Éfeso, a Igreja do Amor Esquecido

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 – Lição 3 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Sendo uma Igreja poderosamente
usada nas mãos de Deus, por ter se
deixado dominar pelo esfriamento
do primeiro amor, tornou-se uma
grande ruína espiritual

Texto Áureo

    Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Ap 2:5).
Verdade Prática
    Se não voltarmos urgentemente ao primeiro amor, jamais viveremos o refrigério de um grande e poderoso avivamento.
Leitura Bíblica em Classe
    Apocalipse 2:1-7 – Escreve ao anjo da igreja[1] que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro: 2Conheço as tuas
obras,e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. 3E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. 4Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. 5Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. 6Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas[2], as quais eu também odeio. 7Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.
Como os caminhos de Éfeso eram
tortuosos perante o Senhor, Ele
“removeu o castiçal” não somente
da igreja, mas também da cidade;
pois só o que sobrou dos suntuosos
templos pagãos e de outras grandes
construções foram os escombros que
bem representam o que sobra
daqueles que não andam retamente
no caminho de Deus

Introdução

  •       A igreja de Éfeso[3] foi a mais dinâmica, obreira e ortodoxa[4] entre as sete igrejas da Ásia.
  •       O seu pastor era tão bem preparado teologicamente que tinha capacidade para confrontar até mesmo os falsos apóstolos.
  •       Uma de suas principais características era a sua autoridade apologética[5].
  •       Seus membros tinham ainda qualidades como, por exemplo: bom testemunho diante da sociedade e eram dedicados obreiros à serviço do Senhor.
  •       Éfeso foi elogiada pelo Senhor Jesus por seu incansável trabalho na obra de Deus.
  •       Porém, havia um grande problema: ela havia se esquecido do seu primeiro amor.
  •       Deixar esfriar o amor espiritual é algo que agrada tão profundamente a Deus que Ele chega ameaçar “remover o seu castiçal”, ou seja: retirar aquilo que lhe tinha dado [Ap 2:4,5 – Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. 5Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.].
Como o convincente apóstolo Paulo
pregava persistentemente contra a
idolatria, os artífices de Éfeso que
ganhavam dinheiro confeccionando
imagens, tentaram impedir o avanço
do Evangelho temendo pela perda de
seus lucros; mas, como de nada
adianta se levantar contra a Obra de
Deus, o seu pior temor se cumpriu: o
próprio templo da “grande” deusa
Diana foi estimado em nada, vindo a
ser destruída a majestade daquela
que toda a Ásia e o mundo
veneravam, conforme está escrito
em Atos 19:27

I – Éfeso, uma igreja singular[6]

1. Paulo em Éfeso
  •       De acordo com o relato de Atos 18:19, o Evangelho chegou na cidade de Éfeso através do apóstolo Paulo durante sua segunda viagem missionária.
  •       O capítulo 19 de Atos mostra o que Deus fez naquele lugar durante a terceira viagem missionária do apóstolo: batismo com o Espírito Santo, curas, conversões, ensinamento da Palavra, expulsão de demônios e libertação.
  •       A característica ortodoxa e teológica que fortemente marcou a igreja de Éfeso pode ser explicada na sua origem, pois esta era a característica de Paulo como vemos em Atos 19:8,9.
  •       Paulo tinha uma excelente oratória[7], uma grande capacidade persuasiva[8] e, o mais importante de tudo, o poder do Espírito Santo de Deus em sua vida, e essas exemplares qualidades se refletiram na formação do caráter da igreja de Éfeso [At 19:8-11 – E, entrando na sinagoga[9], falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. 9Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho[10] perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano[11]. 10E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. 11E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.].
A base para o desempenho do 
ministério de Paulo, assim como 
dos demais apóstolos, está no 
conhecimento das Escrituras; não 
há como ser bem sucedido na 
Obra se não houver sentido 
naquilo que se está falando ou 
fazendo


