O Perigo de Querer Barganhar com Deus

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 8
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

O que podemos oferecer a Cristo
que seja tão valioso quanto o
sacrifício que Ele fez por nós?
Texto Áureo
    Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito (Sl 116:12)?
Verdade Prática
    Deus nos concede as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha[1], mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento com cada um de seus filhos.
Leitura Bíblica em Classe
    Mateus 4:1-11 – Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 3E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 4Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. 5Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo[2] do templo, 6E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. 7Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. 8Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. 9E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado[3], me adorares. 10Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. 11Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
A doutrina da barganha é tão
maléfica que ensina aos
analfabetos bíblicos que é possível
alcançar bênçãos de Deus em
troca de contribuições
Introdução
  •          A barganha com Deus contraria totalmente todos os princípios bíblicos;
  •          Usar a fé ou a Bíblia para satisfazer vontades pessoais através da prática de heresias e modismos não é prova de espiritualidade, muito pelo contrário, revela o caráter interesseiro da pessoa e provoca grandes prejuízos espirituais;
  •          “Dar ou fazer algo para Deus”, pedindo alguma coisa em troca não é sacrifício de fé, é chantagem[4] espiritual, e Deus não pode ser chantageado;
  •          Isso não é atitude de um adorador, mas sim uma ação típica de um negociante, ou seja: alguém que só age em busca de vantagens;
  •          Ter fé não significa ter coragem de ofertar almejando benefícios materiais, mas sim servir ao Senhor incondicionalmente tendo como objetivo principal a gratidão pela salvação, e não somente a melhora dessa vida terrena que é passageira;
  •          Realmente Deus ouve as nossas orações e também nos abençoa materialmente, mas faz isso porque conhece nossas necessidades e não por aquilo que podemos oferecer a Ele;
  •          Fazer “desafios com Deus” é provocar a sua ira assim como Israel o provocou no deserto e sofreu duramente por isso. É preciso ter muito cuidado com certas práticas estranhas que têm trazido escândalos ao Evangelho, pois Ele não se deixa escarnecer;
  •          Uma pregação que supervaloriza o bem-estar social, físico e sentimental não colocando a transformação comportamental, psicológica e espiritual como mais importantes, não conduz o ouvinte ao verdadeiro caminho: à salvação [1ª Jo 1:5,6 – E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. 6Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.].

Promessas de grandes milagres,
quase sempre voltadas para a
prosperidade financeira, são
temas da maioria das campanhas
que nem sempre são feitas com o
objetivo de ajudar os necessitados
ou salvar almas, mas sim de
arrecadar fundos para a “obra”

I – A barganha na Bíblia

1. No Antigo Testamento
  •          Um dos maiores exemplos da desnecessidade da barganha no Antigo Testamento está na história de Jó: ele perdeu seus filhos, sua saúde e seus bens, mas Deus lhe restituiu tudo em dobro sem que ele lhe oferecesse nada em troca além da fidelidade e da adoração;
  •          A fidelidade do crente tem que estar acima de suas posses para que ele possa ser justificado diante do Senhor;
  •          Assim como na história de Jó, Satanás olha para muitos de nós tendo a plena certeza de que se ele aumentar nossas lutas, não serviremos mais a Deus;
  •          Mas aquele que se mantém fiel independentemente das circunstâncias, não nega o nome de Jesus e não se sente desamparado, decepcionado ou frustrado diante das dificuldades;
  •          Jó não precisou oferecer nada ao Senhor em troca de sua bênção, muito pelo contrário, ele só teve que orar por aqueles que o caluniavam;
  •          Fazer votos ou propósitos com Deus é uma prática totalmente aceitável desde que, embora eles sejam motivados por alguma necessidade, seu objetivo seja sincero e através deles o nome do Senhor seja exaltado [Sl 132: 1-5 –Lembra-te, Senhor, de Davi, e de todas as suas aflições . 2Como jurou ao Senhor, e fez votos ao poderoso Deus de Jacó, dizendo: 3Certamente que não entrarei na tenda de minha casa, nem subirei à minha cama, 4Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, 5Enquanto não achar lugar para o Senhor, uma morada para o poderoso Deus de Jacó.].

