Dízimos e Ofertas

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 9
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

Dízimos e ofertas: a nobre missão
de sustentar a obra de Deus
 

Texto Áureo

    Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria (2ª Co 9:7).
Verdade Prática
    A chave da verdadeira prosperidade está em ser fiel a Deus em tudo, inclusive, na prática dos dízimos e das ofertas.
Leitura Bíblica em Classe

    Malaquias 3:10,11; 2ª Coríntios 9:6-8 – Malaquias 3:10,11Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de
mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. 11E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. 2ª Coríntios 9:6-8E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. 7Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. 8E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;

O que realmente importa para
Deus não é o valor da oferta,
mas sim a sinceridade do coração
do ofertante
Introdução
  •          Dízimos e ofertas são um dos assuntos que mais causam polêmica na Igreja atual devido a equívocos de interpretação;
  •          Por um lado, os defensores da Teologia da Prosperidade exageram em sua cobrança, e, por outro lado, os antidizimistas não reconhecem sua validade neotestamentária;
  •          Porém, mesmo sabendo que até o arrebatamento da Igreja essa briga não terá fim, precisamos reconhecer uma coisa: somente a Bíblia tem razão;
  •          O dízimo é: voluntário[1], agradecimento, atitude de quem é salvo, ofertado por quem é abençoado;
  •          O dízimo não é: obrigatório, pagamento, condição para a salvação, uma moeda de troca para quem quer bênçãos;
  •          A contribuição, quando praticada voluntariamente e com amor, resulta em alegria e prosperidade tanto ao que oferta quanto ao seu próximo [At 2:44-47 – E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 45E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister[2].46E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, 47Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.].