2. A solidez doutrinária de Éfeso

  •       Sendo pastoreados pelo teólogo apóstolo Paulo durante três anos, os crentes efésios tiveram o grande privilégio de ter um extraordinário conhecimento das Escrituras Sagradas.
  •       Paulo não se baseava em teorias, mas vivia aquilo que ensinava, e isso transmitia grande confiança à igreja sobre a autenticidade de seu ministério.
  •       Tendo esse nível de instrução, os obreiros e os membros dessa igreja foram dotados não somente de conhecimento, mas também de grande autoridade espiritual.
  •       Seus obreiros foram tão bem instruídos que não toleravam heresias da parte dos que se diziam apóstolos [Ap 2:2 – Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.].
João, um dos incansáveis obreiros
da igreja efésia, mesmo sofrendo
numa prisão longe de sua casa,
continuou trabalhando para o
Senhor e enviou as cartas às
igrejas, mesmo sabendo do risco
que corria, caso as autoridades
romanas descobrissem sua
“rebeldia”

3. Uma igreja de ministros excelentes

  •       A igreja de Éfeso foi também pastoreada por Timóteo[12] e Tíquico[13]; dois grandes homens de Deus discipulados por Paulo.
  •       Dados históricos revelam que, por um período, ela também teve entre seus obreiros, o apóstolo João, o qual, logo após ser liberto da prisão na ilha de Patmos, retornou para a cidade de Éfeso.
  •       Essa era uma igreja altamente privilegiada que teve, talvez, apenas menos privilégio do que a igreja de Jerusalém que foi quem iniciou a história do cristianismo logo após a crucificação do Salvador.
  •       Os exemplares obreiros efésios trabalhavam, mesmo em meio ao sofrimento, com paciência e incansavelmente pela propagação do nome de Jesus [Ap 2:3 – E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.].
Quando o amor se esfria, aquele
que ama sempre busca uma
estratégia para se aproximar da
pessoa amada; isso foi o que fez
o Senhor Jesus Cristo através
das cartas enviadas às sete
igrejas. Assim como você não
quer perder quem você ama, Ele
também não quer te perder

II – O problema de Éfeso

1. Um grave problema
  •       Apesar de serem tão abençoados, havia um grande problema entre os crentes efésios; sabe quando passa aquela fase inicial do casamento e os cônjuges passam a enxergar mais as dificuldades do que os benefícios da vida de casado? Foi isso que aconteceu com eles: o casamento com o  Noivo caiu na rotina, e o amor foi esfriando sem que ela própria se desse conta disso.
  •       Analisando o Antigo Testamento, podemos observar que isso parece ser um reflexo do próprio povo de Israel: sempre começavam bem, mas, com o tempo, iam se esquecendo de Deus e se entregando às práticas que desagradam a Ele.
  •       O apóstolo João, que ficou conhecido como o discípulo do amor, foi um ministro, e talvez até líder, dessa igreja; isso prova que, embora os pastores e os instrutores da Casa de Deus exerçam grande influência sobre os seus membros, nem todos os ouvem, e não é justo culpá-los diretamente pelas falhas existentes em um determinado trabalho.
  •       As promessas de Deus somente se cumprem em nossa vida quando não deixamos esfriar o primeiro amor [Rm 4:16-22 – Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade[14], não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, 17(Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. 18O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. 19E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. 20E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, 21E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. 22Assim isso lhe foi também imputado como justiça.].
Muitos dizem estar apaixonados
por Jesus, mas a paixão é um
sentimento superficial e
passageiro; é por isso que a
Bíblia nos ensina a amá-lo:
quem ama verdadeiramente
suporta as mais adversas
situações sem permitir que o seu
sentimento se acabe

2. O primeiro amor

  •       É praticamente impossível definir em palavras o que significa amor, por isso não devemos nos preocupar em entendê-lo, mas sim nos ocuparmos em praticá-lo e em senti-lo.
  •       Quem ama a Deus demonstra isso impulsivamente, externando sua alegria em ser seu servo, não importando quais sejam as circunstâncias em que esteja vivendo.
  •       As primeiras coisas costumam ser mais fortes, inesquecíveis e marcantes. Espiritualmente falando, viver o primeiro amor é manter a mesma disposição do início de sua caminhada cristã, sem se esquecer de suas origens e de suas promessas: tanto das recebidas quanto das feitas a Deus.
  •       Muitos evangélicos vivem hoje como Efraim e Judá: aquilo que chamam de amor é apenas uma paixonite de momento que logo passa [Os 6:4 – Que te farei, ó Efraim[15]? Que te farei, ó Judá[16]? Porque a vossa benignidade é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa.].
Aquele que realmente ama ao
Senhor não se esquece dos seus
mandamentos e das suas
promessas

