As Bênçãos de Israel e o que Cabe à Igreja

Estudo Bíblico baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 5
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

Existem grandes diferenças entre
as formas como Deus abençoava
o povo de Israel no Antigo
Testamento e a maneira como Ele
abençoa a Igreja de hoje
Texto Áureo
    Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; 4Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor (Ef 1:3,4);
Verdade Prática
    Se observarmos a Palavra de Deus, experimentaremos a verdadeira prosperidade: a comunhão plena, em Cristo, com o Pai Celestial.
Leitura Bíblica em Classe
    Gálatas 3:2-9 – Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 3Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo
Espírito, acabeis agora pela carne? 4Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. 5Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? 6Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado[1]como justiça. 7Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão[2]. 8Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. 9De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.
O sacrifício de Cristo substituiu o
sangue de animais. Usar o termo
“sacrifício” para se obter bênçãos
é uma verdadeira ofensa que
desmerece aquilo que o nosso
Salvador já fez por nós. O
contexto bíblico de sacrifício no
Novo Testamento não significa
entregar valores financeiros na
esperança de uma retribuição
material, mas sim doar-se para a
obra do Senhor, fazendo para Ele
o melhor possível
Introdução
  •          Inquestionavelmente, o Senhor tem grandes bênçãos para todos nós, mas cada um recebe a sua própria porção independentemente das promessas que foram feitas à Israel, à Igreja ou a qualquer outra pessoa;
  •          Nem todas as promessas são coletivas, porque o propósito que Deus tem com cada um de nós é diferente um do outro;
  •          Há muitas bênçãos na Bíblia, principalmente no Antigo Testamento, que foram prometidas exclusivamente para os israelitas, e não para a Igreja atual ou para cada crente de modo particular;
  •          Há também muitas bênçãos destinadas à Igreja, porém é preciso saber diferenciar as que são coletivas e as que são individuais;
  •          Muito se tem pregado atualmente sobre as promessas do Antigo Testamento como sendo para cada pessoa dos dias atuais, principalmente no que se refere a sacrifícios, mas o que aprendemos quando meditamos mais profundamente é que os sacrifícios não eram feitos para se obter retribuição e sim para agradecimento, adoração e arrependimento, e que há diferenças entre os israelitas e a Igreja contemporânea;
  •          Obviamente, a Bíblia não é um mero livro de história, no entanto nem todos os fatos milagrosos precisam necessariamente se repetir exatamente como aconteceram com seus personagens. Eles apenas servem para nos ensinar o quanto Deus é cheio de poder e misericórdia, porém seu modo de agir em nossa vida pode ser de forma totalmente diferente. E essa diferença pode ser, em intensidade, de maior ou de menor esplendor diante de nossos olhos;
  •          É extremamente necessário que analisemos o conteúdo das Escrituras Sagradas observando minuciosamente[3] o contexto dentro de cada texto para que não sejamos enganados por aqueles que usam pretextos para manipularem as verdades bíblicas de acordo com suas próprias vontades e conveniências;
  •          Se não buscarmos o autêntico conhecimento da Palavra, corremos o sério risco de, além de sermos enganados por obreiros fraudulentos, sermos também enganados por nós mesmos não entendendo o verdadeiro plano divino para a nossa vida;
  •          De fato, Deus não mudou, porém há diferença em sua forma de agir entre o Antigo e o Novo Testamento;
  •          Essa diferença não deve ser entendida como uma mudança no caráter divino, mas sim como uma manifestação cada vez mais evidente da sua misericórdia;
  •          Você sabe distinguir a diferença entre as promessas feitas a Israel e as promessas feitas à Igreja?
  •          Os modismos que vemos entre os neo-pentecostais consistem em incentivar o sacrifício financeiro e a utilização de objetos ou a repetição de atos ocorridos no Antigo Testamento para se obter bênçãos;
  •          Analise profundamente: se Cristo já fez seu sacrifício por nós, que poder esses objetos ou rituais simbólicos usados por algumas vezes pode ter sobre a nossa vida, e por que Ele teria dado essa autoridade a muitos obreiros que se auto-intitulam como homens de Deus para receber os sacrifícios do povo em suas mãos como os antigos sacerdotes [Hb 9:11-15 – Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, 12Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. 13Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha[4] esparzida[5]sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, 14Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado[6] a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? 15E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão[7] das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.]?