O que oferecemos para a
manutenção da Casa de Deus é
ainda muito pouco em relação ao
tamanho das bênçãos que Ele nos
proporciona todos os dias
I – Dízimos e ofertas
1. O Antigo Testamento
  •          Proveniente do latim “décimo”, o significado da palavra “dízimo”é “décima parte”, ou seja: “dez por cento” de tudo aquilo que se possui;
  •          Biblicamente, refere-se ao fato de a pessoa fiel devolver ao Senhor, em forma de agradecimento, dez por cento de tudo aquilo que Ele lhe havia concedido, não importando se fosse em dinheiro, produtos ou bens;
  •          Quanto às ofertas, elas nunca tiveram um valor estipulado, porque a quantia a ser ofertada sempre foi uma decisão voluntária de cada ofertante;
  •          Aos que dizem que as igrejas compromissadas com dízimos e ofertas estão desmerecendo o sacrifício de Cristo que nos trouxe a graça e voltando à época da lei, é importante saber que essas práticas de contribuição não foram criadas na lei mosaica, pois Moisés apenas reforçou esse ato, regulamentando-o por meio de diversas normas para que o povo viesse a entender sua importância e aprender a contribuir fielmente;
  •          As provas da existência de dízimos e ofertas antes da instituição da lei estão bem claras em alguns lugares do Antigo Testamento, como por exemplo: em Gênesis 4:4 diz que Abel ofertava ao Senhor dos primogênitos das suas ovelhas e das suas gorduras, e em Gênesis 14:20 está escrito que o patriarca Abraão entregou o dízimo de tudo depois das conquistas de uma batalha;
  •          Na lei dada ao povo por Jeová através de Moisés, o dízimo não aparece como uma novidade, mas sim como um preceito já existente. Portanto, quem dizima não está, de maneira alguma, preso a preceitos legalistas[3], mas sim respeitando um princípio básico ensinado por Jesus que é amar primeiramente a Deus e depois ao próximo como a si mesmo: quem não ama a Deus não se importa com a necessidade material para o desenvolvimento da sua obra, e quem não ama ao próximo não está preocupado em proporcionar à Igreja condições financeiras de oferecer ajuda aos necessitados;
  •          Qualquer preceito[4]pode mudar e até desaparecer, porém os princípios permanecem. Isso significa que o caráter de Deus não mudou, mas a diferença agora está apenas na forma como são aplicados os seus mandamentos. Por exemplo: antigamente, vários tipos de pecados e crimes eram castigados com apedrejamento. Hoje não se pode apedrejar mais ninguém, mas nem por isso a justiça deixa de ser aplicada de várias formas, tanto pelo homem quanto pelo próprio Deus;
  •          Com isso podemos entender que apesar de algumas práticas não mais existirem, os seus propósitos não foram abolidos[5]. Assim como os dízimos foram usados para a o sustento dos sacerdotes e a manutenção do Tabernáculo[6] e, posteriormente, do Templo, dízimos e ofertas hoje continuam tendo o mesmo objetivo de amparar financeiramente a obra do Senhor, tendo em vista que a Igreja, de um modo geral, não tem nenhum apoio material por parte dos governantes e seus obreiros também não têm poder aquisitivo para mantê-las sozinhos;
  •          É importante ainda ressaltar que o fato de alguns “obreiros” fazerem mal uso do dinheiro arrecadado, isso é algo que um dia eles terão que prestar contas diante de Deus e que nenhum membro da Igreja será castigado por ter contribuído fielmente entregando suas ofertas inocentemente nas mãos de pessoas de mal intencionadas;
  •          Antes de prosseguir, vejamos um pequeno resumo de Malaquias[7]3:8,10,11:
a)      “… vós me roubais…” : Lendo todo o livro de Malaquias podemos entender que Deus falava aos sacerdotes que eram responsáveis pelo recebimento e pela entrega dos dízimos. Porém, hoje, não existem mais esses sacerdotes e cada um de nós, membros ou obreiros, somos responsáveis diretos pela forma como entregamos e administramos o que tem que ser entregue ao Senhor. Temos a obrigação de analisar com sinceridade se estamos cuidando como deveríamos daquilo que não nos pertence;
b)      “… para que haja alimento em minha casa…” : A finalidade dessas contribuições era a manutenção do templo e daqueles que nele trabalhavam, como também o sustento dos pobres;
c)       “… fazei prova de mim…” : Fazer prova de Deus não significa encostá-lo na parede, como alguns estão ensinando, mas sim ser fiel contribuindo com sinceridade, para ver que aquilo que Ele prometeu, Ele vai cumprir;
d)      “… repreenderei o devorador…” : O devorador que ele se refere aqui eram as pragas que consumiam suas plantações. Hoje, essas “pragas” se manifestam de maneiras diferentes, e uma das primeiras coisas que elas costumam devorar é a visão espiritual, impossibilitando que muitos crentes enxerguem o fato de que fechando as mãos para a obra do Senhor estão desagradando profundamente aquEle que jamais virou as costas para Eles. Ofertar ou dar o dízimo não é obrigatório, mas quem contribui e se dedica a ajudar a Igreja sem avareza ou coração fechado, inquestionavelmente tem uma vida poderosamente abençoada, mesmo que não possua muitos bens, porque o Senhor o faz ser próspero com aquilo que tem;
  •          Mas, o mais importante é nunca se esquecer de que não basta contribuir, tem que contribuir com sinceridade e não por interesse [Pr 21:2,3 – Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações. 3Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício.].
Dar ou não dar o dízimo? Eis
a questão! A resposta a esta
pergunta só pode ser
encontrada por aqueles que
examinam as Escrituras
guiados pela sabedoria do
Espírito Santo e sem apego
às coisas materiais

