A Prosperidade em o Novo Testamento

Estudo Bíblico baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 4
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

O Novo Testamento representa
uma nova aliança, ou seja: um
novo pacto que passou a incluir
os gentios no plano de salvação
 

Texto Áureo

    Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm 14:17).
Verdade Prática
    O conceito[1]de prosperidade em o Novo Testamento vai muito além da aquisição de bens terrenos; ele está fundamentado nas promessas do Reino de Deus na época vindoura.

Leitura Bíblica em Classe
    2ª Coríntios 8:1-9 – Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da macedônia[2]; 2Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou[3] em riquezas da sua generosidade. 3Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico[4]) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente.
4Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. 5E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus. 6De maneira que exortamos[5] a Tito[6]que, assim como antes tinha começado, assim também acabasse esta graça entre vós. 7Portanto, assim como em tudo abundais em fé, e em palavra, e em ciência[7], e em toda a diligência[8], e em vosso amor para conosco, assim também abundeis nesta graça. 8Não digo isto como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade de vosso amor. 9Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.
Mesmo com toda a sua majestade,
Jesus Cristo foi quem nos deu o
maior exemplo de humildade em
toda a história da humanidade
Introdução
  •          Sendo cristão, o que significa prosperidade pra você?
  •          Você já parou para pensar sobre qual era a prosperidade de Jesus quando Ele esteve aqui na terra?
  •          Assim como no Antigo, no Novo Testamento a prosperidade também vai muito além da aquisição de bens materiais;
  •          Você tem se preocupado em ter, e manter, sua comunhão com Deus?
  •          Viver prosperamente é saber que o seu maior tesouro está guardado no céu e não na terra;
  •          A maior prosperidade é interior e não exterior, [Rm 14:18,19 – Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. 19Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.].
O consumismo entre os evangélicos,
inclusive dentro da própria igreja,
tem sido um dos mais sérios
problemas enfrentados pelo
cristianismo nos últimos tempos
I – A prosperidade no Novo Testamento é escatológica
1. Prosperidade e consumo
  •          Existe uma abissal[9] diferença entre a prosperidade ensinada por muitos líderes religiosos da atualidade e a prosperidade existente no Novo Testamento;
  •          Alguns dos atuais mestres ensinam seus seguidores acumularem bens materiais, enquanto Jesus Cristo não tinha onde reclinar[10] sua cabeça e os apóstolos, como Paulo por exemplo, pediam ofertas nas igrejas para o crescimento da obra e para ajudar os menos favorecidos, mas nunca se enriqueceram com isso;
  •          Viver da obra e ter o seu sustento através dela é uma coisa, mas fazer dela um meio de vida como uma profissão qualquer e se enriquecer com isso, é totalmente inadmissível;
  •          Um obreiro pode até alcançar muitas posses materiais, porém quando isso vem através de seu ministério espiritual, sua situação se torna questionável, principalmente quando ele se nega a fazer algo se não for pago para isso;
  •          Assim como a árvore é conhecida pelo seu fruto, o pregador é conhecido pelo conteúdo de sua mensagem. O que você tem priorizado em suas pregações?
  •          Estar por cima e nunca por baixo é o contexto[11]básico de muitas mensagens atuais. A humildade, a mansidão e o desprendimento do materialismo estão fora de moda;
  •          De acordo com o ensinamento apostólico, ser prósperos não é possuir muitos bens, ter uma saúde perfeita e uma vida sem problemas, mas sim possuir um profundo relacionamento de intimidade com Deus;
  •          Muitos dos seguidores do cristianismo nos dias atuais tem uma visão invertida do verdadeiro valor do Evangelho, super-estimando a Palavra de Deus coloca em segundo plano e menosprezando tudo aquilo que ela nos ensina como prioridade;
  •          A Palavra nos ensina que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, sendo assim podemos concluir que quem ambiciona a aquisição material além do necessário está buscando males para a sua vida;
  •          Os dons espirituais não podem jamais estar ligados aos desejos de consumo secular [At 8:20 – Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.].