Muitas pessoas correm atrás de seus
“ídolos evangélicos” como se apenas
através deles pudessem alcançar
algo. Porém as bênçãos são
individuais e o fato de alguém
aparentemente ter sido abençoado
através de determinada pessoa não
significa que com todos vai acontecer
da mesma forma. Deus não precisa de
alguém ou de um lugar especial para
agir
I – Abraão e o aspecto pessoal da bênção
1. O alcance individual das bênçãos
  •          Muitas pessoas procuram o “lugar da bênção”, ingenuamente pensando que Deus só age na coletividade porque algum determinado grupo tenha sido por Ele reconhecido como seu povo;
  •          Se fosse assim, Ele não teria falado particularmente com Abraão e com Noé, mas sim com toda a sua família;
  •          No Antigo Pacto, as promessas do presente, por muitas vezes, se refletiram no futuro e de forma coletiva, como por exemplo: dar início a uma nova geração a partir do ato de Noé ter construído a arca, sendo que inicialmente todos podem ter acreditado que isso seria apenas para salvar a vida de sua família, e também o grande milagre de fazer da descendência do idoso Abraão uma grande nação, sendo que para muitos isso pode ter parecido apenas a realização de um vaidoso desejo masculino de ser pai;
  •          De pequenas circunstâncias como essas, Jeová fez muitas coisas permanentes;
  •          As bênçãos temporais, que eram aquelas relacionadas às circunstâncias pessoais de seus servos, se transformavam em promessas eternas, das quais muitas estão se cumprindo e outras ainda se cumprirão futuramente;
  •          Abraão nada tinha pedido quando saiu da terra de Ur dos Caldeus, mas ele foi grandemente abençoado, tanto material quanto espiritualmente, por sua obediência à voz divina;
  •          Aquele que tem prioritariamente em seu coração as bênçãos eternas é um fortíssimo candidato às bênçãos temporais, porque tem estrutura para manter o domínio e não ser dominado por elas;
  •          Os propósitos divinos, desde o princípio, sempre foram muito além da capacidade de compreensão do superficial raciocínio humano;
  •          Uma pessoa abençoada faz prosperar materialmente toda a sua família, mas, espiritualmente falando, a salvação é individual. Quer um exemplo disso? Os filhos de Jó não eram fiéis a Deus, mas eram abençoados através da fidelidade de seu pai. Porém, apesar de usufruírem das bênçãos materiais, eles não foram poupados pelo Senhor na hora do castigo, não podendo assim desfrutar do livramento e da salvação que Jó alcançou [Jó 1:1-5 – Havia um homem na terra de Uz[8], cujo nome era [9]; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal. 2E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois[10] e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente. 4E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. 5Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.].

O melhor sacrifício que você
pode fazer em busca da
prosperidade é ser obediente
à vontade divina
2. O alcance social das bênçãos
  •          Um crente realmente abençoado por Deus transmite suas bênção àqueles que estão próximos a ele;
  •          Quando melhoramos de vida, principalmente no sentido moral, nosso testemunho causa em muitas pessoas o desejo de também mudarem sua triste realidade e muitas podem até encontrar o caminho da salvação sem que nós nem mesmo percebamos que as evangelizamos;
  •          Abraão é ainda hoje reconhecido como um valoroso patriarca não somente pelos servos de Deus, mas também por todos aqueles que conhecem sua tremenda história de prosperidade alcançada por meio da fé e da obediência;
  •          Para nós, cristãos gentios, sua história é de vital importância porque, segundo o texto de Gálatas[11]3:8,9, fomos justificados pela fé no Evangelho, o qual foi primeiramente anunciado a ele que foi quem recebeu a promessa de que todas as nações seriam benditas através de sua pessoa, de maneira que somos benditos com ele, ou seja: como ele, ou juntamente com ele;
  •          José passou uma grande humilhação em sua terra nas mãos de seus próprios irmãos, mas Ele foi fiel e Deus o honrou colocando-o como governador do Egito. A princípio, essa grande bênção seria simplesmente a justiça divina para com um justo sofredor, porém, quando analisamos toda a história, vemos que essa prosperidade individual de José foi também uma grande bênção para todo o povo que passaria por um grande período de fome, mas foi salvo pela visão espiritual e pela sabedoria que o Senhor deu a esse jovem [Gn 41:38-41 – E disse Faraó[12] a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o Espírito de Deus? 39Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. 40Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu. 41Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.].

Não podemos negar também que
o sofrimento de muitas pessoas e
a sua conseqüente busca por
soluções acaba trazendo-as a
presença de Deus. A maior prova
disso está na cada vez mais
intensa propagação do Evangelho
no Brasil e por todo o mundo. 