2. O Novo Testamento

  •          Há pessoas que acreditam que o dízimo tenha sido algo restrito[8] ao Antigo Testamento, mas elas precisam entender que o propósito e a forma da adoração ao Senhor não mudaram;
  •          A liturgia[9] pode ter mudado, mas o por quê do culto continua o mesmo: Adorar ao Senhor em espírito e verdade!
  •          Os cultos levíticos, os quais continham em seu ritual a prática dos dízimos e ofertas, realmente não mais existem, porém a adoração a Deus não foi extinta;
  •          Se naquele tempo, havendo pontos na lei mosaica que garantiam aos sacerdotes o direito ao sustento, quanto maior é na a Igreja de hoje a necessidade financeira, considerando-se o fato de que ela não tem nenhuma lei que garanta apoio governamental;
  •          De fato, a ordem levítica, que provinha de Arão, era transitória e teve mesmo o fim de sua linhagem com o sacrifício do nosso Sumo Sacerdote, o Senhor Jesus Cristo. Porém, com o cumprimento da lei, foi findado apenas aquilo que fazia parte dela;
  •          A prática dos dízimos foi instituída antes da lei, e pertence à ordem do sacerdote Melquisedeque[10], o qual é um tipo[11] de Cristo e, por isso, é eterna;
  •          Realmente, Jesus cumpriu, e não ab-rogou[12] a lei. Mas, com a graça, Ele deu aos homens uma oportunidade de que, mesmo com seus pecados, os mandamentos fossem aplicados com misericórdia e não com a rigidez da Antiga Aliança. Um dos maiores exemplos disso está em Mateus 5:43-45, onde Ele lembra que apesar de na lei estar escrito que se deve amar o teu próximo e aborrecer o teu inimigo, deve-se amar também os inimigos, e ainda colocou isso como uma condição para sermos considerados como filhos de Deus. Resumindo: a lei, que representa a justiça de Deus, não deixou de ser cumprida, mas sua aplicação na graça é com amor e misericórdia;
  •          Esse mesmo princípio Ele ensinou a respeito dos dízimos, e isso está bem claro em Mateus 23:23, em que Ele, corrigindo a hipocrisia dos opositores, não proibiu os dízimos, mas apenas lembrou o quanto é importante a sinceridade de quem contribui. Se o ato de dar o dízimo fosse abolido após sua crucificação, aquele momento seria a oportunidade perfeita para Ele ter feito isso;
  •          Os antidizimistas se preocupam muito com o destino que se dá ao dinheiro, alegando que os dízimos são usados para enriquecer os pastores. É preciso observar dois pontos aí: em primeiro lugar, a Bíblia diz claramente que o obreiro é digno do seu salário; e, em segundo lugar, não se trata de enriquecer, mas sim de sustentar aquele que se dedica na obra de Deus e, além do mais, assim como o apóstolo Paulo, a maioria dos pastores ou líderes atuais têm aberto mão desse direito e, por reconhecerem as dificuldades financeiras da Igreja, trabalham secularmente e são também contribuintes. Realmente, como bem sabemos, há muitos que se aproveitam da boa fé dos fiéis em benefício próprio, mas esses um dia pagarão muito caro pelos seus atos. Não temos que colocar isso em primeiro plano na nossa lista de preocupações;
  •          Se as contribuições, incluindo os dízimos, não tivessem validade para a Igreja atual, o apóstolo Paulo não teria, em suas pregações, utilizado os mesmos princípios ensinados no Antigo Testamento, conforme podemos ver em 1ª Coríntios 9:9-14;
  •          É importante nunca nos esquecermos também que dízimos e ofertas não são barganhas, ou seja: não se pode comprar a Deus, porque dar dinheiro na Igreja até os hipócritas fazem, por isso o mais importante é a nossa conduta como cidadãos do céu aqui na terra [Mt 5:20 – Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder[13] a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.].

