Pastor consagra óleo para ungir vassouras

Pastor Jerônimo Onofre ungindo
o “óleo de fogo” no Monte
Carmelo, em Israel

    Entre tantas coisas “diferentes” no meio Evangélico, mais um fato recente está chamando bastante a atenção:  o Pastor Jerônimo Onofre, Presidente da Escola de Ministério Jeová-Jirê, da Igreja do Evangelho Quadrangular, foi ao Monte Carmelo, em Israel, para consagrar um óleo com o objetivo de distribuí-lo para os  fiéis ungirem suas vassouras e varrerem suas casas na intenção de destruir trabalhos malignos. Segundo o Pastor, esse é o óleo do fogo, e está sendo consagrado no Monte Carmelo porque esse é o monte em que o profeta Elias orou e Deus mandou fogo.

Essa é a capa de um de
seus livros, onde podemos
ver, em seu logotipo,
claramente a ligação que
ele faz entre o
sacrifício de Cristo e a
prosperidade financeira

    O Pastor Jerônimo é famoso por fazer campanhas do tipo: “Corrente de Jericó”, “Corrente da Revolta
contra o Mal”, “Em Um Ano o Menor vai Dobrar”, e “Jejum de Daniel”; e escrever vários livros sobre prosperidade, como por exemplo: “Provisões e Riquezas”, “Os Gafanhotos do Inferno”, “Dom de Adquirir Riquezas”, “Os Exterminadores de Riquezas”, “Produzindo por Mil Homens”“Sete Segredos para o Homem Ficar Rico” e “Crescer, Multiplicar e Dominar”. Em sua igreja há vários testemunhos de milagres, os quais têm conquistado mais fiéis para o ministério apesar do fato do Pastor enfrentar algumas denúncias por desvio de dinheiro; será que as vassouras ungidas conseguirão varrer esses processos pra bem longe?

Chamar a atenção do povo com
promessas de soluções imediatas
para os seus problemas através de
sacrifícios financeiros tem sido a
estratégia de marketing mais usada
por muitas igrejas que estão
pregando um evangelho voltado
para a satisfação do bem-estar e
não da alma

    Analisando o assunto seriamente, podemos notar que na Bíblia, mais especificamente no Antigo Testamento, é muito comum a unção de objetos, porém eles eram ungidos para serem consagrados para uso exclusivo nos cultos e não para serem distribuídos, e muito menos vendidos, para os fiéis. Os defensores desse costume na Igreja atual geralmente usam por base no Novo Testamento o texto de Atos 19:12 que diz que os lenços e aventais de Paulo curavam os enfermos e expulsavam os espíritos malignos. Porém, deve-se observar alguns pontos que geralmente são deixados de lado: não existe nenhum relato bíblico que possa ser entendido como uma aprovação divina para a adoção dessa prática como uma doutrina; de fato, há um propósito diferente na maneira como Deus usa cada um de seus servos, mas isso não significa que todos que se dizem portadores de uma autoridade dada pelo Senhor estejam realmente dizendo a verdade; a suposta transformação desses objetos em instrumentos de bênçãos, torna-os em amuletos de boa sorte; e aquilo que o homem recebe gratuitamente de Deus não deve ser comercializado como qualquer produto banal, caso contrário seria como se as bênçãos divinas estivessem à venda. Controvérsias à parte, o fato é que vassouras ungidas, banho de sal grosso, terra de Israel, água do Rio Jordão e outras coisas assim, estão fazendo cada vez mais sucesso no crescente mercado Gospel, ignorando aquele antigo costume tão trabalhoso de colocar os joelhos no chão, jejuar, louvar com sinceridade e trabalhar com amor na obra do Senhor; parece que estão querendo passar a vassoura por cima dos ensinamentos da sã doutrina das Escrituras Sagradas.

Fonte: Diversas Agências de Notícias Cristãs
Texto: Jonas M. Olímpio 

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