A geração de Jonas

Somos todos realmente dignos
de nos considerarmos como
autênticos servos de Deus?

    No meio evangélico atual temos visto crentes de todos os tipos e para todos os gostos: É a geração do arrebatamento, a geração do re-te-té, a geração dos ex- isso e ex-aquilo, a geração dos apaixonados, a geração dos intelectuais, a geração do Deus “papai noel”, a geração dos que não aceitam geração nenhuma… Enfim, é uma série de segmentos que as vezes dão um nó na nossa cabeça… Imagina então como não fica a cabeça dos não-crentes que vivem questionando qual é a igreja certa ou que não crêem em nenhuma delas… Porém, quero ressaltar aqui que não tenho nada contra toda essa diversidade. Até acho que existe um ponto positivo em tudo isso, pois essa é uma chance maior de evangelizar pessoas de diferentes níveis culturais, sociais, raciais, etc! E posso dizer ainda que até tenho um pouquinho de
cada uma dessas características… Cada um tem o seu e estilo, e é cada um na sua, desde que se pregue o verdadeiro Evangelho. E é exatamente a autencidade do verdadeiro Evangelho que me preocupa e me leva a refletir: “Que tipo de crente sou eu? Será que não estou fugindo da minha responsabilidade?”

Por que será que muitas 
pessoas precisam
passar por uma difícil 
situação para
decidirem cumprir a 
vontade de Deus?

    Quem não conhece a história do famoso profeta fujão? Jonas era um crente como muitos de nós: Talvez fosse um desses que sempre dizem: “Missão está no coração de Deus, e no meu também” – porém, só fazem Missão dentro da igreja-, mas quando recebem uma ordem que não estava em seus “projetos missionários”, se levantam rapidinho… pra fugir, é claro! Então, Jeová se vê na penosa obrigação de dar uma liçãozinha em seu servo. E de repente, quando está numa situação em que ele nunca pensou que o Pai o colocaria, não é que o rapazinho muda de idéia e resolve rever seus conceitos missionários e ir pregar para aquele povo malvado que ele desejava ver destruído?

Até quando nossa geração
continuará se acovardando
diante dos ataques malignos
de Satanás através de seus
adeptos?

    Porém, é óbvio que devemos analisar essa situação toda mais detalhadamente para entender a situação do nosso amigo profeta. Veja bem: Se lermos apenas por cima os quatro capítulos do livro do profeta Jonas, realmente o veremos como um medroso, fujão, infiel, incrédulo, descompromissado, desalmado, ingênuo…e por aí vai! Porém, se analisarmos a história mais detalhadamente veremos que ele tinha suas razões -inclusive boas razões- para não ir: Os ninivitas eram um povo extremamente violentos e tremendamente desumanos, e pra completar não gostavam nem um pouquinho dos israelitas. Isso fazia com que o profeta, além de medo, tivesse também um pouco de ressentimento. Até aí podemos entender que a atitude dele é normal, pois sob essas circunstâncias talvez eu também não fosse, só que, como servos de Deus, devemos encarar suas ordens com carinho, dedicação e confiança, sabendo que se Ele está mandando Ele se responsabiliza e nos livra de todo mal, e que ainda que algo nos aconteça e não tenhamos o livramento de nossa vida tenhamos a certeza de que esse foi o momento e que essa foi a forma que Ele escolheu para nos levar pra junto dEle e assim glorifiacarmos o seu maravilhoso nome (Mt 16:24; Jo 21:19; Fp 1:20).

O que realmente esperamos do
Senhor quando nos dispomos a
fazer algo por Ele?

    Resumindo a história: Quando ele se viu encrencado na barriga daquele peixão, se lembrou da misericórdia de Deus e implorou por ela, e assim, mais uma vez, Jeová com a sua infinita misericórdia deu mais uma chance ao profeta, o qual “voluntariamente” se colocou totalmente a sua disposição e foi para Nínive. Nada que uma boa oração não resolva! Mas não seria melhor se a gente tivesse que orar apenas pra agradecer, em vez de ter que implorar misericórdia para sair de uma encrenca que nós mesmos procuramos? Pensemos nisso e façamos a obra de Deus com mais seriedade! Tente ser um crente da geração de Paulo: Aquele lá que trazia no corpo as marcas de Cristo (Gl 6:17)!

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