Ofertar é um ato de agradecimento
e deve ser feito de acordo com suas
posses, ou seja: quem tem pouco,
não deve tirar da onde não tem
para contribuir, pois a oferta não
é uma dívida; e quem tem muito,
mesmo não sendo obrigado a
ofertar grandes valores, não deve
fechar suas mãos, porque isso é um
sinal de ingratidão
II – A prática dos dízimos e das ofertas como forma de adoração
1. Reconhecimento da soberania e da bondade de Deus
  •          Dar o dízimo e ofertar significa reconhecer que Deus é soberano[14], ou seja: que Ele está acima de todas as coisas;
  •          Tudo o que temos vem dEle, então tudo o que fazemos também deve ser direcionado a Ele;
  •          Quando entregamos nossa parte na casa do Senhor, estamos demonstrando que reconhecemos que nossas posses, nossas conquistas, nossas provisões, enfim, tudo o que está em nossas mãos, provém dEle;
  •          Melquisedeque foi ao encontro de Abraão bendizendo o nome do Senhor e, embora não tenha sido cobrado por isso, Abraão respondeu dando-lhe o dízimo de tudo;
  •          Quem admite sua dependência de Deus contribui voluntariamente como forma de agradecimento pela sua misericórdia;
  •          Muitos crentes ignoram a importância da voluntariedade e acham que somente através de “sacrifícios” é que serão abençoados e, devido a isso, quando conseguem algo se consideram merecedores acreditando que a conquista foi por meio de seus atos de fé;
  •          Voluntariedade[15]na contribuição é um sinal de reconhecimento de que a verdadeira prosperidade divina é presente na vida do crente [Cl 3:15 – E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.].

Você tem participado das obras
assistenciais de sua igreja, ou tem
procurado se manter longe desse
tipo de trabalho?
2. Reconhecimento do valor do próximo
  •          Conforme está escrito em Deuteronômio 26:12-15, havia naquela época uma oferta especial, chamada de dízimo do ano terceiro;
  •          Esse dízimo tinha como objetivo o sustento dos levitas e dos pobres de todas as tribos de Israel;
  •          Isso mostra que, desde o princípio, Deus sempre demonstrou cuidado com os necessitados e ensinava isso ao seu povo;
  •          Em Deuteronômio 14:29 diz ainda que a quem isso fizesse, o Senhor abençoaria todas as obras de suas mãos;
  •          Indiscutivelmente, os princípios divinos não mudaram, o que você e sua Igreja têm feito pelos menos favorecidos?
  •          O cumprimento dos mandamentos cristãos também consistem em amar, e demonstrar amor, ao próximo [Gl 6:2  – Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.].

A abundância é uma
promessa de Deus àqueles
que ajudam a garantir a
abundância no sustento de
sua Casa
III – Dízimos e ofertas como fontes de bênçãos
1. A bênção da multiplicação
  •          O reconhecimento e a recompensa de Deus à fidelidade de seu povo estão registradas tanto no Antigo como no Novo Testamento;
  •          Nosso principal objetivo com nossas contribuições não deve ser o alcance de bênçãos, mas ainda sim é incontestável o fato de que o Senhor nos abençoa à medida que abrimos amorosamente as mãos em favor de sua obra;
  •          Em 2ª Coríntios 9:6-10 aprendemos que Deus nos permite colher proporcionalmente ao tanto que plantamos, espera que contribuamos com alegria e não por necessidade, tem poder para fazer abundar em nós toda a graça, e também nos faz prosperar à medida que praticamos misericórdia com o nosso próximo;
  •          Em Malaquias 3:10,11, esse derramamento de bênçãos está relacionado aos dízimos e ofertas;
  •          Por maiores que possam ser nossas dificuldades na área material, jamais devemos nos esquecer que quem nos sustenta é o Senhor;
  •          Multiplicação é uma promessa de Deus àquele que semeia [2ª Co 9:10 – Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça;].