II – Israel e o aspecto nacional da bênção
1. O alcance geográfico das bênçãos
  •          Existem bênçãos na Bíblia que foram dadas a Israel como nação para o tempo presente em que viviam, como por exemplo: uma terra para ele habitar;
  •          E também a mesma promessa com alcance futuro, como por exemplo: torná-lo uma grande nação dando-lhe Canaã[13] como herança perpetuamente;
  •          Essa promessa, embora muitíssimo valiosa, não é para nós, pois não somos judeus. Porém através da graça redentora alcançada através do sacrifício de Jesus, recebemos a promessa da herança da Canaã Celestial: a Nova Jerusalém. E essa promessa escatologicamente futura também é para Israel;
  •          Pegar versículos isolados cujas promessas pertencem a Israel e pregar sobre eles como se fossem para os dias atuais é heresia;
  •          A maioria dos pregadores, em suas mensagens, lembra que no momento em que Abraão ia sacrificar Isaque Deus proveu um cordeiro, mas não lembra que Abraão não sabia que apareceria esse cordeiro e que estava realmente disposto a sacrificar seu filho. Muito se tem pregado sobre provisão, mas pouco se tem falado sobre sacrificar-se com o máximo de seu esforço, tanto em trabalho como em sinceridade, pela obra do Senhor [1ª Jo 2:4 – Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.].

Fazer votos pela fé não é pecado,
mas se apegar a eles
transformando-os em doutrina
consiste em gravíssimo erro
anti-bíblico
2. O alcance político das bênçãos
  •          O povo de Israel, desde a sua travessia pelo deserto como também em seu estabelecimento em Canaã, teve que enfrentar, e até conviver, com povos extremamente violentos. Em razão disso, vemos nas Escrituras, muitas promessas de livramento das quais eles necessitavam para sobreviver;
  •          Então devemos entender que grande parte das promessas de livramento contida na Bíblia, inclusive nos Salmos[14] que tanto são venerados pelos consoladores triunfalistas, não é para nós, mas sim para os israelitas daquela época;
  •          Deus sempre definiu Israel como sua propriedade particular, por isso o defendia e agia com misericórdia mesmo quando permitia que ele fosse tocado pelo inimigo por sua desobediência;
  •          Embora saibamos que o misericordioso caráter divino não mudou, não temos o direito de usar trechos bíblicos concernentes aos livramentos de Israel como sendo para nós, o que podemos é usá-los para pregar sobre o amor de Deus, conscientizando o ouvinte que assim como ele agiu com os hebreus no passado, Ele também pode, e não necessariamente vai, agir conosco da mesma forma;
  •          Indiscutivelmente temos que reconhecer o valor da Palavra pregada nos dias atuais como mensagem revelada de Deus aos ouvintes. Porém nem sempre aquele que está com uma Bíblia e um microfone nas mãos está sendo realmente usado pelo Espírito Santo quando cita, por exemplo, o Salmo 23 e fala: “Deus está mandando dizer que nada vai faltar para você!”, porque além de esse ser um cântico, ou uma poesia, composta por Davi num momento de adoração, devemos ainda considerar que existem condições e circunstâncias para se receber bênçãos [Ef 4:24 – E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.].
A maior bênção para um crente
interesseiro é alcançar a satisfação
dos seus desejos, mas a maior
bênção para um crente verdadeiro
é alcançar o mundo para Cristo,
seja através de seu trabalho, de
suas orações ou de suas
contribuições
3. O alcance global das bênçãos
  •          Quando, conforme está escrito em Gênesis 12:3, Deus disse a Abraão que nele seriam benditas todas as famílias da terra, Ele estava se referindo a salvação através de Jesus Cristo, e dizendo que essas boas novas estavam sendo anunciadas primeiramente ao patriarca;
  •          Então, de certa forma, a promessa dessa bênção que era inicialmente para Abraão e posteriormente para Israel, alcançou globalmente toda a humanidade;
  •          Outro exemplo é a promessa do derramamento do Espírito Santo que foi dada a Israel mas abrange a toda Igreja desde o período apostólico até os dias atuais;
  •          E a maior de todas as promessas é aquela desejada por Deus a todos os homens [1ª Tm 2:1-4 –Admoesto-te[15], pois, antes de tudo, que se façam deprecações[16], orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; 2Pelos reis, e por todos os que estão em eminência[17], para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; 3Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, 4Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.].
