O Propósito da Verdadeira Prosperidade

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 12
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

Manter a Obra de Deus é o
propósito da verdadeira
prosperidade

Texto Áureo

    […] o que semeia pouco pouco também ceifará[1]; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará (2ª Co 9:6).
Verdade Prática
    O princípio da verdadeira prosperidade é atender as urgências do Reino de Deus no mundo.
Leitura Bíblica em Classe
    Romanos 10:8-14 – Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, 9a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.
11Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. 12Porquanto não há diferença entre judeu e grego, porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. 13Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
Usar os recursos que estão ao
nosso alcance na busca pelas
almas é um dos sinais de que
entendemos o propósito do
Senhor em nos prosperar

Introdução

  •          O propósito da verdadeira prosperidade está muito acima dos interesses de cada um de nós;
  •          Nada é por acaso, Deus tem um motivo para permitir as bênçãos e até os sofrimentos em nossa vida;
  •          O propósito da verdadeira prosperidade está muito longe do que é ensinado por aqueles que supervalorizam em seus discursos as conquistas materiais;
  •          A prosperidade que está em destaque por aí é aquela que exalta o ego humano, apenas colocando em seu coração sentimentos de superioridade do tipo: “Você hoje está por baixo, amanhã vai estar por cima”, “seu inimigo vai estar na plateia e você no palco”, “Hoje você é pisado, amanhã você vai pisar”, “Você é um escolhido de Deus, ninguém pode te tocar”. Tais “promessas” provocam na mente dos indivíduos desconhecedores da Palavra uma sensação de soberba e vingança que são coisas que provém do maligno, ao invés de humildade e perdão que são virtudes ensinadas e vividas por Jesus;
  •          A salvação, tanto tua quanto daqueles a quem você puder alcançar, é o grande propósito da verdadeira prosperidade [Rm 10:9,10 – a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo].

Muitas pessoas estão aflitas,
perdidas a beira do abismo,
enquanto nós, que conhecemos
e usufruímos, da Fonte do bem,
pouco ou nada fazemos para
ajudá-las

I – A prosperidade não é um fim em si mesma

1. Deus, a fonte de todo bem
  •          A fé em Deus tem sido encarada como uma moeda de troca para a felicidade terrena, e o plano de salvação está em segundo lugar quandoé mencionado;
  •          A cruz de Cristo está sendo vista como um símbolo de vitória em interesses pessoais, porque tem sido passada a ideia de que quem carrega essa marca tem direito a uma vida repleta de sucesso;
  •          Muitos estão agindo como se a vida se resumisse apenas nas coisas que vemos aqui na terra, crendo ser portadores de uma tal marca da promessa que a maioria nem sequer imaginar o que isso possa significar;
  •          Para essas pessoas, o conceito de felicidade e alegria é temporal e não eterno;
  •          Deus não é um realizador de desejos através de fórmulas mágicas. Nossa obrigação é adorá-lo e segui-lo pelo que Ele é e não por aquilo que Ele pode nos oferecer;
  •          Se em Lucas 10:20 Jesus alertou seus discípulos a se alegrarem mais pela salvação do que pelo seu poder espiritual na terra que é capaz de sujeitar até mesmo os demônios, imagina então o quanto é superficial a alegria de quem coloca seu coração nas coisas materiais;
  •          Deus é a fonte de todo bem, e aquele que o segue deve ter refletido em si esse mesmo caráter [3ª Jo 1:11 – Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus.].

Como bons mordomos devemos
jamais nos esquecer que tudo o
que está em nossas mãos, embora
possamos também usufruir, não
nos pertence e teremos que dar
conta de tudo ao nosso Senhor

2. Despenseiros Deus

  •          Como bem sabemos, a verdadeira prosperidade é concedida pelo Senhor àqueles que não têm o seu coração voltado para as coisas materiais. Muitos homens de Deus, como por exemplo Abraão e Jó, foram grandemente abençoados porque serviam a Deus verdadeiramente;
  •          O mal de muitos crentes é não saberem se comportar como despenseiros e pensarem que são donos daquilo que possuem;
  •          Muitos vivem numa desesperada luta pelo acúmulo de bens. Tais pessoas não aprenderam ainda, ou não quiseram aprender, o que significa a suficiência divina;
  •          As promessas de prosperidade são para os despenseiros[2]que trabalharem fielmente para o seu Senhor [Lc 12:42-44 – E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? 43Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. 44Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá.].

As promessas divinas são
verdadeiras e infalíveis, porém
são condicionais e estão
reservadas aos fiéis

II – A prosperidade e o sustento pessoal

1. As características humanas
  •          Não há nenhum problema em orar pedindo provisão para as suas necessidades, pois a própria Bíblia nos ensina a pedir o pão nosso de cada dia;
  •          Isso mostra que nosso Pai está ciente de nossas necessidades e quer supri-las, desde que oremos em sinal de humildade e reverência. Pois a oração não serve para Ele saber de nossos problemas, e sim como sinal de reconhecimento de seu infinito poder e de nossa total dependência em relação à Ele;
  •          1ª Timóteo 6:8 nos ensina que devemos nos contentar com o suprimento das necessidades básicas para a nossa sobrevivência. E isso vai totalmente na contramão daquilo que prega a teologia da prosperidade;
  •          A Bíblia não diz que não possamos ser ricos financeiramente, mas ela nos ensina que a maior riqueza está nos tesouros espirituais que guardamos dentro do nosso coração;
  •          O segredo de ter as orações respondidas é não pedir nada pensando somente em satisfazer os desejos da carne [Tg 4:1-4 – De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? 2Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. 3Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites[3]. 4Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.].