O segredo do sucesso na busca pela 
restituição daquilo que foi roubado pelo 
inimigo tem um segredo muito simples: 
joelhos dobrados para adorar ao Senhor 
e mãos abertas para ajudar em sua obra 
contribuindo e trabalhando
2. A bênção da restituição[16]
  •          Por toda a Bíblia existem vários exemplos de que o Senhor é Deus de restituição;
  •          Constantemente a terra de Israel era atacada por gafanhotos que destruíam suas lavouras, mas para garantir a sobrevivência do povo, o Senhor prometia restituir o que a praga consumia;
  •          O devorador mencionado em Malaquias 3:11 refere-se à praga que consumia o fruto da terra, os quais estão relatados em Joel 1:4;
  •          Hoje, figuradamente, reconhecemos como devoradores os espíritos malignos que destroem o fruto de nosso trabalho material, os quais fazem isso com grande liberdade quando não somos fiéis a Deus;
  •          Será que podemos realmente dizer que estamos mesmo enquadrados nos princípios básicos da prosperidade ensinados na Bíblia [1ª Tm 6:7-11 – Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. 8Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. 9Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências[17]loucas e nocivas[18], que submergem os homens na perdição e ruína. 10Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 11Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.]?
A coisa mais difícil para
um pai é quando um
filho pede algo que ele
não tem. Imagina como
Abraão deve ter se sentido
quando Isaque lhe
perguntou aonde estava o
cordeiro; mas mesmo assim
ele não desistiu de obedecer
a voz de Deus que tinha
pedido a ele sua oferta mais
preciosa: a vida do seu
próprio filho. Naquele
momento, o Senhor honrou a
sua fé, enviando a provisão. A
grande lição que podemos
tirar disso é: Deus honra a
nossa fé à medida que nós
honramos nossos
compromissos e
propósitos com Ele!
3. A bênção da provisão
  •          No Antigo Testamento, em Malaquias 3:10, existe uma grande promessa de derramamento de bênçãos sem medida sobre o povo;
  •          No Novo Testamento, em 2ª Coríntios 9:8, Ele manifesta sua vontade de que alcancemos toda a suficiência, ou seja: a provisão de todas as nossas necessidades;
  •          Prosperidade, à luz da Bíblia, é ter o suficiente e, para isso, basta reconhecer sua dependência de Cristo;
  •          O salmista Davi dizia que, mesmo em sua idade avançada, nunca tinha visto um justo desamparado e nem a sua descendência mendigando o pão. O Deus de Davi é o mesmo nosso, ou será que servimos à alguma divindade diferente?
  •          Servindo a esse mesmo Deus, o apóstolo Paulo disse que havia aprendido a se contentar com o que tinha. Isso nos ensina que, para aquele que está sob a graça divina, viver da fé é um privilégio e não uma provação;
  •          O Senhor se preocupou tanto com o povo no deserto que lhes mandava diariamente o maná, da mesma forma se importava com a Igreja Primitiva que a ensinou a compartilhar o que tinha, e, dessa mesma maneira, Ele se importa hoje com seus filhos e os provê das mais diversas formas. Você pode dizer que é testemunha disso?
  •          Ofertar e dar o dízimo é honrar aquEle que tudo nos provê, auxiliando os seus servos na manutenção da sua obra e demonstrando amor aos necessitados;
  •          O maior problema de muitos crentes é se apegar às coisas materiais e não confiarem na provisão divina [Lc 22:35 – E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.].

Escolha bem a semente,
aguarde a melhor estação
para plantar, cuide dela com
amor e carinho e espere o
tempo certo para colher, e
pode ter certeza de uma coisa:
a qualidade do fruto
recompensará todo o seu
trabalho!
Conclusão
·         Como aprendemos, a prática dos dízimos e das ofertas, sempre fez parte da vida de Israel mesmo sendo praticada de diferentes formas ao longo da história;
·         Porém, o nosso Senhor e Salvador não recebe nada oferecido com interesse ou segundas intenções. Devemos contribuir não para sermos abençoados, e sim em forma de agradecimento porque já somos abençoados;
·         Tudo o que Ele nos concede é pela sua graça e misericórdia, e nunca pelo nosso merecimento ou pelos nossos “sacrifícios”;
·         O inimigo tem investido cada vez mais para tirar a nós e os nossos filhos da presença do Senhor. Quanto e como você tem investido no crescimento dessa grande obra? O que você colherá depende da semente que você está plantando hoje [Gl 6:7,8 – Não erreis: Deus não se deixa escarnecer[19]; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. 8Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.]!