Jesus sempre ensinou a valorizar
as coisas eternas e não as
passageiras
III – A Igreja e o aspecto universal das bênçãos
1. Transitório versus eterno
  •          Desde o princípio, nosso Deus tem abençoado seu povo material, social e espiritualmente;
  •          Podemos observar no Antigo Testamento que muitas bênçãos ali realizadas foram temporais, ou seja: passageiras, e que no Novo Testamento, as promessas divinas, embora também abranjam os campos material e social, têm como prioridade o campo espiritual, ou seja: a eternidade;
  •          As promessas transitórias do Antigo Pacto se cumpriram transitoriamente em sentido material, e se mantiveram como promessas permanentes no Novo como espirituais. Por exemplo: no Antigo, Israel se tornou uma grande nação, porém, no Novo, tanto israelitas como gentios tem a promessa de serem uma grande nação celestial, sob a única condição de aceitarem a Jesus como seu Salvador;
  •          Isso quer dizer que as antigas promessas, mesmo que muitas já tenham sido cumpridas, têm, e continuarão tendo, a consumação do seu cumprimento por completo a nível futuro. Traduzindo: os melhores presentes de Deus ainda estão por vir, e estão reservados àqueles que se mantiverem fiéis;
  •          Quando reclamamos de algumas adversidades que passamos na vida é porque não paramos para pensar que tudo isso é passageiro e que muito maior do que os nossos probleminhas momentâneos é o que o Senhor tem preparado para nós [2ª Co 4:16-18 – Por isso não desfalecemos[18]; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. 17Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; 18Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.].
Trilhar o caminho estreito não é
muito fácil, mas somente aqueles
que escaparem do grande abismo
é que saberão o quanto valeu a
pena
2. Material versus[19]espiritual
  •          Como vimos até aqui, existe uma relativa participação coletiva em bênçãos individuais, uma das provas disso é o fato de termos acesso à salvação mesmo não tendo recebido inicialmente essa promessa;
  •          Mas essa participação coletiva se dá espiritualmente;
  •          Conforme Paulo destaca em sua epístola aos Efésios 2:3, Cristo nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais;
  •          Da mesma forma, em sentido espiritual, bênçãos temporais podem se tornar eternas;
  •          Mesmo nos abençoando materialmente, o propósito principal de Deus em tudo o que faz é nos abençoar espiritualmente;
  •          Dessa forma, até mesmo os aparentes prejuízos que temos podem ser encarados como bênçãos, pois o Senhor tem as suas formas de nos preservar mesmo quando não entendemos isso;
  •          Inverter os valores divinos podem nos trazer trágicas conseqüências;
  •          É interessante observar que no Antigo Testamento há uma imensidão de promessas materiais, porém, no Novo, as promessas estão mais voltadas para a preservação da santidade, sem a qual ninguém verá a Deus;
  •          Levando em consideração que o Novo Pacto superou o Antigo, deixemos em segundo plano as ansiedades de nossa vida terrena, e zelemos pela frutificação da comunhão com nosso Pai Eterno;
  •          Até mesmo as bênçãos que nos trazem conforto material, físico ou sentimental somente são conquistados por aqueles que prosperam espiritualmente [Gl 5:22 – Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.].
De que adianta ter posse de todos
os bens que esse mundo possa
oferecer, se não possuir o
domínio sobre o seu próprio
coração e perder a sua alma?
3. Pobreza e riqueza
  •          É preciso ressaltar também que apesar de a riqueza material não dever estar em primeiro plano na nossa vida, pobreza também não é sinal de santificação e muito menos garantia de salvação;
  •          Em nenhum lugar a Palavra de Deus condena a riqueza como um pecado mortal, mas simplesmente nos alerta sobre os perigos do amor ao dinheiro, ao mundo e às coisas que nele há;
  •          Muitos crentes na Bíblia, inclusive no Novo Testamento, possuíram muitos bens e boa saúde, porém o que elas mais buscavam prioritariamente não era isso, mas sim o Reino de Deus;
  •          Não importa qual seja a tua situação social ou física, porque pobreza ou riqueza e doença ou saúde não definem o nível de espiritualidade de ninguém, o que realmente importa é o que está em primeiro lugar no seu coração;
  •          Diante do Todo-Poderoso Jeová somos todos iguais [Rm 2:11 – Porque, para com Deus, não há acepção[20] de pessoas.].