Os pregadores da prosperidade
dizem que salvação também
inclui ser salvo da pobreza e dos
problemas da vida, esse errôneo
pensamento que está totalmente
fora do contexto bíblico tem
seduzido milhões de pessoas,
afastando-as do verdadeiro foco:
a volta de Jesus e o arrebatamento
da Igreja
2. Prosperidade e futuridade
  •          A Teologia da Prosperidade nunca foi pregada na Igreja Primitiva, porque o seu objetivo maior sempre esteve enfocado nas coisas materiais;
  •          Os grandes milagres que aconteciam, e ainda acontecem até hoje, eram o resultado de sua constante busca espiritual e não anularam as dificuldades existentes na vida do ser humano, seja ele fiel a Deus ou não;
  •          Um grande exemplo que temos sobre a primazia[12]que eles davam à preservação da conquista da salvação está na vida do apóstolo Paulo que deixa transparecer na segunda carta à Igreja de Corinto[13]o seu ardente desejo de, juntamente com eles, deixar esse corpo e habitar com o Senhor;
  •          A Igreja atual, de um modo geral, precisa resgatar sua identidade de propagadora[14]do Evangelho da salvação.
  •          Aquele que acumula riquezas confiando nelas como a razão de seu viver, juntamente com elas perecerá por não ter colocado sua fé na provisão e na salvação que nos é dada por Deus através de seu Santo Espírito, conquistada por Jesus Cristo na cruz;
  •          Quando colocamos nosso coração nos bens materiais, não conseguimos satisfazer nosso espírito humano, e assim a tentação à cobiça, que opera naturalmente em nossa carne, acaba nos levando à uma inevitável queda que atinge a todas as áreas de nossa vida;
  •          Em contrapartida, quando nos entregamos ao desejo de crescimento espiritual, mesmo se nos sentirmos fracos pelas aflições da vida, continuamos de pé porque Aquele que nos sustenta é fiel e poderoso para cumprir todas as suas promessas;
  •          Em Tiago 2:6 e 5:4 aprendemos o quanto são maus e opressores aqueles que entregam seu coração às riquezas, os quais desonram os pobres arrastando-os aos tribunais, e tiram dos trabalhadores aquilo que lhes é de direito;
  •          Hoje a situação não é nada diferente: muitos empresários não agem corretamente com os seus funcionários, forçando-os a procurarem a justiça para receberem o valor justo pelo seu trabalho e, muitas vezes, até os juízes deixam de julgar essas causas corretamente visando lucrar em cima da desgraça alheia sem se preocuparem com a soberania[15]justiça divina que está acima de todos eles, somente aguardando o momento certo para agir;
  •          As sagradas Escrituras colocam a prosperidade material sempre em segundo plano, pois o que realmente mais importa para o servo de Deus é crescer espiritualmente para não perder tudo aquilo que lhe está preparado para o futuro [2ª Co 4:16-18 – Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. 17Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; 18Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.].

Por mais que isso seja útil, por
quanto tempo você acha que todas
as riquezas possíveis de se
alcançar na terra poderão
preservar a sua vida?
II – A prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser do que de ter
1. Tesouros na terra
  •          Em toda a Bíblia, principalmente no Novo Testamento, podemos encontrar várias advertências em relação ao perigo da supervalorização da passageira vaidade da vida;
  •          Em Lucas 12:13-21, vemos a situação de uma pessoa aflita pedindo a Jesus que fizesse seu irmão repartir a herança com ele. Embora a causa até fosse justa, o bom Mestre, com suas palavras, o ensinou que o mais importante não é ser rico, mas sim ter riquezas guardadas no céu;
  •          A parábola[16] que Ele lhe contou sobre o homem que estava muito preocupado em amontoar suas riquezas para viver sossegadamente dali para frente, nos mostra o quanto são supérfluos[17] e frágeis os nossos desejos e projetos quando não temos o Espírito Santo na nossa direção e a salvação da alma como nosso maior objetivo;
  •          O importante não é o que temos, mas sim o que realmente somos;
  •          Quanto àquele homem da parábola, quando Deus o chamou, ele nada tinha preparado para a vida futura. A despreocupação com o destino da alma tem levado muitos à condenação;
  •          O pecado não é ter dinheiro, mas sim fazer dele o seu deus. Pois se você não souber controlá-lo, ela vai te controlar e te destruir;
  •          José de Arimatéia[18] era um homem rico, e a Bíblia o mostra agindo honrosamente buscando o corpo de Jesus para o sepultamento. Zaqueu[19] também tinha muito dinheiro, porém tinha também um desejo muito grande de conhecer ao Salvador e arrependeu-se de seus erros. Aprendemos aí que mesmo possuindo muitos bens, o homem pode buscar a Deus e ser aceito por Ele;
  •          Deus tem, pela sua imensa misericórdia, abençoado muitas pessoas por medida, porque conhece a estrutura de cada um e não quer perder essas preciosas almas. Por isso, não lamente e nem lute desesperadamente por riquezas, trabalhe pelo que lhe é necessário e peça ao Senhor para te fortificar espiritualmente, para que se vier a prosperar materialmente não substitua a adoração pela ambição;
  •          Aquele que considera os tesouros da terra como os seus maiores bens estão sujeitos a passar por grandes perdas, porque não conseguiram juntar nada mais do que isso para a satisfação de seu espírito humano [Mt 6:19 – Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam[20] e roubam;].