3. Amnésia[17]do amor

  •       Como pode ser possível alguém que ama fervorosamente chegar a se esquecer desse amor? Se não entregarmos nas mãos do Senhor tudo aquilo que temos de mais puro em nosso coração, esse sentimento não vai ser alimentado por aquEle que o criou, e o inimigo se encarregará de esfriá-lo até destruí-lo de vez.
  •       A igreja de Éfeso amava fazer a obra, mas seu coração não estava totalmente entregue ao Senhor. Muitos cometem o mesmo erro nos dias atuais: pregam, louvam, tocam, evangelizam e cuidam do templo, mas, diferentemente de quando começaram, agora fazem isso em nome de algum interesse pessoal e não por amor ao Dono da Obra.
  •       O esfriamento do amor não significa necessariamente o fim do casamento, mas resulta, muitas vezes, numa vida conjugal apática sustentada apenas pela aparência; essa é a triste realidade de muitos crentes que externamente  demonstram uma vida espiritual inabalável, mas que internamente seu coração está implorando por socorro.
  •       Aqueles que são meros ouvintes esquecidos, e que não conseguem praticar o que aprendem estão enganando a si mesmos [Tg 1:22 – E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.].
Muitas religiões ainda pregam a
salvação por meio das obras:
triste engano; pois mais valem,
para Deus, as intenções do
coração do que as atitudes em
nome de interesses próprios

III – Voltando ao primeiro amor

1. Rica em obras, pobre em amor
  •       Não há obras que possam justificar o esquecimento do verdadeiro amor.
  •       Jesus elogiou seu desempenho nas boas obras, mas exortou seu pastor a lembrar onde havia caído e a retornar às primeiras obras, ou seja: refletir sobre seus erros e corrigi-los.
  •       A fé sem as obras é morta, e vice-versa, assim como a fé com as obras, mas sem o amor, para Deus não tem nenhum valor.
  •       Como aprendemos em 1ª Coríntios 13:3, de nada adianta se sacrificar se o amor não for verdadeiro.
  •       A obra feita carnalmente, ainda que obedecendo a todos os rituais religiosos, não agradam de nenhuma maneira ao Senhor, pois o que Ele espera de nós é humildade, seriedade e um amor não fingido naquilo que fazemos [Lc 18:10-14 – Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu[18], e o outro, publicano[19]. 11O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 12Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 13O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 14Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.].
O amor rompe barreiras intransponíveis,
derruba gigantes, resgata esperanças
perdidas, suporta o insuportável,
enxerga além do horizonte, salva aquele
que se considerava perdido e une aquilo
que parecia ser irreconciliável;
resumindo: o amor é, sem dúvida
nenhuma, a mais elevada das obras

2. Amar é a mais elevada das obras

  •       A mais elevada das obras é amar tanto a Deus quanto ao próximo; pois um amor sincero, não há bem material que possa pagar.
  •       Infelizmente, existem muitos “crentes” que “amam” a Deus pelas bênçãos que desejam alcançar.
  •       Em Habacuque[20] 3:18 aprendemos que não importam as circunstâncias, mas sempre devemos nos alegrar no Senhor e exultar no Deus da nossa salvação.
  •       Amar não é uma simples opção, ou uma ação controlada pelo coração, como dizem por aí; amar é um mandamento [Mt 22:37-39 – E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38Este é o primeiro e grande mandamento. 39E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.].
A melhor maneira de se
levantar é se lançando aos
pés de Jesus

