusou seu pedido, Balaque lhe fez uma proposta lucrativa, a qual o profeta não resistiu. Essa passagem está registrada no livro de Números, do capítulo 22 ao 24.
[7]Nicolaítas: Supostos discípulos de Nicolau de Antioquia. Nicolau pregava a libertinagem cristã e ignorava o corpo físico como o templo do Espírito, promovendo, assim, a prática de imoralidade sexual entre os cristãos. Defendiam a poligamia.
[8]Maná escondido: Conforme é mencionado em Apocalipse 2:17, o maná – que foi o alimento fornecido por Deus aos israelitas no deserto – era uma tipificação de Cristo, pois ele caía no deserto para alimentar o povo, mas não era do deserto, assim como Cristo esteve no mundo como o Pão da Vida, mas não era do mundo. Sua origem não natural daquele ambiente revela as provisões escondidas de Deus, o qual nos sustenta com aquilo que não vemos e nem esperamos.
[9]Pedra branca: Na época em que João escreveu as cartas do Apocalipse, a pedra era muito usada como símbolo de liberdade e vitória, como por exemplo: 1º: Quando um preso era condenado, recebia uma pedrinha preta aonde estava escrita sua sentença, e quando era absolvido, recebia uma pedrinha branca com sua absolvição nela escrita; 2º: Quando um escravo era liberto, ganhava uma pedra que comprovava seu direito de cidadania; 3º: Quando um atleta vencia uma corrida ou uma luta, recebia como prêmio uma coroa de louro ou uma pedrinha branca; 4º: Quando dois grandes amigos se separavam, partiam uma pedra branca ao meio e cada um guardava uma parte. Quando se encontravam novamente, juntavam as partes como sinal de que a amizade continuaria; 5º: Quando um soldado voltava vitoriosamente de uma batalha, recebia uma pedrinha branca como troféu de vitória sobre o inimigo. Todos esses exemplos – principalmente o último -, se encaixam perfeitamente no contexto de Apocalipse 2:17.
[10]Mamon: É um termo derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica “Mamom” (מָמוֹן), que significa literalmente “dinheiro”. Mamon não era o nome de uma divindade, como muitos pensam, e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro, riqueza, ou bens materiais. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13).
[11]Rio Caíco: Atual rio Bakirçai. Situa-se na Turquia, a 25 quilômetros do Mar do Egeu. Contribuiu grandemente para o desenvolvimento da cidade de Pérgamo.
[12]Pergaminho: (do grego pergaméne e do latim pergamina ou pergamena), é o nome dado a uma pele de animal, geralmente de cabra, carneiro, cordeiro ou ovelha, preparada para nela se escrever. Designa ainda o documento escrito nesse meio. O seu nome lembra o da cidade grega de Pérgamo, na Ásia Menor, onde se acredita possa ter se originado ou distribuído. Quando feitos de peles delicadas de bezerros ou cordeiros, eram chamados de velino. Estas peles davam um material de escrita fino, macio e claro, usado para documentos e obras importantes. Esse importante suporte da escrita também foi largamente utilizado na antiguidade ocidental, em especial na Idade Média, até a descoberta e consequente difusão do papel, uma invenção dos chineses. Na atualidade o pergaminho é utilizado para a confecção de diplomas universitários, títulos e letras do Tesouro Nacional por ser considerado um material difícil de ser falsificado, graças às nuances naturais e à sua grande durabilidade. Se antigamente essa matéria-prima era distribuída apenas por algumas empresas da Europa, hoje na Região Nordeste do Brasil converteu-se em expressiva fonte de renda, auxiliando a economia local.
[13]Enfado: Ato ou efeito de enfadar. Agastamento, zanga. cansaço. Impressão desagradável, mal-estar. Tédio, fastio.
[14]Cetro: Bastão que designava autoridade real. Pequeno bastão, que tem na extremidade superior uma esfera, uma flor ou outro ornamento e é usado pelos soberanos europeus. Autoridade real; poder soberano. Preeminência, superioridade.
[15]Gume: Lado afiado de uma lâmina ou instrumento cortante; corte, fio. Fio da espada, da faca etc.
[16]Armadura: Conjunto de armas. Conjunto de peças metálicas, articuladas entre si, com que se revestiam os guerreiros na Antiguidade, notadamente os da Idade Média.
[17]Dardos inflamados: Arma de arremesso, delgada e curta, com ponta aguda de ferro. Os dardos podiam ser carregados com substâncias inflamáveis e colocados no fogo, assim fazendo com que fossem incendiados os locais que eram por eles atingidos. Em Efésios 6:16, essa expressão representa as ações de Satanás que podem destruir totalmente a vida daqueles que não tem uma fé verdadeira no Senhor Jesus Cristo.
[18]César: Nome de uma família romana, da qual Caio Júlio César foi o membro mais famoso. Com o tempo, “César” se tornou o título oficial dos imperadores romanos (Lc 20:25). No Novo Testamento são mencionados quatro césares: Augusto, Tibério, Cláudio e Nero.
[19]Pagão: Relativo ao paganismo ou politeísmo. Adepto do paganismo. Diz-se de toda religião ou pessoa que não seja cristã nem judaica. Maometano, em relação aos cristãos, e herético, em relação aos católicos. Animal xucro, ainda não montado, ou nos primeiros galopes da doma. O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição. Pessoa não batizada.
[20]Joio: Erva ruim que cresce nas plantações de trigo (Mt 13:25).
[21]Venalidade: Qualidade de venal. Quem se deixa comprar por peitas ou dádivas.
[22]Profano: O que não é sagrado ou devotado a fins sagrados. Não consagrado. Estranho à religião; que não trata de religião: História profana; literatura profana. Estranho ou contrário à religião cristã. Contrário ao respeito devido à religião.
[23]Anátema: Maldição, reprovação: lançar o anátema sobre alguém. Pessoa anatematizada, excomungada.
[24]Vereda: Caminho estreito.
[25]Atalaia: Sentinela, vigia. 2 Ponto elevado, donde se vigia.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 – Lição 5 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s