Fatos bíblicos, do Antigo e do Novo
Testamento, embora tenham muito
valor porque nos mostram o
misericordioso caráter divino,
foram acontecimentos específicos
para cada momento sendo que
através de cada um, o Senhor tinha
algum propósito especial. Não
existe nenhuma ordem ou mesmo
aprovação de Deus para
transformá-los em doutrina ou
repeti-los ritualisticamente em
busca de bênçãos

2. Em o Novo Testamento

  •          Satanás é tão atrevido e, ao mesmo tempo, tão ingênuo que teve a coragem e a insensatez de tentar até o próprio Senhor Jesus Cristo. Imagine então se ele não tentará a nós que somos falhos e frágeis seres humanos sujeitos aos desejos da carne e inclinados ao pecado;
  •          E para tentar o Messias[5]ele lhe ofereceu todos os reinos do mundo em troca de sua adoração. Mas Jesus não perderia todo o resplendor[6]de sua glória em troca das coisas passageiras desse mundo e, além do mais, Ele é dono de tudo, assim como nós que, sendo filhos de Deus, somos também herdeiros do Reino Celestial que vale infinitamente mais do que todas as riquezas dessa terra;
  •          Atos 8:14-24 relata que um mago[7]chamado Simão[8], interessado em obter vantagens com os dons do Espírito Santo, ofereceu dinheiro aos apóstolos. Eles, porém, não aceitando a proposta da barganha, repreenderam-no severamente mostrando a ele que aquele dinheiro somente lhe serviria para a perdição por ele achar que poderia comprar os dons espirituais, e o exortaram ao arrependimento;
  •          Infelizmente, nos dias atuais,muitos “ministros do Evangelho” têm agido de forma totalmente contrária a que foi ensinada pelos apóstolos, pois eles oferecem de tudo em troca de dinheiro através de seus “sacrifícios de fé”;
  •          O próprio Jesus não nos comprou com dinheiro, mas sim com o sacrifício de seu próprio corpo. E, da mesma forma, o único sacrifício que Ele requer de nós é nossa entrega total a Ele, o que consiste exatamente na renúncia e na não-conformação em relação às coisas corruptíveis desse mundo [Rm 12:1,2 – Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 12E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.].
A Bíblia nos ensina a colocar a
busca pelo Reino de Deus sempre
em primeiro lugar em nossa vida,
mas a doutrina da prosperidade
ensina exatamente o contrário:
eles transformam o cristão em um
negociante que é incentivado a
entregar aquilo que tem em troca
de mais bens materiais

3. As Escrituras condenam a barganha

  •          A simplicidade do Evangelho de Cristo não nos ensina que somos abençoados quando oferecemos determinadas quantias em dinheiro, porque, de acordo com o que está escrito em Romanos 3:24, fomos justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus;
  •          As “doutrinas do sacrifício” não têm validade para a igreja atual, porque elas desmerecem o sacrifício que já foi feito por Jesus na cruz;
  •          Realmente, contribuir com a obra do Senhor é bíblico e a igreja necessita, porém todas as contribuições devem ser feitas voluntariamente, com amor, alegria, sem constrangimento e com valores de acordo ao que está proposto no coração do ofertante;
  •          Amar é agir benignamente sem esperar nada em troca, sabendo que a sua maior recompensa é ver a satisfação daquele que recebe sua demonstração de amor: essa é uma das características de um autêntico servo do Senhor;
  •          Jesus condenou veementemente[9]o apego às coisas materiais [Mt 19:21-23 – Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. 20E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. 21Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.].

A religião escraviza, o Evangelho
liberta; a religião cega, o
Evangelho tira as escamas dos
olhos; a religião domina a mente,
o Evangelho traz sabedoria; a
religião oprime, o Evangelho dá
liberdade. A quem você segue? a
líderes religiosos ou a Jesus Cristo?