IV – O problema de Éfeso

1. Lembra-se de onde caiu
  •       As vezes, algumas pessoas perguntam ao Senhor se Ele se esqueceu delas, não se dando conta de que foram elas que se esqueceram dEle.
  •       Em linguagem figurada, “esquecer” significa “não levar em consideração”; analisando sob esse contexto, a única coisa que Deus esquece é dos pecados dos quais nós nos arrependemos. Jamais Ele se esquece de nós.
  •       De tudo a nossa volta, somente nos esquecemos daquilo que não é realmente importante; se o Senhor não se esquece de nós é porque somos importantes para Ele.
  •       A queda é decorrente do esquecimento do poder, da misericórdia e da fidelidade de Deus, pois aquele que se lembra dessas maravilhosas virtudes divinas mantém viva em sua mente a grandiosa promessa de que Ele não nos permite sermos tentados além do que possamos aguentar [1ª Co 10:12,13 – Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. 13Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar].
Muitas vezes precisamos parar
no caminho e consultar nosso
mapa espiritual para sabermos
se estamos indo na direção
certa; você já consultou o seu
Guia hoje?

2. Voltar à prática das primeiras obras

  •       Tudo estava indo bem na igreja de Éfeso, pois as suas obras e a sua paciência eram reconhecidas até pelo Senhor Jesus, e nem os falsos mestres ela tolerava; mas lhe faltava algo muito importante para que ela fosse uma igreja completa: um amor sincero, puro e verdadeiro por aquEle que a salvou.
  •       Será que estamos amando ao Senhor acima de todas as coisas?
  •       Quem ama alguém, sente a ausência e espera ansiosamente para reencontrá-lo; será que temos ansiedade por um encontro com Cristo?
  •       Uma igreja como a de Éfeso, certamente já não tem mais grande desejo pela volta de Cristo.
  •       A realização de grandes trabalhos, mesmo que seja na Obra de Deus, por muitas vezes faz o homem sentir-se satisfeito e realizado a ponto de amar mais a sua própria obra do que aquEle que o capacitou para realizá-la.
  •       Estava sendo necessário um grande renovo espiritual naquela congregação, assim como em nosso meio nos dias atuais.
  •       Devemos aprender a orar como o profeta Jeremias[21], desejando fervorosamente retornar ao primeiro amor [Lm 5:21 – Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.].
Os grandes homens de Deus puderam
declarar-se vencedores no final de
sua carreira aqui na terra; e você, o
que poderá dizer quando não mais
tiver forças para ir ao campo de
batalha?

3. Amar a vinda de Cristo

  •       Como está a tua esperança para encontrar-se com o Salvador?
  •       Jesus Cristo é como um apaixonado e ansioso noivo diante do altar esperando pela sua noiva, mas será que ela tem o mesmo sentimento que ele? A pior coisa é sofrer por um amor não correspondido, principalmente quando aquele que ama já se sacrificou dando o melhor de si pela pessoa amada.
  •       O zelo que você tem pelas coisas sagradas revela o nível da tua esperança pela vinda do Senhor e também o teu amor por Ele.
  •       Somente os crentes que retornarem ao primeiro amor e que de fato estiverem aguardando esperançosamente a volta de Cristo, poderá alegrar-se como Paulo se alegrou no final de sua vida [2 Tm 4:7,8Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.].
Hoje o Evangelho é apresentado
a nós de várias formas, mas
poucos são os que têm a coragem
de ensinar a manter o primeiro
amor, porque isso não seria nada
lucrativo aos falsos mestres

Conclusão

  •       O cristianismo sem amor não tem como ser autêntico, pois a base da fé cristã está fundamentada no amor; resumindo: quem não pratica o amor como ele é ensinado por Cristo, não deveria ter a cara de pau de dizer que é cristão.
  •       Se o seu sentimento pelas coisas de Deus já não é o mesmo de antes, arrependa-se e volte aonde caiu para começar novamente, pois de nada adianta fazer a obra sem um sentimento verdadeiro.
  •       Mas não se deve também confundir “voltar ao primeiro amor” com a volta de práticas imaturas[22]que podem ser classificadas como meninices, mas sim voltar à simplicidade do sentimento inicial sem deixar de crescer no conhecimento da Palavra e no poder de Deus.
  •       Mesmo com toda a crise espiritual que estavam passando, os irmãos efésios que dessem ouvidos e vencessem as tentações do esfriamento do amor, ainda tinham uma grande promessa da parte de Deus. Sabe o que isso significa? Ainda dá tempo [Ap 2:8 – Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.]!