Uma vida cheia do Espírito Santo
é a maior riqueza que um crente
pode alcançar aqui na terra
2. Tesouros no céu
  •          As coisas desse mundo passam, mas as espirituais são eternas;
  •          A Igreja de Laodicéia[21] era materialmente rica, mas espiritualmente pobre e, Deus a considerava como miserável, desgraçada, pobre, cego e nu devido a sua mornidão diante dEle. Será que existem crentes assim nos dias atuais?
  •          Os judeus que perseguiam a Jesus classificavam as pessoas bem sucedidas financeiramente como espiritualmente superiores àquelas que não tinham muito poder aquisitivo, e foi isso que O levou a dizer que seria mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus;
  •          Ele estava assim corrigindo o falso ensinamento que diz que prosperidade terrena é evidência de comunhão com Deus;
  •          Os bens espirituais estão infinitamente acima dos bens materiais pois, de acordo com Efésios 3:8, trabalhar para Deus é uma riqueza incompreensível , e em 1ª Coríntios 1:31 diz que se nos gloriarmos em algo que essa glória seja no Senhor;
  •          Conforme aprendemos em Filipenses 3:7,8, o que ganhamos aqui vale a pena ser colocado a perder a favor da obra de Jesus, porque tudo isso é escória diante do que temos a ganhar espiritualmente;
  •          Qual é o teu maior tesouro? Em que você mais se gloria?
  •          Aquele que considera os tesouros do céu como os seus maiores bens, por mais que sofram jamais serão derrotados, porque o que é protegido por Deus, ninguém consegue roubar [Mt 6:20,21 –Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 20Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.].

A Igreja Primitiva
permanecia unida tanto
nas questões espirituais
quanto nas sociais
III – A prosperidade em o Novo Testamento é filantrópica
1. Uma igreja com diferentes classes sociais
  •          Nos tempos de Jesus aqui na terra, havia ali em Israel quatro diferentes tipos de classes sociais: os ricos, a classe média, os empregados diaristas e os escravos;
  •          Alguns dos pobres eram amparados pelo governo, e a própria Lei Mosaica[22]dizia que o povo judeu deveria sustentar os órfãos e a viúvas, pois em toda a história de Israel houve várias guerras e muitos homens morriam deixando suas famílias desamparadas;
  •          Quando a Igreja Primitiva iniciou seu trabalho pessoas de todas essas diferentes classes fizeram parte dela e todos foram ensinados a não fazer acepção de pessoas porque diante de Deus não há diferença;
  •          A união dentro da Igreja resulta no bem-estar social de seus membros e facilita a manifestação e a ação do Espírito Santo [At 2:42-47 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. 43E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. 44E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 45E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister[23]. 46E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza[24] de coração, 47Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.].