Somos participantes das bênçãos
do povo de Israel, mas agora eles
precisam que os abençoemos
ajudando-os a se reencontrarem
com o verdadeiro Deus
Conclusão
·         Como afirmou Paulo na carta aos Filipenses[21] 3:20, a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Senhor Jesus Cristo: o nosso Salvador;
·         Não há como evitar a nossa vida terrena, pois Deus nos colocou para viver temporariamente nesse mundo, mas tudo o que desejamos, planejamos e construímos deve ter como objetivo principal o Reino dos céus;
·         O próprio Jesus foi tentado pelo maligno quando esteve na terra, porém, mesmo estando em forma humana Ele venceu, e sua vitória serve como de como nós podemos vencer também;
·         Uma das coisas que Ele ensinou quando esteve aqui foi que aquilo que consideramos como o nosso tesouro é aonde está o nosso coração. Isso mostra o quanto é importante resistirmos a todas as coisas que possam nos afastar do Senhor;
·         O que está em primeiro lugar em sua vida [Fp 4:8,9 – Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. 9O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.]?

Abraão não precisou sacrificar o
seu filho, mas se fosse necessário
estava disposto a fazer isso. Para
Deus o que importa não é exatamente
o que possamos fazer por Ele, mas
sim aquilo que estamos dispostos a
fazer
[1]Imputado: Responsabilizado; apontado como autor de algum ato. Aquele a quem foi atribuída alguma ação.
[2]Abraão: Esse nome significa pai, ou líder de muitos. É um personagem bíblico citado no Livro do Gênesis a partir do qual se desenvolveram três das maiores vertentes religiosas da humanidade: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Obedecendo as ordens de Deus, saiu com Ló de Harã, juntamente com sua esposa e seus bens, indo em direção a Canaã. Abrão já teria setenta e cinco anos de idade e dá a entender que já tivesse pessoas a seu serviço, embora nenhum filho. Teria sido pai pela primeira vez aos oitenta e seis anos, quando nasceu Ismael: filho que ele concebeu com sua escrava Hagar, sob consentimento de sua esposa Sara que era estéril. Sara deu à luz a Isaque com a idade aproximada de 90 anos e Abraão tinha quase 100. Ele é considerado como o pai da fé e morreu com 175 anos de idade.
[3]Minuciosamente: Cuidadosamente; analisar profundamente.
[4]Novilha: Vaca nova; bezerra. Rês fêmea que ainda não deu cria.
[5]Esparzido: Espargido. Espalhado ou derramado em gotas ou borrifos.
[6]Imaculado: Sem mácula ou mancha. Limpo e puro. Inocente.
[7]Remissão: Ato ou efeito de remir. Indulgência, misericórdia. Expiação, perdão.
[8]Uz: A terra de Uz, aonde vivia Jó,  é por vezes identificada com o reino de Edom, aproximadamente na área da moderna Jordânia sudoeste e sul de Israel. Lamentações 4:21 diz:. “Regozija-te e alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz”. Outras localizações propostas para Uz incluem a Arábia mais ao sul, especialmente Dhofar, citada como sendo a casa dos árabes originais, Basã, a oeste da Jordânia, Arábia a leste de Petra, na Jordânia e até mesmo o Uzbequistão nos dias de hoje. Segundo o documento do Mar Morto, o Manuscrito de Guerra, a terra de Uz é mencionada como existente em algum lugar além do Eufrates, possivelmente, em relação à Síria. Na Coluna 11 versículo 2, observa-se, “eles devem lutar contra o resto dos filhos de Aramea: Uz, Hul, Togar, Messa, que estão além do Eufrates”.
[9]Jó: Job (em hebraico: אִיּוֹב), cujo nome significa voltado sempre para Deus, é um personagem de um dos livros mais antigos da Bíblia, isto é, o Livro de Jó do Antigo Testamento. Ele foi um homem que viveu na terra de Uz, onde atualmente se encontra o Iraque. Há indícios de que viveu entre os séculos XVII a.C. (1683a.C.) a XVI a.C. (1543a.C.). O ponto alto da vida de Jó foi o seu intenso sofrimento causado por Satanás, sob a permissão de Deus, na intenção de provar sua fé, restituindo-lhe tudo em dobro no final da história.
[10]Junta de boi: É o nome popular dado a uma dupla de bois utilizados para desenvolver trabalhos de tração em atividades rurais como puxar um carro de bois ou um arado. As juntas de bois são unidas por uma canga (jugo), que assenta na nuca dos bois, prendendo-os pelo pescoço.