Logo na porta de entrada de
Éfeso existem duas grandes
estátuas de divindades pagãs;
elas, assim como muitas outas,
estão de pé até os dias atuais,
ao lado das ruínas do que
sobrou da cidade, para mostrar
que esses falsos deuses nenhum
poder tiveram para livrar da
destruição aqueles que neles
confiaram

[1]Anjo da igreja: Termo que se refere ao obreiro líder da igreja: o Pastor, o Apóstolo, o Bispo, etc.

[2]Nicolaítas: Supostos discípulos de Nicolau de Antioquia. Nicolau pregava a libertinagem cristã e ignorava o corpo físico como o templo do Espírito, promovendo, assim, a prática de imoralidade sexual entre os cristãos. Defendiam a poligamia.
[3]Éfeso: Cidade greco-romana da Antiguidade situada na costa ocidental da Ásia Menor, próxima à atual Selçuk, província de Esmirna, na Turquia. Foi uma das doze cidades da Liga Jônia durante o período clássico grego. Durante o período romano, foi por muitos anos a segunda maior cidade do Império Romano, apenas atrás de Roma, a capital do império. Tinha uma população de 250 000 habitantes no século I a.C., o que também fazia dela a segunda maior cidade do mundo na época. A cidade era célebre pelo Templo de Ártemis, construído por volta de 550 a.C., uma das Sete Maravilhas do Mundo. O templo foi destruído, juntamente com muitos outros edifícios. Antigamente, Éfeso também se chamava Esmirna, do nome da amazona Esmirna, que havia tomado posse de Éfeso, porém mais tarde Esmirna foi fundada por habitantes de Éfeso. Os nascidos na cidade de Éfeso são chamados de efésios.
[4]Ortodoxo: Quem age conforme a uma doutrina definida; quem é rígido em suas convicções.
[5]Apologética: Parte da teologia que tem por objeto a defesa da religião cristã, contra o ataque e objeções de seus adversários.
[6]Singular:Individual, único, isolado. Distinto, notável, extraordinário.
[7]Oratória: Arte de falar em público; eloquência.
[8]Persuasivo: Que tem o poder, o dom de persuadir; aquele que tem grande capacidade para convencer.
[9]Sinagoga: Templo dos israelitas. Assembléia (reunião) religiosa de judeus.
[10]Caminho: Provável nome de uma comunidade cristã que teria sido fundada pelo apóstolo Paulo na cidade de Éfeso.
[11]Tirano: Não há informações sobre essa pessoa, a não ser o fato de que ele era o provável dono de uma escola na cidade de Éfeso que cedeu espaço para o apóstolo Paulo ensinar a Palavra de Deus. Ao que se dá a entender pelo texto bíblico de Atos 19:9, esse local também era usado para realizações de discussões religiosas.
[12]Timóteo: (Significa Honrado por Deus; Honra a Deus) Companheiro e ajudante de Paulo (At 16:1-5; 17:10-15; 18:5; 19:21-22; 20:3-5; 2ª Tm 1:6; 4:9,21). Recebeu instrução religiosa de sua mãe e de sua avó (2ª Tm 1:5; 3:15). Foi pastor da Igreja de Éfeso (1ª Tm 1:3).
[13]Tíquico: Nascido, provavelmente, em Éfeso, ele aparece ao lado de Paulo em sua terceira viagem missionária, de Corinto, pela Macedônia e Ásia Menor, até Jerusalém. Ele estava com Paulo durante seu primeiro cativeiro e foi enviado para a Ásia como portador das epístolas aos colossenses e os efésios (Ef 6:21 e Co 4:7-8). De acordo com Tt 3:12, Paulo pretendia enviar Tíquico e Artemas para Creta para suprir a falta de Tito. Parece, porém, que Ártemas é que foi enviado, pois durante o segundo cativeiro de Paulo em Roma, Tíquico foi enviado de lá até Éfeso (em 2ª Tm 4:12).
[14]Posteridade: Série de indivíduos que descendem de uma mesma origem. As gerações futuras. Descendência.