O amor ao próximo é um
mandamento divino e não uma
obra opcional que tenha que ser
praticada apenas por pessoas que
tenham nascido com um dom
especial para isso
2. Não esquecer dos pobres
  •          A Igreja tem a obrigação de ajudar aos necessitados. Porém, é necessário averiguar quem são realmente os necessitados, pois há muitos aproveitadores por aí explorando o povo de Deus por preguiça de trabalhar;
  •          Assim como Paulo, Pedro, Tiago e João, todos os obreiros verdadeiramente chamados por Deus nunca se esquecem dos pobres;
  •          Uma grande fome que assolava o mundo todo naquela época, também atingiu os hebreus[25]. E como é possível alguém pensar que crente não pode passar por dificuldades?
  •          O apóstolo Paulo não só cuidava do ministério como também se preocupava de, por onde passar, pedir uma oferta para os crentes pobres de Jerusalém. Devemos deixar bem claro que as ofertas eram para os crentes pobres e não para ele se enriquecer;
  •          Quando a oferta tem um destino claro, justo e transparente todos contribuem com alegria, porque sabem que a vontade do Senhor está sendo cumprida por seus líderes;
  •          Apesar disso, nem todos os membros da Igreja de Corinto estavam dispostos a contribuir, por isso Paulo os advertiu, mostrando-lhes a importância de mostrar o seu amor para com os irmãos lembrando-os das  demonstrações de amor que os crentes judeus demonstravam por eles através de suas orações;
  •          Não podemos jamais deixar de ajudar nossos irmãos menos favorecidos, pois não sabemos se no dia de amanhã também não precisaremos de algum amparo;
  •          Quando a prosperidade material é dada realmente por Deus, aquele que prosperou se alegra pela oportunidade de compartilhar aquilo que tem com o próximo, e faz isso por amor e não pela vaidade do orgulho exibicionista;
  •          A assistência social é tão importante que para a escolha alguém para esse trabalho, os apóstolos deixaram bem claro que deveriam ser pessoas com características especiais tanto espiritual quanto socialmente [At 6:1-3 – Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. 2E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. 3Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.].

Não somos aquilo que temos, temos 
aquilo que somos
Conclusão
  •          Uma vida abençoada com prosperidade verdadeiramente divina é reconhecida através da constante alegria, paz e amor que habita no coração daquele que a recebe. É uma prosperidade que não traz dores, problemas ou preocupações;
  •          O poder aquisitivo que alcançamos aqui na terra deve ser administrado com muita sabedoria e humildade;
  •          A maligna cultura consumista que impera no mundo tem levado muitos crentes à perdição espiritual e ao desperdício material;
  •          O Novo Testamento, assim como toda a Bíblia, nos ensina a nos afastarmos de tudo aquilo que possa nos afastar do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo;
  •          O que você tem preparado para apresentar ao Senhor naquele Grande Dia [Ap 22:12 – Eis que presto[26]venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.]?