II – Pressupostos da “Teologia da Barganha”

1. A falsa doutrina do direito legal
  •          Uma das crenças da teologia da prosperidade é a doutrina do “direito legal do crente”; o qual consiste em acreditar que quando Jesus morreu na cruz conquistou muitos direitos para os seus seguidores, os quais devem reivindicá-los chamando-os à existência para que se realizem;
  •          Na maioria das pregações dessa linha de pensamento não se considera a necessidade do pecador buscar uma transformação em sua vida, mas apenas se destaca a importância de que ele ofereça algo para ser retribuído por Deus;
  •          Quanto à vontade divina, os defensores dessa teoria não consideram a existência de um propósito diferente em cada caso, mas garantem aos seus ouvintes que Deus somente quer dar o melhor dessa terra a todos àqueles que ouvirem os seus “profetas”, e que provações, pobreza e doenças são coisas do diabo e pregar sobre “espinho na carne” é coisa de crente que não tem fé e já está conformado com a derrota;
  •          Com isso, eles passam a impressão de que o poder divino foi transferido aos crentes, pois em suas pregações o que mais se ouve é: “Profetize a vitória!”, “Determine a bênção!”, “Eu te liberto!”, “Estou ordenando que saia!”;
  •          Porém, o que a Bíblia nos mostra em 2ª Pe 1:21 é que nenhuma profecia pode ser produzida por vontade de homem algum, em Tiago 4:13-16 que devemos sempre dizer “Se o Senhor quiser” e não nos gloriarmos em nossas presunções, em 2ª Coríntios 3:5 que sem Deus não somos capazes nem mesmo de pensar, e em Judas 1:9 que não devemos ousar fazer afirmações injuriosas nem mesmo contra o diabo e sim dizer: “O Senhor te repreenda!”;
  •          Quando Jesus nos concedeu autoridade para fazer milagres através dos dons espirituais, Ele não nos transformou em pequenos deuses, mas sim em servos que só podem agir mediante autorização segundo a vontade de seu Senhor;
  •          O que nunca podemos esquecer é que o maior direito do crente é viver com paz interior, alegria, amor, gratidão e a viva esperança de um dia ir morar no lar celestial. O restante é prazer passageiro;
  •          Quando nos resgatou, os maiores direitos que o nosso Salvador nos deu foi o de sermos livres da escravidão do pecado e, sob a condição de servirmos a Deus e buscarmos a santificação, teremos por fim a vida eterna [Rm 6:22 – Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.].

Determinar significa impor e exigir
que algo aconteça. Sabemos que,
espiritualmente, alguma coisa só
pode acontecer se for feita por Deus,
portanto, pode-se concluir que
determinar é dar ordens a Deus

2. A prática do determinismo

  •          Determinismo é o ato de determinar para que tudo aconteça conforme a tua palavra;
  •          Isso inclui a doutrina da confissão positiva, a qual consiste no hábito de dizer apenas coisas boas, porque, segundo os seguidores dessa linha de pensamento, “o crente não fala, o crente profetiza”, pois a sua boca tem poder para abençoar;
  •          Essa nada mais é do que uma prática vangloriosa[10]de poder humano, a qual visa simplesmente preencher o seu ego satisfazendo seus desejos sem que ele tenha que se preocupar em ser direcionado por Deus;
  •          A graça que nos foi concedida por Cristo, na qual também estão incluídas curas e provisões materiais, com seu sacrifício na cruz não significa que não possamos passar por problemas, sofrimento ou dificuldades;
  •          Uma coisa que os pregadores e os seguidores do triunfalismo insistem em não querer entender é o fato de que uma vida gloriosa, sem dor e com abundância em todos os sentidos, somente estará a nosso alcance quando não mais estivermos nessa terra imperfeita, cheia de corrupção e pecados;
  •          A humildade tem que ser uma das marcas registradas de um anunciador das Boas Novas: quem tem essa virtude será honrado por Deus [2ª Co 10:13,17,18 – Porém, não nos gloriaremos fora da medida, mas conforme a reta medida que Deus nos deu, para chegarmos até vós; 17Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. 18Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva.].
O que pode fazer o homem diante
do ilimitado poder de Deus?