[11]Gálatas: No século III a.C., houve uma grande migração de gauleses para oriente, percorrendo toda a Grécia e chegando até a Ásia Menor onde, após grandes confrontos com os reis de Pérgamo Eumenes I e Átalo I, foram rejeitados por estes e dirigiram-se para a zona central da Capadócia, na qual se assentaram formando uma região que passou a chamar-se Galácia e portanto os seus habitantes (os gauleses) passaram a chamar-se gálatas. Os gauleses tomaram a cidade frígia de Ancira (atual Ancara), que havia sido fundada por Midas, filho de Górdio, que passou a ser a capital desta região.
[12]Faraó: Era o título atribuído aos reis (com estatuto de deuses) no Antigo Egito. Tem sua origem imediata do latim tardio Pharăo -onis, por sua vez do gregoΦαραώ e este do hebraico Parōh, termo de origem egípcia que significava propriamente “casa elevada”, indicando inicialmente o palácio real. O termo, na realidade, não era muito utilizado pelos próprios egípcios. A Bíblia menciona vários faraós: Aquele que tentou tomar a esposa de Abraão, Sara (Gn 12:15-20); o faraó que promoveu a ascensão de José à condição de autoridade (Gn 41:39-46); o faraó (ou faraós) do período da opressão dos israelitas antes do retorno de Moisés de Midiã (Êx caps. 1,2); o faraó que governou durante as Dez Pragas e no tempo do Êxodo (Êx caps. 5–14); o pai de Bitia, esposa de Merede, da tribo de Judá (1º Cr 4:18); o faraó que deu asilo a Hadade, de Edom, no tempo de Davi (1Rs 11:18-22); o pai da esposa egípcia de Salomão (1Rs 3:1); e o faraó que golpeou Gaza nos dias de Jeremias, o profeta (Jr 47:1).
[13]Canaã: É a antiga denominação da região correspondente à área do atual Estado de Israel (inclusive as Colinas de Golã), da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, de parte da Jordânia (uma faixa na margem oriental do Rio Jordão), do Líbano e de parte da Síria (uma faixa junto ao Mar Mediterrâneo, na parte sul do litoral da Síria). o nome Canaã é alusivo ao filho de  e neto de Noé, ao qual se atribui a origem dos cananeus, conforme relato do capítulo 10 de Gênesis.
[14]Salmos: Salmos ou Tehilim (do hebraico תהילים, Louvores) é um livro do Tanakh (fazendo parte dos escritos ou Ketuvim) e da Bíblia Cristã, vem depois do Livro de Jó e antes do Livro dos Provérbios. Constitui-se de 150 (ou 151 segundo a Igreja Ortodoxa) cânticos e poemas que são o coração do Antigo Testamento, é a grande síntese que reúne todos os temas e estilos dessa parte da Bíblia, utilizados pelo antigo Israel como hinário no Templo de Jerusalém, e hoje são utilizados como orações ou louvores, no Judaísmo, no Cristianismo e também no Islamismo (o Corão refere os salmos como “um bálsamo”). Tal fato, comum aos três monoteísmos semitas, não tem paralelo, dado que judeus, cristãos e muçulmanos acreditam nos Salmos que foram escritos em hebraico, depois traduzidos para o grego e latim.
[15]Admoestar: Advertir amigável ou benevolamente; fazer ver. Censurar ou repreender suavemente, aconselhando a não repetir a falta. Recomendar.
[16]Deprecação: Ação de deprecar. Rogativa, súplica.
[17]Eminência: Qualidade do que é eminente; preponderância, supremacia.
[18]Desfalecer: Fazer perder as forças; enfraquecer. Desanimar.
[19]Versus: Emprega-se com a idéia de contra.
[20]Acepção: Preferência.
[21]Filipenses: Cidade da Macedônia fundada por Felipe II, pai de Alexandre, o Grande, no ano 358 a.C. Foi a primeira cidade da Europa que ouviu a pregação de um missionário cristão (At 16:6-40). A Epístola aos Filipenses foi escrita, provavelmente, entre 53 e 58 dC. E, segundo a tradição, a carta teria sido escrita numa prisão em Roma, para a igreja em Filipos. Entretanto há pesquisadores que argumentam em favor da carta ter sido escrita numa prisão em Cesaréia ou ainda em Éfeso.

Estudo Bíblico baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 5
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I

Jonas Martins Olímpio

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