O Senhor nunca desampara
aqueles que nEle confiam e que
fazem de suas poderosas mãos um
abrigo seguro

2. O cuidado divino

  •          Aprendemos com Jesus que não devemos ter ansiedade por coisa alguma, porque Deus não somente sabe o que necessitamos, como também tem poder para supri-las e misericórdia para querer nos ajudar;
  •          Quando os israelitas estavam no deserto, Jeová os sustentou com o maná[4]. Ali ele ensinou como o povo deveria confiar nEle ao ponto de lhes provar que nem era necessário estocar o produto, pois a cada dia lhes era enviada uma nova porção. Quando eles tentavam armazenar esse alimento, ele amanhecia cheio de bichos e estava impróprio para o uso;
  •          Da mesma maneira, hoje Ele nos supre diariamente, dando nos condições de trabalhar pelo nosso sustento sem nos desesperarmos pensando no dia de amanhã. E, quando não confiamos em seu controle em nossa vida e nos desesperamos na tentativa de fazer mais do que deveríamos na intenção de acumular bens para o futuro, nossa vida espiritual começa a deteriorar e, financeiramente, os resultados alcançados também não são os mesmos que esperávamos alcançar, porque as mãos do Senhor não abençoam o fruto do trabalho da ganância;
  •          Aquele que confia em Deus não se entrega ao desespero, apenas entrega seus problemas nas mãos do Senhor, o qual enche de paz o seu coração [Fp 4:6,7 – Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições[5]sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. 7E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.].

Uma Igreja que pratica o amor
ao próximo tem uma grande
tendência de se fortalecer e
crescer cada vez mais

III – A prosperidade na ajuda ao próximo

1. Um mandamento divino
  •          O amor ao próximo, como vemos em Mt 19:19b, é, inquestionavelmente, um mandamento e não uma opção;
  •          As Escrituras destacam ainda que esse sentimento não pode ser incompleto ou aparente, mas sim verdadeiro e presente no cotidiano;
  •          Em 1ª João 3:17,18 está escrito que o amor não deve ser somente de palavras, mas precisa ser comprovado através das atitudes, e que quem tiver bens nesse mundo e quando ver um irmão necessitado e não agir de coração aberto, ou seja: não lhe ajudar, essa pessoa não tem o amor de Deus;
  •          Em Tiago 2:15,16, a Palavra nos diz que a fé teórica é morta e sem utilidade. De nada adianta orarmos por um necessitado e lhe desejar que ele vá bem se lhe virarmos as costas ao invés de tomarmos uma atitude concreta;
  •          A maior evidência para se identificar um crente é o amor que ele demonstra ter através de suas atitudes [Jo 13:35 – Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.].

Somos feitos de barro, e essa
realidade nos serve para nos
mostrar o quanto somos frágeis;
dessa maneira, podemos concluir
que ninguém é tão forte que possa
dizer que nunca precise da ajuda
de alguém. Deus nos fez assim
para admitirmos que devemos nos
ajudar uns ao outros e para
reconhecermos que somos
totalmente dependentes dEle

2. Uma necessidade cristã

  •          A sensibilidade para com o sofrimento do próximo é uma característica própria da natureza humana, cujos sentimentos provém de Deus. Mas, o pecado, desde a sua origem, tem levado o homem que não tem temor espiritual a pensar somente em si próprio e a derrubar o seu próximo para, a qualquer custo, satisfazer seus desejos egoístas;
  •          Mas, quando conseguimos superar essas barreiras do pecado, o amor fraternal nos identifica como irmãos, transformando-nos numa imensa família;
  •          Essa superação somente é possível quando nos entregamos por completo ao Salvador Jesus Cristo, aceitando-o como Senhor de nossa vida;
  •          Em 2ª Coríntios 5:17, o apóstolo Paulo nos ensina que através da regeneração[6] em Cristo, o domínio do mal foi destruído e, em 1ª Tm 6:18, diz ainda que praticando o bem nos tornamos ricos em boas obras;
  •          A prática do amor consiste em renunciar a si mesmo e fazer o bem não somente aos bons, mas também aos que não te amam [2ª Co 12:15 – Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.].

Tudo aquilo que ocupa o
seu tempo foi te dado ou te
foi permitido por Deus; e por
que, mesmo sabendo disso,
quando Ele pede apenas um
pouco de sua atenção, você
ainda tem a coragem de
dizer que não tem tempo?