Muitos membros da Igreja de
Laodicéia eram grandes
negociadores de ouro, mas todas
as riquezas que eles conseguiram
conquistar com esse esplendoroso
comércio não conseguiu comprar
o esplendor da glória de Deus
[1]Conceito: Opinião, ponto de vista, avaliação, nota.
[2]Macedônia: É uma região do sudeste da Europa, que ocupa a parte central do que agora se conhece como a Península Balcânica. Foi, em tempos, uma província romana que se estendia desde o Mar Adriático, no Oeste, até o Mar Egeu, no Leste, e ficava ao Norte da Acaia. Foi a primeira região da Europa a ser visitada pelo apóstolo Paulo na sua segunda viagem missionária. Enquanto Paulo estava em Trôade, na Ásia Menor, teve uma visão que o mandava à Macedônia (At 16:8, 9). Paulo, junto com Lucas, Timóteo e Silas, partiu para a Macedônia. Depois de chegar a Neápolis, o porto de Filipos, Paulo dirigiu-se à cidade de Filipos (At 16:11-40). Lucas permaneceu em Filipos quando Paulo, Silas e Timóteo percorreram as cidades macedônias de Anfípolis (uns 50 km de Filipos) e Apolônia (uns 50 km de Anfípolis). A seguir, Paulo visitou respectivamente as cidades macedônias de Tessalônica (uns 60 km de Apolônia) e Beréia (uns 80 km de Tessalônica). O bom relatório que Timóteo trouxe, ao retornar, induziu Paulo a escrever a sua primeira carta aos tessalonicenses (1ª Ts 3:6; At 18:5). A sua segunda carta aos tessalonicenses seguiu-se pouco depois.
[3]Abundar: Ter grande quantidade. Crescer, aumentar.
[4]Testificar: Dar testemunho de, testemunhar; atestar, comprovar. Testificar um fato. Afirmar, assegurar.
[5]Exortar: Procurar convencer por meio de palavras. Aconselhar, persuadir: Os oradores exortavam o povo. Animar, encorajar, incitar.
[6]Tito: Foi um companheiro de Paulo mencionado em algumas de suas epístolas. Esteve com Paulo e Barnabé em Antioquia e no Concílio de Jerusalém. Aparentemente, ele era um gentio, pois Paulo se recusou a circuncidá-lo. A última vez que a Bíblia o menciona é em 2ª Timóteo 4:10, aonde o apóstolo afirma que ele foi para à  Dalmácia. O Novo Testamento não relata sua morte, e alguns historiadores afirmam que ele teria morrido em 107dC aos 95 anos de idade.
[7]Ciência: Conhecimento.
[8]Diligência: Cuidado ativo, presteza em fazer alguma coisa. Zelo.
[9]Abissal: Relativo ao abismo; abismal. Palavra usada para definir grandes diferenças.
[10]Reclinar: Afastar, desviar da posição vertical; inclinar. Deitar, descansar.
[11]Contexto: Encadeamento de idéias de um escrito. Argumento. Composição, contextura. Sentido ou significado real do texto.
[12]Primazia: Dignidade de primaz. Primeiro lugar; prioridade. Superioridade, excelência.
[13]Corinto: É uma cidade e antigo município da Grécia, situado na Coríntia, na periferias do Peloponeso. é citada no Novo Testamento da Bíblia como uma das cidades visitadas pelo apóstolo Paulo em suas viagens missionárias. De acordo com o livro de Atos, Paulo quando esteve nessa cidade em sua segunda viagem missionária (At. 18:1-18). Estabeleceu nela uma igreja e, mais tarde, escreveu provavelmente quatro cartas, das quais apenas duas estão no cânon: a segunda (1ª Coríntios) e a quarta (2ª Coríntios).
[14]Propagador: Aquele que propaga, que faz propaganda, que divulga. Propagar significa fazer multiplicar, espalhar, expandir.
[15]Soberania: Caráter ou qualidade de soberano. Autoridade suprema. Autoridade moral considerada como suprema; poder supremo, irresistível.
[16]Parábola: Narração alegórica (não real) que contém algum preceito moral: As parábolas de Cristo trazem ensinamentos admiráveis.
[17]Supérfluo: Que é desnecessário; demasiado, escusado, inútil.
[18]José de Arimatéia: Era assim conhecido por ser de Arimatéia, cidade da Judéia. Homem rico, senador da época, era membro do Sinédrio, o Colégio dos mais altos magistrados do povo judeu. A Bíblia relata que ele era discípulo de Cristo, mesmo que secretamente (Jo 19:38). Era o dono do sepulcro onde Jesus Cristo, seu amigo, foi embalsamado, numa esplanada a cerca de 30 metros do local da crucificação.
[19]Zaqueu: Chefe dos publicanos  um funcionário público muito mal visto por ser cobrador de impostos do Império Romano. Viveu no século IdC.
[20]Minar: Abrir, arrombar, destruir.
[21]Laodicéia: Em grego significa leigos. Cidade situada a cerca de 80 km de Éfeso e 64km a sudeste de Filadélfia. Era uma cidade muito rica, consistindo em centros de comércio e indústria muito prósperos na época. A cidade em si estava totalmente imersa na cultura grega. As ruínas de três igrejas encontradas na cidade evidenciaram que as mesmas eram realmente ricas, do ponto de vista financeiro. Curiosamente, os vestígios arqueológicos jamais revelaram quaisquer sinais de que a igreja de Laodicéia teria tido êxito na propagação do evangelho na região, ao contrário da igreja de Éfeso, cujos registros arqueológicos provaram que a mesma foi muito eficaz em suas atividades ministeriais.
[22]Lei Mosaica: A Lei de Deus entregue por Moisés ao povo de Israel.
[23]Mister: Urgência, necessidade. Aquilo que é forçoso, inevitável.
[24]Singeleza: Simplicidade.
[25]Hebreus: Esse era um dos nomes dados ao povo de Israel. Esse nome vem da raiz ‘a-vár’, que significa “passar, transitar, atravessar, cruzar”. Esse nome denota viadantes, aqueles que ‘passam adiante’. Isto porque os israelitas por um tempo realmente levaram uma vida nômade.
[26]Presto: Prestes, rápido, ligeiro.

Estudo Bíblico baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 – Lição 4
Aula ministrada por mim na AD Belém – Setor 20 (Arujá/SP) – Pq. Rodrigo Barreto I

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