Desde o princípio, Jeová ensinou
ao povo a importância da
contribuição: um grande exemplo
disso é que o Tabernáculo foi todo
construído com as ofertas dos
israelitas. Com o passar do tempo,
a liturgia, os sacerdotes, o povo,
os templos e as formas de adoração
mudaram significativamente, mas
os seus princípios continuam os
mesmos: até para termos um
lugar para nos reunirmos na
presença dEle, dependemos de
nossos esforços. Por isso,
contribua com amor e alegria,
pois nada que façamos por sua
obra será esquecido naquele
Grande Dia!
[1]Voluntário: (Do latim voluntariu) Que se faz ou deixa de fazer, sem coação nem imposição de ninguém; que está em nosso poder ou que depende do nosso livre-arbítrio fazer ou deixar de fazer. Feito espontaneamente, por vontade própria, sem constrangimento ou obrigação. 
[2]Mister: Urgência, necessidade. Aquilo que é forçoso, inevitável.
[3]Legalista: Adepto da legalidade; aquele que segue a lei.
[4]Preceito: Ordem dada para servir como regra geral.
[5]Abolido: Abortado, anulado, eliminado, extinto, suprimido.
[6]Tabernáculo: A palavra tabernáculo vem do latim tabernaculum, “tenda”, “cabana” ou “barraca” e designa o santuário portátil onde durante o Êxodo até os tempos do Rei Davi os israelitas guardavam e transportavam a arca da Aliança, a menorá e demais objetos sagrados. Em hebraico se chamava mishkan, משכן, “moradia”, (local da Divina morada). Também se denominava mow’ed, מוֹעֵד, “Tenda da Reunião”. Era composto de três partes: Átrio Exterior, Santo Lugar e Santo dos Santos.
[7]Malaquias: Foi contemporâneo de Esdras e Neemias, no período após o exílio do povo judeu na Babilônia em que os muros de Jerusalém tinham sido já reconstruídos em 445 aC. O Livro de Malaquias é um livro profético que faz descrições que mostram a necessidade de reformas antes da vinda do Messias. Por ser um livro curto e de acordo com a catalogação, Malaquias é o último dos profetas menores, tendo sido escrito por volta do ano 430 a.C., sendo que o seu nome não é citado em mais nenhum livro da Bíblia.
[8]Restrito: Limitado.
[9]Liturgia: Conjunto das cerimônias e preces ordenado pela autoridade espiritual competente.
[10]Melquisedeque: Significa “rei de justiça”, foi um rei de Salém (Jerusalém) e sacerdote do Deus Altíssimo (Gênesis 14:18-20; Sl 110:4; Hb 5:6-11; 6:20-7:28). O aparecimento e desaparecimento repentinos de Melquisedeque no livro de Gênesis são misteriosos. Melquisedeque e Abraão se conheceram pela primeira vez depois da vitória de Abrão contra Quedorlaomer e seus três aliados. Melquisedeque ofereceu pão e vinho a Abraão e aos seus homens que estavam muito cansados, demonstrando amizade. Ele abençoou Abraão no nome de El Elyon (“Deus Altíssimo”) e louvou a Deus por ter dado a Abraão vitória na batalha (Gn 14:18-20). No Salmo 110, um salmo messiânico escrito por Davi (Mt 22:43), Melquisedeque é visto como um tipo de Cristo (modelo ou figura de Cristo). O tema é repetido no livro de Hebreus, onde Melquisedeque e Cristo são considerados reis da justiça e da paz. Ao citar Melquisedeque e seu sacerdócio especial como um tipo, o autor mostra que o novo sacerdócio de Cristo é superior à ordem levítica e ao sacerdócio de Arão (Hb 7:1-10).
[11]Tipo: Coisa que se usa para produzir outras semelhantes; modelo, original.
[12]Ab-rogar: Anular, abolir, extinguir.
[13]Exceder: Se destacar, predominar, prevalecer.
[14]Soberano:Supremo, excelso; que atinge o mais alto grau.
[15]Voluntariedade: Ato de ser voluntário.
[16]Restituição: Ato ou efeito de restituir. Devolver.
[17]Concupiscência: Forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos (Rm 7:8).
[18]Nocivo: Prejudicial.
[19]Escarnecer: Zombar.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
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