IV – A prosperidade na expansão do Reino de Deus

1. A realidade do Reino
  •          A expressão usada por Jesus no sermão do monte: “Venha o teu Reino”, tem um significado presente e também futuro, porque o Reino de Deus já está presente em nós, mas não ainda por completo, ou seja: a sua plenitude será com a volta de Cristo;
  •          Participar ativamente do crescimento do Reino na terra é uma missão entregue a todos os crentes, não importando qual seja a maneira que cada um execute essa obra, pois a cada um Ele usa de uma maneira diferente;
  •          Para podermos nos considerar verdadeiramente como servos de Deus, devemos, primeiramente, nos colocar a sua disposição renunciando nossos próprios desejos, pedindo-lhe que arranque da nossa vida e do nosso coração tudo aquilo que contrarie a sua santidade, e que Ele faça através de nós a sua vontade;
  •          Investir no Reino não é ceder à constrangedores apelos de homens gananciosos que querem, às nossas custas e em nome de Deus, se enriquecerem facilmente, mas sim aplicar aquilo que estiver dentro de nossas possibilidades com sinceridade, amor e dedicação no crescimento da obra, e não em interesses próprios;
  •          Contribuir para o crescimento do Reino é cuidar daquilo que foi confiado em suas mãos como um pai cuida de um filho [2ª Co 12:14 – Eis aqui estou pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos.].
Mesmo que muitos recusem a
Palavra da Verdade, a nossa
missão é anunciá-la sem nos
deixarmos desanimar diante dos
ataques de Satanás

2. A expansão do Reino

  •          Não há como o Reino se expandir através da pregação do Evangelho por todo o mundo se não fizermos a nossa parte;
  •          Não pregamos um Evangelho capitalista[7], mas precisamos reconhecer que a Obra também necessita de recursos financeiros. Infelizmente, muitos crentes ainda não se deram conta dessa realidade e pecam murmurando e fechando as mãos, retendo egoistamente os dízimos e as ofertas que, embora sejam voluntários, pertencem aos Senhor;
  •           Muitos projetos têm sido paralisados pela falta de consciência, sensibilidade espiritual, compreensão e amor à vida daqueles que perecem e ao próprio Deus;
  •          Se há séculos atrás a maioria dos Cristãos tivesse o coração fechado, hoje nós não estaríamos evangelizados, não seríamos conhecedores e participantes da graça divina e, tampouco, teríamos direito à salvação;
  •          O dia do Grande banquete está muito próximo, e o Rei se apressa em chamar os convidados que deverão assentar-se à mesa. A missão de entregar esses convites está em nossas mãos, quantos você já entregou até agora [Mt 22:9 – Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas[8] a todos os que encontrardes.]?

As almas estão carentes e muitas
estão implorando por ajuda, enquanto
boa parte dos crentes encaram as
promessas divinas como algo tão
precioso e pessoal que tenha que ser
guardado a sete chaves

Conclusão

·         Muitos já perderam o foco da verdadeira prosperidade e, com uma visão distorcida, seus objetivos e projetos estão traçados simplesmente sob o reino na terra;
·          Não basta prosperar, mas é necessário saber qual é o propósito dessa prosperidade;
·         Tudo o que Deus te permitiu, e ainda vai permitir, possuir é por um objetivo além da satisfação de meros desejos ou necessidades pessoais;
·         Se a sua prosperidade não visa o amor ao próximo e nem a Obra, me desculpe pela sinceridade, mas ela não vem de Deus!
·         Os que estão morrendo nas garras do inimigo precisam de nossa ajuda para alcançarem a libertação, o que temos feito por eles [Rm 10:13,14 – Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?]?

A Grande Ceifa está muito próxima,
pois os frutos estão maduros; mas
enquanto ela ainda não ocorre, o
inimigo já tem ceifado muitas vidas.
Nós temos uma preciosa missão em
nossas mãos; honremos-a, pois
aquEle que a confiou a nós está
contando conosco!

[1]Ceifar: Cortar, colher.

[2]Despenseiro: Encarregado, numa comunidade, do fornecimento e administração dos gêneros alimentícios.
[3]Deleite: Prazer, delícia, gosto, regalo.
[4]Maná: (significa “que é isto?”(pois foi o que os israelitas perguntaram quando o viram no chão)). Alimento milagrosamente fornecido por Deus aos israelitas durante 40 anos no deserto. Era como uma semente pequena, muito branca (Êx 16.14-36; Dt 8.3; Js 5.12; Jo 6:31-35,48-51). O livro bíblico de Êxodo o descreve como um alimento produzido milagrosamente, sendo fornecido por Deus ao povo Israelita, liderado por Moisés, durante sua estada no deserto rumo à terra prometida. Segundo Êxodo, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assadosendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite.
[5]Petição: Ato de pedir. Pedido. Requerimento.
[6]Regeneração: Ação ou efeito de regenerar ou regenerar-se. Reforma no sentido de melhorar; renovação moral. Reconstituição de um órgão destruído ou arruinado.
[7]Capitalista: Relativo à dinheiro.
[8]Bodas: Celebração de casamento.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 12
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

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