[15]Efraim: Foi, de acordo com o Livro de Gênesis, o segundo filho de José e Asenet, uma mulher egípcia a quem o Faraó teria presenteado José como esposa, filha de Potífera, sacerdote de Om. (Gn 41:50-52) Efraim nasceu no Egito, antes da chegada dos filhos de Israel, vindos de Canaã. A Tribo de Efraim foi uma das Tribos de Israel. Juntamente com a Tribo de Manassés, formou a Casa de José. Em seu auge, o território ocupado pela tribo estava no centro de Canaã, a oeste da atual Jordânia, a sul do território de Manassés, e a norte da Tribo de Benjamim; a região que foi chamada posteriormente de Samária (para distingui-la da Judéia e da Galiléia) consistia em sua maior parte do território da Tribo de Efraim.
[16]Judá: Foi o quarto filho de Jacó e de Léa, e a raiz hebraica de seu nome, Yah hu Dah, é uma expressão de agradecimento a Deus. A história do homem chamado Judá restringe-se ao relato bíblico e às fontes tradicionais do judaísmo. por volta do século XV a.C. ocorreu o Êxodo dos hebreus do Egipto para a terra de Canaã. A narração do livro do Êxodo descreve esta época, e posiciona a tribo de Judá como a mais numerosa de todas as tribos de Israel (desconsiderando-se a tribo de José, tradicionalmente dividida entre as meia-tribos de Efraim e Manassés). O Reino de Judá limitava-se ao Norte com o Reino de Israel Setentrional, a Oeste com a inquieta região costeira da Filístia, ao Sul com o deserto de Neguev, e a Leste com o Rio Jordão e o Mar Morto e o Reino de Moabe.
[17]Amnésia: Diminuição considerável ou perda total da memória. Dificuldade para lembrar-se de algo.
[18]Fariseus: [Hebr.] Separados. Judeus devotos ao Pentateuco. Participavam das reuniões legislativas da sinagoga. Formavam um grupo de fanáticos e hipócritas (o que não era o caso de todos, pois haviam exceções, como era o caso de Gamaliel que defendeu os apóstolos que estavam presos por pregarem a Palavra (At 5:34-38)) que se opuseram duramente contra Jesus Cristo. Segundo a história, nessa época, eles eram aproximadamente 6 mil pessoas.
[19]Publicano: Cobradores de impostos do governo romano. Termo pejorativo que define homens que negociam desonestamente.
[20]Habacuque: Foi um profeta do Antigo Testamento. É o oitavo dos doze profetas menores , provavel, autor do Livro de Habacuque. Praticamente nada se sabe sobre a história pessoal de Habacuque, exceto pelo que pode ser inferida a partir do texto de seu livro. O mausoléu na cidade de Toyserkan no oeste do Irã acredita-se ser o local de sepultamento de Habacuque.
[21]Jeremias: Profeta. Filho de Hilquias (ou Helcias), um dos sacerdotes de Anatote, no território de Benjamim a menos de cinco quilômetros a nordeste do Monte do Templo em Jerusalém. (Jr 1:1; Js 21:13,17,18). Embora de família sacerdotal, está ligado às tradições proféticas do Norte, principalmente a Oséias, e não às tradições do sacerdócio e da corte de Jerusalém. Como Miquéias, ele pertence ao mundo camponês. De maneira crítica, ele traz consigo a visão dos camponeses sobre a situação do país. autor de dois dos livros da Bíblia: Livro de Jeremias Livro das Lamentações de Jeremias. Jeremias era pesquisador e historiador.
[22]Imaturo: Que ainda não chegou à maturidade; que não é maduro. Precoce, antecipado.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 – Lição 3 | AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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