III – O perigo de barganhar com Deus

1. O perigo de se ter um Deus imanente, mas não transcendente
  •          Imanente é um ser que se identifica com outro ser e se relaciona com ele, ou seja: Deus é imanente porque nos fez à sua imagem e semelhança e se relaciona conosco;
  •          Transcendente é aquele que excede os limites normais. Ele é superior e sublime[11], ou seja: Deus é transcendente porque é infinitamente superior a nós;
  •          Considerar Deus como imanente e não como transcendente é valorizar o fato de Ele se relacionar com você, mas não reconhecer ou não respeitar o fato de Ele ser superior e ter o poder e o direito de dominar a sua vida conforme a vontade dEle;
  •          É muito confortável pregar que Deus é amor, mas também temos a obrigação de ensinar que Ele é justiça [Hb 10:30,31 – Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.].
Seguir a Jesus da maneira que o
próprio Jesus ensinou está totalmente
fora dos planos dos que pregam a
barganha financeira como
sacrifício espiritual

2. O perigo de se transformar o sujeito em objeto

  •          Os ministros da prosperidade invertem os valores colocando o material como seu foco principal;
  •           Muitos cantores e pregadores são considerados como grandes artistas Gospel[12], e os termos mensageiros e adoradores são tendenciosos jargões[13] que somente servem para abrilhantar seus currículos de apresentação nos cartazes e nos shows;
  •          O mercado religioso tem sido um grande negócio para aqueles que quando pregam ou cantam, não podem terminar sua mensagem sem passar o número de sua conta bancária ou oferecer seus produtos;
  •          Esse falso evangelho que está sendo literalmente vendido por aí não satisfaz as necessidades, apenas prioriza as vontades;
  •          Cultuar é adorar ao Senhor, mas muitos “cultos” estão sendo direcionados às criaturas e não ao Criador;
  •          É claro que não se pode desmerecer aqueles que realmente têm um chamado divino e verdadeiramente precisam de ajuda em seus ministérios, porém esses são uma pequena minoria. E, além do mais, quando Deus chama, Ele supre e certamente não tem prazer em ver seus filhos agindo, muitas vezes ,como mendigos ou como estelionatários em nome do sustento do seu chamado, causando dúvidas e escândalos entre o povo de Deus diante dos incrédulos;
  •          Muitos seguiam a Jesus porque queriam algo dEle ou porque não acreditavam mas esperavam ver algum sinal. A maioria dizia que o amava sendo que poucos o amavam de verdade. Responda para si mesmo com toda sinceridade: o que te faz seguir a Jesus Cristo? [Jo 21:15-17 – E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta[14] os meus cordeiros. 16Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. 17Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.].

De que forma você tem tentado
agradar ao Senhor e Salvador da
tua alma? O teu relacionamento
com Ele é um amor sincero ou
apenas uma busca pela
satisfação de interesses?

3. O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos

  •          A barganha faz o homem se relacionar com Deus de forma técnica, cheia de regras e “fórmulas mágicas”, as quais aparentam proporcionar um meio rápido e fácil para se obter os resultados de seu interesse;
  •          Carregar uma Bíblia em baixo do braço e permanecer horas em oração são práticas fora de moda para os muitos adeptos de algumas novas tendências evangélicas que estão surgindo;
  •          Muita gente tem se apoiado em seus líderes, os quais fazem grandes sacrifícios espirituais, e não têm nenhum temor em divulgar isso publicamente, em troca dos sacrifícios financeiros de seus seguidores;
  •          Ultimamente temos visto coisas muito assustadoras entre aqueles que se dizem cristãos, mas o que se pode esperar de quem ensina que o homem tem o direito de encostar Deus na parede?
  •          De nada somos merecedores, o que temos é pela misericórdia e pela graça divina, mas muitos seres humanos têm agido como se Jeová tivesse uma grande dívida para com eles;
  •          Quem tem um verdadeiro e sincero relacionamento com o Senhor vive fielmente para Ele em qualquer circunstância [Rm 14:8 – Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.].

Reverência, obediência, amor,
sinceridade, retidão, santidade e
testemunho são as coisas que o
Senhor realmente espera receber
de nós; e tudo isso deve ser entregue
com o simples interesse de adorá-lo,
pois nas demais coisas, Ele está
cuidando de nós

Conclusão

·         Barganhar com Deus é uma grande tentação, principalmente quando estamos passando por alguma dificuldade, só que não podemos nos esquecer de uma coisa: nada temos cujo o valor seja o suficiente para propor algum tipo de negócio ao Dono do ouro e da prata, Criador e Dominador do universo e Senhor e Salvador de nossa alma;
·         O homem mais parece uma criança mimada e teimosa quando tenta exigir algo de Deus. E Ele, por ter um grande amor, como um verdadeiro Pai, não o destrói, apenas lhe dá umas palmadas;
·         A autenticidade[15]e a atualidade das manifestações de milagres e das provisões divinas são inquestionáveis. O que não se pode aceitar é o homem chegar diante do trono do Grande Rei sem nenhuma reverência ou humildade, exigindo bênçãos como se fosse um credor cobrando o devedor;
·         Barganhar com Deus é tentar negociar o inegociável [Mc 8:37 – Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?].

O mágico Simão
acreditava que
poderia comprar os
dons espirituais para
com eles incrementar
seus shows e ganhar
mais dinheiro; da
mesma forma, hoje,
muitos “mágicos
espirituais” estão
tentando negociar com
Deus para satisfazer
seus propósitos
capitalistas

[1]Barganha: Troca, negociação.

[2]Pináculo: O ponto mais elevado de um edifício, de um monte etc.; cúpula, coruchéu.
[3]Prostrado: Lançado de bruços no chão.
[4]Chantagem: Ação de extorquir. Ameaçar de fazer ou de não fazer algo se a pessoa ameaçada não cumprir a exigência daquela que o ameaça.
[5]Messias: Significa “Ungido”; nome dado ao Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
[6]Resplendor: Ação ou efeito de resplender. Brilho intenso; fulgor.
[7]Mago: Sacerdote dos medos e persas. Aquele que se presume saber como desenvolver e empregar conscientemente os poderes mágicos. Feiticeiro.
[8]Simão: É um personagem bíblico com quem o apóstolo Pedro travou polêmica em Samaria (At. 8, 9-24). Além do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, o personagem é referido em outras obras ligadas ao gnosticismo. O texto bíblico narra o episódio em que Simão tenta comprar dos apóstolos o poder de operar milagres. Tal ato, considerado pecaminoso pela teologia cristã, foi denominado de simonia (ato de Simão), termo que define especificamente o comércio ou tráfico de coisas sagradas e espirituais, tais como sacramentos, dignidades, indulgências e benefícios eclesiásticos, e que estaria no centro das críticas e discussão que conduziriam à Reforma protestante no século XVI.
[9]Veemente: Forte, enérgico, vigoroso. Impetuoso, violento, intenso. Caloroso, entusiástico. Frenético, irritável. Ansioso, instante, fervoroso, animado, arrojado. Que move ou se move com ímpeto e eficácia. Que exterioriza os sentimentos e pensamentos com ardor e entusiasmo.
[10]Vanglória: Presunção mal fundada acerca do próprio merecimento ou de dotes pessoais; bazófia, jactância, vaidade.
[11]Sublime: Que é dotado de uma elevação excepcional.
[12]Gospel: Palavra inglesa que significa Evangelho ou evangélico.
[13]Jargão: Calão, gíria.
[14]Apascentar: Levar ao pasto ou pastagem. Pastorear.
[15]Autenticidade: Qualidade do que é autêntico (verdadeiro).

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 8
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

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